Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a guerra na Ucrânia
Nos planos de Vladimir Putin, estará um ataque de “falsa bandeira” no flanco leste da NATO com recurso a drones de fabrico ucraniano. O alerta é do ministro da Defesa lituano, Robertas Kaunas, que aponta o objetivo claro da ação: “Fazer com que a NATO hesite e diminua o apoio à Ucrânia”. “Posso garantir que isso não acontecerá”, frisou, citado pela imprensa internacional.
De acordo com os serviços secretos da Lituânia, o alegado plano envolve a utilização de drones capturados ou reconstruídos a partir de destroços recolhidos ao longo da guerra na Ucrânia.
“Temos dados que indicam que a Rússia está a considerar realizar ataques (…) não convencionais contra infraestruturas críticas na região do Báltico. É provável que a Rússia utilize drones de fabrico ucraniano para esse fim”, afirmou na quinta-feira Robertas Kaunas, acrescentando que em causa está uma “operação de falsa bandeira, usando um drone ucraniano falso”.
Embora a investigação dos serviços de informações lituanos não tenha encontrado “datas específicas”, o governante insiste que o “processo de planeamento” de Moscovo está a ser seguido de perto.
O aviso surge na sequência da recente descoberta de um dispositivo carregado de explosivos junto a um avião de carga ucraniano na Alemanha. Mas já há vários meses que os líderes da Polónia e dos três Estados bálticos alertam para a crescente ameaça russa ao flanco leste da aliança.
Alemanha. Drone com explosivos encontrado perto de avião ucraniano no aeroporto de Leipzig
Aliás, segundo informações dos serviços secretos dos Estados Unidos, noticiadas pelo Wall Street Journal, Vladimir Putin estará disposto a autorizar ataques com mísseis ou drones contra infraestruturas críticas em toda a região, intensificar ações de sabotagem e até enviar soldados russos através da fronteira. A concretizar-se, a investida representaria um teste à resistência da NATO.
Os cenários equacionados pelas secretas norte-americanas variam entre um ciberataque de grande dimensão, a infiltração de grupos armados não identificados para ocupar território, ou uma incursão terrestre de pequena escala. Embora a probabilidade de uma invasão terrestre se mantenha baixa, os relatórios de Washington alertam que o risco tenderá a aumentar com o tempo, apontando uma janela temporal para uma eventual ação russa já entre este outono e 2029.
[A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS. Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]