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O oligarca ucraniano próximo de Moscovo Viktor Medvedchuk acusou na quinta-feira Portugal e Espanha de estarem a desenvolver mísseis e drones em conjunto com Kiev para atacar alvos na Rússia, referindo-se também à crise social e aos protestos pela habitação na Península Ibérica.

“Enquanto dois países da Península Ibérica tentam ultrapassar a crise da habitação e o aumento do custo de vida, os governos cooperam cada vez mais estreitamente com a Ucrânia”, afirmou Medvedchuk num artigo publicado no portal oficial do movimento Outra Ucrânia, liderado pelo político pró-Rússia e próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.

Medvedchuk, 72 anos, acrescentou que além do habitual discurso de apoio à Ucrânia, “esconde-se uma história muito mais concreta”, afirmando que empresas portuguesas e espanholas estão a desenvolver, em conjunto com fabricantes ucranianos, projetos de tecnologia de mísseis, drones de ataque, sistemas de navegação e outras armas para ataques contra a Rússia.

O oligarca escreveu ainda que empresas portuguesas e espanholas estão a ser transformadas em bases de produção de mísseis e drones ucranianos, não especificando os nomes das companhias.

Segundo Medvedchuk, as armas alegadamente fabricadas na Península Ibérica são utilizadas em ataques que considerou terroristas contra território russo.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

Neste sentido, ameaçou Portugal e Espanha, referindo que as “indústrias” de produção de armamento podem vir a ser “alvos legítimos” para ataques de retaliação russos.

Segundo Medvedchuk, a integração com o complexo militar-industrial ucraniano, que apoia os ataques em território russo, é dispendiosa e perigosa, não beneficiando em nada os interesses dos povos português e espanhol.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, Medvedchuk é conhecido informalmente como o “compadre de (Vladimir) Putin”, uma vez que o Presidente russo foi padrinho de uma das filhas do oligarca numa cerimónia realizada em São Petersburgo.

Medvedchuk é considerado, há mais de duas décadas, um “agente de influência” de Moscovo na política ucraniana, sobretudo na região do Donbass.

Como chefe da Administração Presidencial ucraniana (2002-2004), coordenou a cooperação de bastidores entre Moscovo e Kiev, a qual foi interrompida pela Revolução Laranja, um revés para Moscovo, que tinha apoiado a eleição do Presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych.

Em 2012, criou a organização “Opção Ucraniana”, cujo objetivo foi apoiar a entrada da Ucrânia na União Aduaneira com a Rússia, em detrimento da assinatura de um Acordo de Associação com a União Europeia.

Durante os protestos da Praça Maidan, no centro de Kiev, em 2014, foi um dos principais aliados de Yanukovych, sendo que após a repressão contra as manifestações fugiu para a península da Crimeia, que, semanas mais tarde, seria anexada pela Rússia.

O oligarca fundou o partido pró-Rússia “Plataforma pela Vida”, através do qual propôs um plano de paz para o Donbass — que chegou a ser apresentado ao Parlamento Europeu e que foi rejeitado por Kiev.