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Não se sabe bem quem são, nem quantos são, mas esta semana atacaram a EDP e tentaram a fazer o mesmo à Altice. O seu nome não é contudo totalmente estranho às autoridades: o CyberTeam tem membros com antecedentes criminais, alguns vindos de um outro grupo bem maior e mais conhecido, o Anonymous. Agora estão a ser investigados pelo Ministério Público (MP), que abriu um inquérito ao seu ataque à EDP, e sob a vigilância do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), que acompanha diariamente as atividades destes piratas informáticos, como confirmaram estas duas entidades ao Observador.

O CyberTeam — do qual fazem parte portugueses, mas também cidadãos de outras nacionalidades, segundo confirmou o CNCS — ameaça agora com um ataque em larga escala no dia 25 de abril. Questionado pelos utilizadores do Twitter sobre quem vão atacar, o que querem e qual é o seu objetivo, o grupo responde:

“A mensagem é enviada diariamente, todas as nossas atividades deixam algumas mensagens e quebra-cabeças para a Polícia Judiciária investigar, sabemos que eles gostam de jogos”

O grupo que já atacou várias entidades — de clubes de futebol a universidades — chamou de novo sobre si a atenção na terça-feira quando reivindicou o ataque informático feito no dia anterior à EDP. Nesse dia, 13 de abril, logo pela manhã, alguns trabalhadores da EDP começaram a detetar problemas. Ou era o email que, quando usado no telemóvel, não fazia atualizações. Ou algumas funcionalidades que bloqueavam na intraneta rede interna da empresa a que só os funcionários podem aceder. Não era nada que os impedisse de trabalhar normalmente, mesmo estando a fazê-lo a partir de casa. Por exemplo, continuava a ser possível enviar e receber emails, mas a página simplesmente não atualizava quando o acesso era feito através da aplicação móvel. A intranet também continuava operacional, apenas bloqueava aqui e ali.

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