Hackers russos afirmam que os ataques ucranianos contra refinarias das regiões de São Petersburgo e Kaliningrado, em julho, tiveram “envolvimento direto” da NATO. A informação é avançada pela agência de notícias russa TASS, que cita alegadas provas documentais.

Segundo os hackers, os documentos revelam que um especialista divulgou as “coordenadas precisas das instalações” petrolíferas e que “incitou a Ucrânia a cometer atos de terror” nas regiões russas.

Bart De Wachter, “especialista em guerra híbrida”, foi quem terá divulgado as coordenadas das refinarias e terminais petroquímicos das regiões de São Petersburgo e Kaliningrado aos Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU, sigla ucraniana), bem como de um navio-tanque da Gazprom, que “transportava gás natural liquefeito”.

Wachter trabalharia para uma organização ligada às Forças de Operações Especiais da NATO e aos serviços de segurança, chamada Hybrid Analyze Vigilant Network. No entanto, não há registo de nenhuma organização com este nome.

“[Wachter] declara abertamente que o seu trabalho envolve assuntos como a frota fantasma russa, redes de intermediários, migração instrumentalizada e Casas Russas – aparentemente referindo-se à rede de centros culturais Casas Russas”, alegam os hackers.

Os alegados documentos referem que De Wachter propôs reunir-se com um representante do Centro de Cooperação Internacional do SBU, que sugeriu integrar uma alta patente dos serviços de segurança, especialista em guerra híbrida, espionagem e sabotagem, na troca de correspondência.

A 4 de julho, a Ucrânia atacou um terminal petrolífero em São Petersburgo que, de acordo com Volodymyr Zelensky, gerava “receita para a guerra da Rússia”. Dois dias depois, os alvos foram três refinarias e um terminal petroquímico no porto de Vysotsk, em Kaliningrado, refere a Reuters.