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Quando, a 19 de dezembro de 2019, Isabel dos Santos aceitou dar uma grande entrevista ao Observador, já sabia que o escândalo que viria a ser conhecido como Luanda Leaks estava prestes a estourar. Por essa altura, já tinha recebido as primeiras perguntas enviadas pelos jornalistas do consórcio internacional que, um mês depois, no dia 19 de janeiro, a acusaram do desvio de mais de 100 milhões de dólares da Sonangol para o Dubai; há pelo menos dois meses que se mantinha em guerra aberta, via Twitter, com a ex-eurodeputada Ana Gomes; e há mais de um ano e meio que não visitava Angola — explicaria nessa mesma entrevista, por não considerar o país “um sítio seguro”.

Só lhe faltava saber exatamente quando, mas, nessa altura, a filha do antigo presidente de Angola José Eduardo dos Santos já teria plena noção de que seria apenas uma questão de tempo até que tudo o resto caísse nas primeiras páginas dos jornais.

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