Onze dias após a descoberta de um corpo dentro de uma mala num edifício abandonado em Kypseli, um bairro popular entre turistas no centro de Atenas, a polícia grega conseguiu identificar a vítima, após um apelo às autoridades estrangeiras. Trata-se de Elizabeth Jane Ross, uma mulher escocesa de 38 anos, que se encontrava hospedada na cidade com amigos. Segundo estes, foi vista pela última vez a 15 de julho, relatou a BBC.

Pensa-se que Elizabeth Jane Ross tenha morrido entre cinco e sete dias antes de o seu corpo ter sido, alegadamente, encontrado por um sem-abrigo, que alertou as autoridades. Segundo o The Guardian, os meios de comunicação gregos, citando os resultados da autópsia, afirmaram que não havia “qualquer evidência” de luta ou sinais de ferimentos.

No entanto, Konstantina Dimoglidou, uma porta-voz da polícia grega, afirmou que as autoridades estão a tratar do caso “como se tratasse de um ato criminoso, dada a forma como o corpo foi encontrado”, de acordo com o jornal britânico. Os investigadores aguardam os resultados dos exames toxicológicos, “para determinar a causa da morte e verificar se houve crime, uma vez que tal não foi esclarecido pelo exame inicial ao corpo“.

A mulher escocesa terá viajado dos Estados Unidos para a Grécia cerca de duas semanas antes da sua morte, passando pelo Chipre. Helena Smith, correspondente do The Guardian em Atenas, disse à BBC Radio Scotland que Ross tinha família em Edimburgo e “conexões” com a Grécia, ficando com uma amiga em Atenas antes de ter desaparecido.

“Parece que alguém teve controlo sobre o seu telemóvel depois de ela morrer e estava a enviar mensagens para distrair as autoridades e amigos próximos de tentar localizá-la”, acrescentou Smith.

Depois de não encontrar qualquer correspondência nas bases de dados nacionais, as autoridades gregas enviaram as impressões digitais da vítima para a Interpol. A identificação acabou por ser confirmada pelas autoridades norte-americanas através de análises de ADN, informou a polícia na quarta-feira.

Os investigadores procuram agora reconstituir os últimos movimentos de Elizabeth Jane Ross e apurar se viajava sozinha. Para isso, as autoridades gregas, em conjunto com a polícia do Chipre, estão a analisar registos de voos, reservas de hotéis e imagens de videovigilância, numa tentativa de traçar o percurso da mulher antes da sua morte.

Na quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Commonwealth e do Desenvolvimento (FCDO, sigla em inglês) confirmou que estava em contacto com as autoridades gregas. “Este é um caso absolutamente terrível. Estou profundamente consternado com esta tragédia”, afirmou o primeiro-ministro escocês, John Swinney, acrescentando que o Governo escocês irá prestar apoio à família de Elizabeth Jane Ross.

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