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A música ambiente que antes passava despercebida entre o zun-zun dos clientes está agora em primeiro plano. Audível, quase faz eco e viaja pelos corredores praticamente vazios do Centro Colombo, em Lisboa, contorna as portas encerradas de muitas lojas e as montras a meio gás. É dos poucos sinais de vida daquele que é um dos maiores centros comerciais do país e que foi duramente afetado pela pandemia: das 320 lojas, apenas 50 estão abertas. Antes, durante estado de emergência, contavam-se apenas 36.

O Centro Colombo nunca fechou, até pela importante presença do retalho alimentar, mas desde meados de março e até hoje foi votado a um certo abandono forçado. São poucas as pessoas que circulam no seu interior além dos lojistas que pouco a pouco retomam os negócios. A mudança para o estado de calamidade trouxe mais clientes, mas, ainda assim, nada comparado com o fluxo de outros tempos — o centro chegou a receber a visita de 25 milhões de pessoas ao ano. 2020 ficará certamente para a história, não pelas melhores razões.

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