Acompanhe os nossos artigos em direto sobre política nacional
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) realizam esta quinta-feira em Lisboa uma manifestação para exigirem aumentos salariais, revisão das carreiras e melhorias nas condições de trabalho.
A manifestação nacional dos polícias da PSP e militares da GNR, que começa às 17h30 no Largo do Carmo e termina junto à residência do primeiro-ministro, é o culminar de vários protestos que a ASPP e a APG realizaram em diferentes cidades do país desde setembro.
O presidente da ASPP, Paulo Santos, disse à Lusa que a manifestação tem como objetivo pressionar o Governo a responder às principais reivindicações dos elementos da PSP e GNR, como aumentos salariais, revisão das carreiras e dos suplementos, além das melhorias nas condições de trabalho.
Paulo Santos sublinhou que estas exigências estavam previstas no acordo assinado com o Governo em 2024, mas que “ainda não foram concretizadas” passados mais de dois anos.
O presidente do maior sindicato da PSP acrescentou que nas negociações em curso com o Governo “apenas foram apresentadas ideias, experiências e nada de propostas”.
Também o presidente da APG, César Nogueira, disse à Lusa que “faz todo o sentido” os elementos das forças de segurança saírem à rua para protestar enquanto decorrem negociações, uma vez que “o Governo ainda não apresentou nada de concreto relativamente ao acordo assinado”.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
“A situação não pode continuar. Os guardas perdem mais de 200 euros por mês devido à falta de alteração de um estatuto remuneratório desatualizado”, afirmou, sustentando que os elementos da GNR e PSP “sentem a necessidade de ir à rua manifestar o seu descontentamento e desmotivação”.
Segundo César Nogueira, a manifestação termina junto à residência do primeiro-ministro “porque Luís Montenegro é o responsável pelo Governo” e “o ministro da Administração Interna não tem capacidade política, nem peso político para agilizar o processo”.
No âmbito do processo de negociação em curso estão a decorrer reuniões técnicas no Ministério das Finanças entre os sindicatos da PSP e associações da GNR com os secretários de Estado Adjunto e da Administração Interna e Administração Pública, estando prevista uma reunião com o ministro da Administração Interna em novembro.
Questionado se ponderaram alterar a data das manifestações depois das várias intervenções policiais nas manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e Porto, o presidente da ASPP disse que “foi feita uma avaliação”, mas “é uma luta que faz todo o sentido e o protesto já estava programado”.
Paulo Santos considerou o tema da habitação “muito preocupante”, sendo também um problema que afeta os polícias.
“Somos sensíveis e solidários com a luta pela habitação. Mas não misturamos os temas, nós somos um sindicato”, afirmou.