Acabado de ser reeleito presidente do PS, e dois dias depois do congresso em que António Costa anunciou uma série de medidas de olhos postos no Orçamento, Carlos César recebeu o Observador no Salão Nobre do Largo do Rato para deixar avisos à navegação. Em plena negociação orçamental, César alerta: a estabilidade política não pode fazer-se à custa da estabilidade económica e social e é preciso respeitar o papel da concertação social. E como, no entender do socialista, este Orçamento vai já definir o “perfil” do próximo, as “preocupações” que assume também se estendem por estes dois anos.

Sobre o tema que dominou os bastidores, mas não o palco do congresso, assegura que as conversas à volta da sucessão no PS são “fantasiosas” porque Costa deve mesmo ficar para lá de 2023 — “o que está bem, em geral, não se muda”. E o que está bem também se deverá à falta de comparência da oposição — para Rui Rio e o PSD, César reserva ironias e ataques em série, considerando que o partido atravessa uma “crise de identidade”, com uma “liderança errática” e que não recusa “amancebar-se” com o Chega. Marcelo, avisa, deve ficar como está e como esteve no primeiro mandato: em “colaboração profunda” com o Governo.

[Veja aqui os melhores momentos da entrevista a Carlos César:]

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