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O presidente ucraniano apelou aos Estados Unidos para que vendam à Ucrânia entre 5% e 10% das suas reservas de mísseis Patriot, face à diminuição da quantidade de intercetores de mísseis balísticos no país.

“Este ano temos duas vezes e meia menos intercetores do que em 2025. A Rússia tem o dobro de mísseis balísticos por mês do que antes”, disse Volodýmyr Zelensky em entrevista à CNN.

Zelensky explicou na entrevista que um décimo das reservas atuais dos EUA seria suficiente para impedir todos os ataques de mísseis balísticos russos, mas que 5% seriam suficientes para a Ucrânia passar o inverno.

“Se os Estados Unidos nos venderem 5%, conseguiremos passar o inverno e salvar vidas. Se nos venderem 10%, destruiremos todos os mísseis balísticos russos”, explicou.

Segundo a agência EFE, os ataques com mísseis balísticos russos aumentaram nas últimas semanas e atingiram a capital, Kiev, com particular intensidade numa altura em que Moscovo se estará a aproveitar do facto de o stock de mísseis intercetores Patriot da Ucrânia se encontrar quase esgotado.

“Há ataques todas as noites, e quatro ou cinco vezes por mês temos ataques em massa. São noites terríveis”, afirmou o presidente ucraniano.

Na cimeira da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), na Turquia, no início de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a Zelensky que concederia à Ucrânia a licença necessária para fabricar os seus próprios mísseis para os sistemas Patriot.

Zelensky anuncia acordo com empresa dos EUA para produzir mísseis Patriot

Mais tarde, após uma reunião na Casa Branca, Trump disse que não tinha certeza se permitiria que a Ucrânia fabricasse esses mísseis.

Na entrevista à CNN ,Volodymyr Zelensky explicou que, face à aproximação do inverno, está a desenvolver esforços para tentar obter sistemas antiaéreos capazes de intercetar mísseis balísticos russos.

A guerra dos EUA com o Irão está a provocar escassez de mísseis e a afetar diretamente a Ucrânia, que depende dos EUA para receber mísseis Patriot.

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, está a tentar adquirir o sistema de mísseis Patriot para a Ucrânia, mas, segundo a imprensa alemã, sem sucesso.