Paulo Portas foi o mais duradouro líder do CDS, mas o seu “chamamento para a política” aconteceu noutro partido, no PSD. Ou melhor, no PPD — “um nome muito bonito”, que Portas usa “carinhosamente”. Aos 12 anos, inscreveu-se na JSD por “devoção” a Sá Carneiro; aos 14, começou a trocar cartas com o fundador do partido; aos 17, mesmo tendo-o conhecido “escassamente”, ia à sede do governo para por vezes falar uns minutos com o então primeiro-ministro; e aos 18, com a morte de Sá Carneiro, começou a “atenuar” os seus laços com o PSD.

Quarenta anos depois de Camarate, Paulo Portas fala longamente sobre a “radicalidade estratégica” de Sá Carneiro e como ela, depois de um caminho “dificílimo”, o levou à vitória com a AD. A conversa — no programa Sob Escuta, da Rádio Observador — começa com uma carta que o líder do PSD lhe enviou em 1977, quando “era um miúdo”.

[Veja aqui a entrevista completa a Paulo Portas]

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