Dark Mode 168kWh poupados com o Asset 1
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica. Saiba mais

Logótipo da MEO Energia
i

Ilustração de Luis Grañena

Ilustração de Luis Grañena

A estreia de Obama com ataques duros a Trump, a interferência da Rússia e do Irão e os republicanos a fugir de Trump /premium

Tudo o que tem de saber sobre o que se passa na campanha dos EUA. Obama estreou-se nos comícios e acusou Trump de não levar a Presidência a sério. FBI suspeita de interferência russa e iraniana.

Todos os dias fazemos-lhe um resumo do que se está a passar na campanha eleitoral nos Estados Unidos: as principais histórias do dia, as frases descodificadas, fact checks e recomendações de leitura para estar sempre bem informado até à eleição do próximo Presidente.

O que se passa na campanha

A campanha tem girado quase exclusivamente em torno de Donald Trump, já que Joe Biden optou por se afastar dos holofotes enquanto se prepara para o debate de quinta-feira. Contudo, esta quarta-feira foi diferente: Barack Obama esteve em Filadélfia, na Pensilvânia, a protagonizar um comício que foi o primeiro evento de campanha em que o ex-presidente participou presencialmente, enquanto Trump repetiu a fórmula com um comício na Carolina do Norte. Entretanto, 40 milhões de eleitores já votaram antecipadamente — e surgem indícios de que o Irão e a Rússia estão a tentar interferir na eleição norte-americana.

1Obama estreia-se na campanha e acusa Trump de não levar o cargo a sério

O ex-presidente Obama ainda não tinha aparecido presencialmente na campanha de Joe Biden, seu ex-vice-presidente. Esta quarta-feira, porém, foi ele o protagonista do dia político norte-americano. Na cidade de Filadélfia, na Pensilvânia — um “swing-state” crucial nesta eleição onde Trump fez um comício na terça-feira —, Barack Obama surgiu num dos comícios “drive-in” da campanha de Biden (com os apoiantes dentro dos carros como medida de prevenção contra a pandemia) para fazer as mais duras críticas até agora à forma como Donald Trump tem exercido a Presidência.

Obama: Trump “não mostrou nenhum interesse em fazer o seu trabalho”

Uma das críticas mais ferozes de Obama prendeu-se com a notícia divulgada esta terça-feira pelo The New York Times, que dá conta da existência de uma conta bancária secreta na China em nome de Donald Trump. “Conseguem imaginar se eu tivesse uma conta bancária secreta na China quando me estava a candidatar para a reeleição? Acham que a Fox News teria tido algum interesse nisso?”, perguntou, com ironia. “Como é que é possível? Uma conta bancária secreta na China.”

Donald Trump tem conta na China e pagou lá mais impostos do que nos EUA

“Não é grande ideia ter um Presidente que deve imenso dinheiro a pessoas noutros países”, afirmou Obama.

Num discurso de pouco mais de meia-hora, Obama acusou Trump de não levar a Presidência a sério. “Nunca achei que Donald Trump fosse abraçar a minha visão ou continuar as minhas políticas, mas tive a esperança de que, pelo bem do país, ele mostrasse algum interesse em levar o cargo a sério. Mas isso não aconteceu. Ele não mostrou qualquer interesse em fazer o trabalho ou em ajudar alguém que não ele próprio e os amigos dele.”

Obama fez questão de sublinhar as notícias sobre os impostos de Trump, nomeadamente a análise à declaração fiscal que concluiu que em dois anos Trump só pagou 750 dólares em impostos. “Quantos de vocês não pagaram mais?”, perguntou o ex-presidente, lembrando que no seu primeiro emprego, numa loja de gelados quando era adolescente, é capaz de ter pago mais do que Trump.

Nos 15 anos antes de ser Presidente, Trump não pagou impostos em 10 deles — e duas vezes foram só 750 dólares por ano

A resposta à pandemia da Covid-19, tema quente da campanha, também não escapou a Obama. “Oito meses depois do início da pandemia, o número de casos está a subir outra vez neste país”, disse o ex-presidente. “Donald Trump não vai, de repente, proteger-nos a todos. Ele nem é capaz de dar os passos básicos para se proteger a ele próprio”, acrescentou, notando que “isto não é um reality-show, é a realidade, e o resto de nós tivemos de viver com as consequências de ele provar ser incapaz de levar o cargo a sério”.

Obama participou num comício "drive-in" em Filadélfia

Getty Images

“Com o Joe e a Kamala ao leme, não vão ter de pensar nas coisas loucas que eles disserem todos os dias. Vão poder seguir com as vossas vidas sabendo que o Presidente não vai retweetar teorias da conspiração sobre cabalas secretas que controlam o mundo ou sobre os SEALs não terem mesmo matado o Bin Laden”, disse Obama, referindo-se à recente controvérsia em torno de partilhas de teorias da conspiração por Trump no Twitter.

Além das críticas ao exercício do cargo, antigo Presidente deixou também ataques de fundo ao carácter de Trump e disse que as palavras e ações do atual Presidente “encorajam outras pessoas a serem cruéis, divisivas e racistas”. As atitudes de Trump “desgastam o tecido da nossa sociedade, afetam a forma como as nossas crianças veem as coisas e afetam as formas como as nossas famílias se relacionam”, acrescentou. “Esse comportamento importa. O carácter importa.”

Salientando que as atitudes do Presidente seriam inaceitáveis em qualquer membro da sociedade, Obama perguntou: “Porque é que devemos esperar e aceitar isto do Presidente dos Estados Unidos?”

2FBI desconfia de interferência do Irão e da Rússia na eleição

O dia ficou também marcado por uma conferência de imprensa ao fim da tarde em que o FBI anunciou que o Irão e a Rússia estão a tentar interferir na eleição presidencial norte-americana. “O Irão e a Rússia tiveram ações específicas para influenciar a opinião pública no que diz respeito às nossas eleições”, disse aos jornalistas o diretor nacional dos serviços de informação, John Ratcliffe.

Ambos os países terão obtido informações do recenseamento eleitoral norte-americano, o que significa que estão na posse de dados dos eleitores, incluindo contactos e tendência partidária declarada. “Estes dados podem ser usados por atores estrangeiros para tentar comunicar informação falsa aos eleitores registados, na esperança de causar confusão, semear o caos e minar a confiança na democracia americana.”

Eleições nos EUA. Irão e Rússia estão a tentar interferir nas presidenciais

Para já, de acordo com as autoridades norte-americanas, foi possível identificar tentativas de contacto com os eleitores apenas por parte do Irão. O país está a enviar “emails falsos concebidos para intimidar os eleitores, incitar a agitação social e prejudicar o Presidente”. Ao mesmo tempo, o Irão está a disseminar um vídeo destinado a afetar a credibilidade do sistema eleitoral, sugerindo que é possível enviar boletins de voto fraudulentos a partir do estrangeiro.

“Não vamos tolerar a interferência estrangeira nas nossas eleições nem qualquer atividade criminosa que ameace a santidade do voto e mine a confiança do público no resultado da eleição”, acrescentou o diretor do FBI, Christopher Wray, falou na mesma conferência de imprensa.

Antes da conferência de imprensa, o The Washington Post tinha divulgado alguns detalhes sobre o que está em causa. De acordo com aquele jornal, uma das formas de interferência usadas pelo Irão consistiu no envio de emails a eleitores registados como democratas com ameaças para que votassem em Trump. As mensagens foram concebidas para aparentarem ter sido enviadas pelos Proud Boys, um grupo de extrema-direita que apoia Donald Trump. No email, os eleitores eram informados de que o grupo tinha todas as suas informações e que deveriam votar em Trump. “Vão votar em Trump no dia da eleição ou nós vamos atrás de si”, ameaçava o email.

3Republicanos afastam-se de Trump (e 11 vezes Covid)

A campanha de Donald Trump repetiu a fórmula dos últimos dias, com um comício de grandes dimensões em Gastonia, na Carolina do Norte (estima-se que tenham estado presentes 15 mil pessoas, o que representou um desafio complexo para a logística do evento). No comício, Trump referiu-se à recente polémica em torno da entrevista ao programa “60 Minutos”, da CBS, que interrompeu a meio, justificando que a jornalista Lesley Stahl estava a insistir demasiado no apelo direto ao voto feito por Trump às mulheres dos subúrbios das cidades americanas.

A principal crítica de Trump na noite de quarta-feira foi, como de costume, para os jornalistas e os meios de comunicação. Repetindo a afirmação falsa que tinha dito na noite anterior (“a pandemia está a dar a volta” — não está, os números mostram um aumento dos casos nos EUA), Trump atacou a comunicação social por se focar excessivamente na pandemia. “Só se ouve Covid, Covid, Covid, Covid, Covid, Covid, Covid, Covid, Covid, Covid, Covid”, disse Trump, acusando os media de quererem “assustar” os americanos.

Trump foi à Carolina do Norte tentar garantir votos num estado em que as sondagens dão a Biden um avanço de apenas três pontos percentuais. Todavia, o Presidente norte-americano parece estar com dificuldades em assegurar os votos do seu próprio partido. O senador republicano Mitt Romney, que em 2016 também não votou em Trump, anunciou esta quarta-feira que já aproveitou a possibilidade de voto antecipado e que não votou no candidato republicano. “Não votei no Presidente Trump. É só isto que tenho para vos dizer”, afirmou aos jornalistas na quarta-feira, no Capitólio dos EUA.

O afastamento de Mitt Romney não é surpresa (foi o único republicano a votar para condenar Trump durante o impeachment), mas o senador do Utah junta-se a um conjunto cada vez maior de nomes sonantes do Partido Republicano que se estão a distanciar do Presidente, como notou esta quarta-feira o The New York Times.

Pelo menos dois governadores republicanos (Charlie Baker do Massachusetts e Larry Hogan do Maryland) já admitiram não votar em Trump; o senador republicano Ben Sasse, do Nebraska, já se pronunciou publicamente com duras críticas a Trump e à sua proximidade com os supremacistas brancos (e até já levou resposta do Presidente, que falou em “pessoas estúpidas” no partido); e a viúva de John McCain, o candidato republicano que concorreu contra Obama em 2008, já se juntou à campanha de Joe Biden.

Antes, o senador John Thune, do Dakota do Sul, tinha dito à CNN que Trump devia parar de atacar a imprensa e o médico Anthony Fauci, o principal especialista dos EUA em doenças infecciosas e diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. “Ele tem de se afastar de ataques pessoais. Parar de atacar a imprensa. Parar de atacar Fauci e focar-se nos assuntos. Tem de ser disciplinado”, disse Thune.

Nas entrelinhas

“Há muitos assuntos que são complicados, mas algumas coisas são simplesmente preto ou branco. O lugar das famílias é juntas.
— Joe Biden, comunicado de campanha divulgado na quarta-feira

Longe dos holofotes de uma caravana de campanha habitual, o candidato democrata deu esta quarta-feira sinais de vida com um comunicado divulgado pela organização da campanha a propósito da política de imigração. No texto, com apenas dois parágrafos, Joe Biden acusa Trump de ter “arrancado bebés dos braços das mães” e deportado muitos adultos sem os filhos, fazendo com que várias famílias ainda não se tenham conseguido reencontrar. “É um ultraje, um falhanço moral e uma nódoa no nosso carácter nacional”, afirma Biden.

O candidato democrata refere-se à política de tolerância zero adotada por Donald Trump em 2018 na aplicação da lei da imigração, que levou a que centenas de famílias que entraram ilegalmente pela fronteira entre os EUA e o México tivessem sido separadas, acusadas e deportadas. O processo gerou controvérsia a nível global com a divulgação de imagens de famílias separadas na fronteira norte-americana, colocadas às dezenas em abrigos e centros de detenção sem condições.

“Cruel” ou “legal”? 10 respostas para entender a separação de famílias nos EUA

É em resposta a esta polémica, que marcou o mandato de Trump, que Joe Biden resume a sua política de imigração com a frase “o lugar das famílias é juntas”.

“Das milhares de crianças que a administração Trump separou à força dos seus pais como parte da sua política de ‘tolerância zero’, 545 crianças ainda estão separadas dos seus pais todos estes anos depois”, alega Joe Biden no comunicado. O número surge de uma notícia desta semana, que dá conta de que os advogados que processaram o estado norte-americano e cujo processo deu origem à ordem judicial para que as famílias fossem reunidas ainda não conseguiram localizar os pais de 545 crianças que estão sob a custódia das autoridades norte-americanas depois da entrada ilegal da família.

“A minha administração vai tratar os requerentes de asilo na nossa fronteira com dignidade e assegurar que eles recebem a resposta justa e legal a que têm direito”, diz Biden. “Vou enviar uma proposta para o Congresso no primeiro dia que vai criar um roteiro para a cidadania para os 11 milhões de indivíduos sem documentação que já vivem nos EUA e os fortalecem. São os nossos vizinhos e colegas e fazem parte integral das nossas comunidades.”

Do lado da campanha de Biden parece ter havido esta quarta-feira uma preocupação grande em colocar o tema da imigração ilegal em cima da mesa, de modo a passar uma mensagem de empatia entre o candidato e as famílias de imigrantes. Durante a manhã, a mulher do democrata, Jill Biden, esteve num programa de televisão da ABC a falar do assunto.

No programa, Jill Biden garantiu que não haveria qualquer separação de famílias se Joe Biden fosse Presidente. “Temos de encontrar uma forma de reunir estas famílias”, disse. “Enquanto mãe, parte-me o coração, nem consigo imaginar. Penso que todos os americanos sentem o mesmo, independentemente de serem democratas ou republicanos.”

Fact-check

Boletins de voto foram impressos sem o nome de Donald Trump?

No comício que fez na terça-feira na Pensilvânia, o Presidente norte-americano voltou à carga com as acusações de que a eleição de 3 de novembro ficará marcada por todo o tipo de fraudes concebidas exclusivamente para o prejudicar. Desta vez, depois de repetir que há boletins de voto a ser atirados para o lixo, alegou que houve boletins impressos sem o seu nome.

“E aqueles que foram impressos sem o meu nome? Tinham lá tudo. Tinham todas as corridas, tinham tudo. Tinham o Senado, tinham tudo, e esqueceram-se de me pôr lá”, afirmou Trump.

De acordo com o Politifact (membro da International Fact-Checking Network, IFCN, uma plataforma de fact checkers de que o Observador também faz parte), a história é mais complexa: no início do mês, foi detetado um erro nos boletins de voto que foram distribuídos numa mesa de voto na cidade de Los Angeles, na Califórnia, onde estão inscritos dois mil eleitores.

Os boletins de voto norte-americanos variam consoante os estados, uma vez que em cada estado decorrem múltiplas eleições em simultâneo (por exemplo, para o Senado, para o governador estadual ou para o Congresso) e cada boletim inclui todas as escolhas que um eleitor pode fazer. A essa mesa de voto chegou um conjunto de boletins que, por erro, não tinham a parte referente à eleição presidencial. Ou seja, não tinham o nome de Trump, mas também não tinham o nome de mais nenhum candidato. As autoridades eleitorais da Califórnia já corrigiram o erro e enviaram novos boletins de voto, permitindo que os eleitores que votaram com aqueles boletins possam repetir o voto.

Importa também referir que um erro destes na Califórnia tem mais potencial para prejudicar Joe Biden do que Donald Trump, uma vez que aquele estado é um dos que indiscutivelmente serão ganhos pelo democrata (as sondagens dão a Biden uma vantagem de 30 pontos percentuais sobre Trump).

Outro caso ocorreu numa mesa de voto no Michigan, onde 400 votos foram impressos sem o nome de Mike Pence, candidato a vice-presidente com Donald Trump. As autoridades explicaram que se tinha devido a uma gralha na adaptação do boletim de voto e que o problema foi corrigido em poucas horas.

Conclusão: enganador. É verdade que houve boletins de voto que foram impressos sem o nome de Trump, mas é errada a interpretação de que isso aconteceu de forma deliberada para o prejudica: no boletim não estava o nome de nenhum candidato presidencial.

Esteve uma multidão gigante em comício de Donald Trump?

À medida que se aproxima o dia da eleição, tem-se acentuado a disseminação de informação errada nas redes sociais a propósito da campanha de Trump. Recentemente, surgiram no Facebook várias publicações (exemplo aqui), que receberam centenas de partilhas, que sugerem que uma multidão de várias dezenas de milhares de pessoas estiveram presentes num comício de Trump na Flórida.

Não é verdade. O comício de Trump aconteceu no aeroporto internacional de Ocala e contou com cerca de 5 mil pessoas na plateia.

Porém, a imagem utilizada na publicação, que mostra dezenas de milhares de pessoas, diz respeito a um festival que ocorreu em 2018 na cidade de Zurique, na Suíça. Números oficiais desse festival apontam para a presença de 850 mil pessoas em 2019. A edição de 2020 foi cancelada devido à pandemia da Covid-19. Aquela fotografia já tinha sido usada outras vezes em publicações falsas.

Conclusão: errado. A fotografia em questão refere-se a um festival de música eletrónica na Suíça e não a um comício de Trump.

A foto

O antigo Presidente Barack Obama estreou-se na quarta-feira na campanha de Biden. Antes do comício, andou pelas ruas de Filadélfia

Getty Images

A opinião

No The Wall Street Journal, o ex-governador da Nova Jérsia Chris Christie, que tem sido um dos principais conselheiros de Donald Trump, e que recentemente contraiu a Covid-19 durante o evento na Casa Branca onde terá começado o surto que infetou a esfera mais próxima de Trump, conta a sua experiência com a doença e admite: “Devia ter usado máscara”. Num texto profundamente pessoal, o republicano assume que a máscara “não é um símbolo partidário ou cultural” e lamenta que a polarização política nos EUA leve a divisões tão profundas “em algo tão prático” como o uso de proteções para a boca e nariz. No artigo, é possível também encontrar críticas à forma como Trump tem encarado esta questão:

When you get this disease, it hits you how easy it is to prevent. We are asked to wear cloth over our mouth and nose, wash our hands and avoid crowds. These minor inconveniences can save your life, your neighbors and the economy. Seldom has so little been asked for so much benefit. Yet the message will be broadly heeded only if it is consistently and honestly delivered by the media, religious leaders, sports figures and public servants. Those in positions of authority have a duty to get the message out.

One of the worst aspects of America’s divided politics is the polarization of something as practical as a mask. It’s not a partisan or cultural symbol, not a sign of weakness or virtue. It’s simply a good method—not a perfect one, but a proven one—to contain a cough or prevent the virus from getting in your mouth or nose. Wear it or you may regret it—as I did.

A poucas horas do último debate entre Joe Biden e Donald Trump, Gail Collins, colunista do The New York Times, escreve como a opção da comissão que organiza os debates de desligar os microfones dos candidatos enquanto o oponente fala até pode beneficiar Trump — que, no último debate, sofreu em termos de opinião pública por ter interrompido tantas vezes Joe Biden.

The Trump people claim they hate, hate, hate this idea. But when you think of it, nobody could benefit more from being muted than Donald Trump. One keen observer — Jeremy Stahl of Slate — calculated that the president interrupted Biden or the moderator Chris Wallace at least 128 times in the last go-round, which would suggest a butting-in average of about once every 42 seconds.

And the whole spectacle was, of course, a disaster for the president’s campaign. If he’d been forced to keep his mouth shut for even a tiny stretch of time, it might have made him look more like a candidate for re-election to the most powerful political post on the globe and less like a bad imitation of Alec Baldwin on Saturday Night Live

Recomendamos

A página está a demorar muito tempo.