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A recuperação da “imagem interna do Governo” de António Costa, que “se debatia com as nefastas consequências dos incêndios que levaram, inclusivamente, à demissão da ministra da Administração Interna”, e a reconstrução da credibilidade externa de Portugal junto dos países da NATO e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa — são estas algumas das motivações que terão levado Azeredo Lopes a ser cúmplice dos líderes da Polícia Judiciária Militar (PJM) nas negociações com o grupo de assaltantes dos paióis de Tancos liderado pelo ex-fuzileiro João Paulino que culminaram com o ‘achamento’ do material roubado num baldio da Chamusca a 18 de outubro de 2017.

Essa é a convicção dos procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que acusaram o ex-ministro da Defesa da alegada prática de quatro crimes: denegação de justiça e prevaricação (em regime de co-autoria), favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder e denegação de justiça (como autor singular). E ainda descobriram uma troca de mensagens por SMS com um deputado do PS (Tiago Barbosa Ribeiro) alegadamente fatal para Azeredo Lopes, revelada em exclusivo pelo Observador, depois de apreenderem um telefone desconhecido ao ex-ministro da Defesa durante o seu primeiro interrogatório como arguido no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, a 5 de julho de 2019.

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