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[este especial foi publicado originalmente em junho de 2020 e atualizado a 19 de julho de 2022, a propósito da morte de Maria de Lourdes Modesto]

Professora, gastrónoma, diva e rosto dos primórdios da televisão em Portugal. Há mais de seis décadas, Maria de Lourdes Modesto (que morreu a 19 de julho de 2022, aos 92 anos) disseminou a arte de cozinhar por milhares de lares, mas também lhes serviu numa bandeja as tradições e idiossincrasias da culinária portuguesa. Aos 90 anos, feitos neste primeiro de junho de 2020, continua a ocupar o lugar que é seu por direito — o de figura canónica, respeitada por chefs e críticos.

Em 1982, publicou “A Cozinha Tradicional Portuguesa”, a bíblia da gastronomia regional do país, comparado ao peso do guia de Escoffier em França. Escreveu outros títulos, assinou artigos na imprensa e redigiu críticas gastronómicas, feitas com um rigor transversal a todas as cozinhas, embora sempre tenha sido a tradicional e familiar o seu estandarte.

Há quatro anos, a rainha da gastronomia nacional tornou públicas mais de 1.500 receitas, enviadas por telespetadores da RTP de todo o país. São a prova de uma adesão massiva ao repto lançado pela antiga professora, em 1961. Foi a primeira pessoa a cozinhar na televisão em Portugal. Culinária, o programa que apresentou durante 12 anos, não trouxe apenas pratos e alimentos para o horário nobre. A sua naturalidade foi inédita e marcou um novo tom na forma de comunicar em televisão — “que era só engravatados, muito à séria”, como contou numa entrevista ao Observador, em julho de 2016.

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