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NurPhoto via Getty Images

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"Era preciso ter arcaboiço para aceitar as críticas dele"; "Era de ficar assustado"; "Intimidava!". Como era Jesus antes de ser conhecido /premium

Três jogadores recordam como foi trabalhar com Jorge Jesus no início da carreira do treinador, entre Estrela, V. Setúbal e Belenenses: de achar que era "o melhor do mundo" aos "gritos e braços no ar".

Foi o assunto do dia. Em junho do ano passado, Jorge Jesus deixava Portugal e o futebol português pela primeira vez: as câmaras de televisão, os blocos de notas dos jornais, os gravadores das rádios, todos se juntaram no aeroporto Humberto Delgado para testemunhar a partida do treinador português rumo à Arábia Saudita. Mais pelo contexto do que pela viagem em si – pouco mais de um mês antes, Jesus tinha estado no centro das agressões em Alcochete, tinha deixado o Sporting e tinha abandonado um projeto do qual era a alma e coração.

Mas além de tudo isso, as lágrimas e a emoção do treinador na hora em que falou para as câmaras, para os blocos de notas e para os gravadores, mostravam que Jorge Jesus estava a deixar para trás tudo aquilo que construiu ao longo de uma carreira que chega em 2020 aos 30 anos. Estava a deixar a estreia no Amora, os anos no Felgueiras, a passagem pelo União da Madeira, os dois períodos ao leme do Estrela da Amadora com o V. Setúbal pelo meio, a temporada em Guimarães, o falhanço de não ter conseguido manter o Moreirense na Primeira Liga, a ida para Leiria, o plantel do Belenenses que tinha Rolando, Silas, Zé Pedro e Romeu, o sucesso em Braga, os três campeonatos conquistados no Benfica e a polémica saída para o Sporting.

Em 2007, como treinador do Belenenses durante um jogo com o Benfica. No Restelo, treinou Silas, atual treinador do Sporting

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A um mês de completar 64 anos, o treinador natural da Amadora emigrava pela primeira vez. Emigrava à procura de algo diferente, de um desafio — mas também de um palco que recordasse a Europa e o mundo de que o Jorge Jesus que deixou o Sporting com apenas uma Supertaça e uma Taça da Liga era o mesmo Jorge Jesus que tinha chegado a duas finais europeias consecutivas com o Benfica. A passagem pela Arábia Saudita acabou por não se prolongar por mais do que sete meses e o técnico deixou o Al-Hilal, o Médio Oriente e os adeptos que entoavam “I love you, Jesus” no final de janeiro. O mesmo mês de janeiro em que foi um dos principais candidatos ao lugar deixado vago por Rui Vitória no Benfica, que só não ocupou após o período interino de Bruno Lage porque Luís Filipe Vieira achou que a massa adepta e associativa não estava a favor do regresso do treinador depois da sua ida para Alvalade, três anos e meio antes.

A temporada estava praticamente no fim quando a boa nova chegou. Jorge Jesus não ia voltar a Portugal, não ia voltar à Europa mas também não ia ficar pelo Médio Oriente: o destino seguinte, o improvável destino seguinte, era o Flamengo. O Flamengo do Rio de Janeiro onde os treinadores pareciam ser, nos últimos anos, sugados por um vórtice de maus resultados, falhanços e derrotas. Apressou-se a garantir que o clube brasileiro era “um dos maiores do mundo” e colocou as expectativas nos píncaros, instantes antes do apito inicial da final da Liga dos Campeões entre o Liverpool e o Tottenham, quando garantiu que estava especialmente atento ao jogo porque o vencedor poderia ser o adversário do Flamengo no Mundial de Clubes em caso de vitória na Libertadores.

"Uns [treinadores] são melhores a um nível, outros são melhores a outro...o que sobressaía no Jesus era a questão tática. Explorava muito essa vertente e era um treinador que transmitia conforto. Quando entrávamos dentro de campo sabíamos exatamente o que fazer. Sentíamos esse conforto porque cada um sabia aquilo que tinha de fazer".
Rui Neves, antigo jogador do Estrela da Amadora

Passaram seis meses. Jorge Jesus está na final da Libertadores, tem o título de campeão brasileiro garantido (é uma questão de horas ou dias) e é o homem do momento no Brasil. É também já o nome mais repetido entre os comentadores para render Tite na seleção brasileira — os mesmos comentadores que há seis meses garantiam que o percurso do português no Maracanã seria curto e infrutífero –, é o centro da loucura dos adeptos do Flamengo que todas as semanas enchem o mítico estádio do Rio de Janeiro e é elogiado por colegas de profissão, jogadores e dirigentes. Ano e meio depois de emigrar pela primeira vez na carreira, Jorge Jesus parece ter encontrado a segunda casa. Uma segunda casa onde a língua é familiar, onde o calor dos apoiantes é semelhante, onde o Oceano Atlântico parece ser uma curta distância até Portugal. Para trás, ficaram Amora, Felgueiras, União da Madeira, Estrela da Amadora, V. Setúbal, V. Guimarães, Moreirense, União de Leiria, Belenenses, Sp. Braga, Benfica e Sporting. E todas as histórias acumuladas ao longo dos 12 clubes.

O Jorge da Amadora que já gritava junto à linha com os jogadores e não se importava com as gaffes

Rui Neves, ex-lateral do Estrela da Amadora

Antes de ser o mister no Maracanã, Jesus foi o Jorge na Amadora. O treinador passou pelo clube da Reboleira ainda enquanto jogador, tanto na formação como já depois enquanto profissional, e regressou no final da década de 90 para orientar a equipa. Em 1998, já trazia na bagagem as passagens pelo Amora, pelo Felgueiras e pelo União da Madeira e encontrou no Estádio José Gomes, ainda hoje facilmente reconhecido pelo enorme letreiro onde se lê “Bingo” e que dá entrada àquilo que o letreiro indica, um lateral que também já estava a cumprir o segundo período no Estrela. Rui Neves, lateral direito na altura com 29 anos, formou-se na Amadora e só deixou de representar o Estrela durante uma temporada, em que se aventurou ao serviço do Gil Vicente para logo regressar à Reboleira até terminar a carreira, já em 2004. Nessa altura, fez parte do grupo de jogadores orientado por Jorge Jesus de 1998 a 2000 e depois de 2000 a 2003, com o interregno que permitiu ao treinador estar ao comando do V. Setúbal.

Depois de deixar o Estrela da Amadora pela segunda vez, o treinador assumiu o cargo no V. Guimarães, convidado pelo então presidente Pimenta Machado

LUSA

Entre a primeira e a segunda passagem do treinador pela Amadora, Rui Neves garante que Jesus “manteve sempre a mesma linha”. “A mesma postura, as mesmas ideias, a mesma ideia de jogo. É natural que as pessoas, com o avançar do tempo, também melhorem as suas ideias e evoluam. Mas ele manteve sempre a mesma linha”, explicou o antigo jogador ao Observador. Ainda que se tenha cruzado com Jorge Jesus numa fase ainda embrionária da carreira do técnico, Rui Neves explica que notou desde logo “uma diferença” em relação aos outros. “Notei, notei. Todos os jogadores são treinados por diversos treinadores e todos eles formam a sua opinião perante o treinador. E há sempre aquela tendência para fazer comparações. Uns são melhores a um nível, outros são melhores a outro… o que sobressaía no Jesus era a questão tática. Explorava muito essa vertente e era um treinador que transmitia conforto. Quando entrávamos dentro de campo sabíamos exatamente o que fazer. Sentíamos esse conforto porque cada um sabia aquilo que tinha de fazer”, acrescentou.

Desde que está no Brasil, a postura irrequieta que adota na linha técnica e no banco de suplentes — com os árbitros, quase em todos os jogos, a serem obrigados a aconselhar-lhe calma para não sofrer consequências — tem sido uma das características mais sublinhadas por comentadores e adeptos. Tornou-se, aliás, uma piada recorrente nas redes sociais entre apoiantes do Flamengo, que aplaudem o facto de Jorge Jesus estar sempre nervoso, concentrado e particularmente irritado mesmo que a equipa esteja a golear. Mas Rui Neves explica que esse estilo não apareceu no Brasil, na Luz ou em Alvalade: está com o treinador desde o início. “Essa atitude na linha e no banco acaba por criar uma coisa no próprio jogador que o põe sempre em estado de alerta. A presença dele. Ele tem carisma. Há treinadores, como ele, em que a própria presença se faz notar, os jogadores sentem logo a presença deles. Torna-se intimidatória, mas no bom sentido. Não há relaxamento. Lembro-me de que nos lances de bola parada, em que cada um tinha de assumir a sua responsabilidade e eram coisas trabalhadas nos treinos… se alguém se deixasse antecipar no seu raio de ação ficava logo a tremer, pensava logo ‘ai meu Deus’, já sabia que ia levar com ele. Esta postura, os gritos, isso foi sempre assim”, recordou o antigo jogador.

"Na altura era mais agressivo, dentro do seu género. Tem essa agressividade mas só quer passar de forma mais clara aquilo que quer. É muito efusivo porque está muito ciente do que acha e acredita e essa é a forma que encontra para o demonstrar. Na parte técnica, dá liberdade até certo ponto; na parte tática, tem de ser tudo como ele quer".
Mário Loja, treinado por Jorge Jesus no V. Setúbal

Para Rui Neves, uma das principais qualidades de Jorge Jesus é “acreditar muito” nas próprias capacidades. “Às vezes há treinadores em que não damos nada por eles e eles aparecem. E há outros, até pela qualidade que demonstram, que dá para antever que irão chegar mais longe, a outros patamares. Ele era desse segundo grupo. E passava muito a ideia, já na altura, de que se achava o melhor treinador do mundo. Não o escondia. Até brincava, quando via outros treinadores em grandes clubes, dizia coisas como ‘Deus dá nozes a quem não tem dentes’ e assim. Essa é uma das melhores coisas que ele tem, acredita muito nele. Acredita mesmo muito nele”, concluiu o antigo lateral do Estrela, hoje com 49 anos, que recordou ainda ao Observador que o treinador “nunca foi um exímio orador”, até porque “cometia muitas gaffes verbais”, mas que “mesmo sabendo disso, nunca se inibiu de falar e de dar palestras”. Para Rui Neves, que lembrou que já se chegou a cruzar com Jorge Jesus há pouco tempo “no trânsito, nos semáforos”, o treinador deveria “tentar chegar a uma equipa europeia de topo” antes de aceitar um desafio como o da seleção brasileira.

A passagem por Setúbal onde intimidava os mais envergonhados e nunca estava satisfeito

Mário Loja, ex-defesa do V. Setúbal

Entre os dois períodos passados no Estrela da Amadora, Jorge Jesus aventurou-se então pelo Bonfim e por Setúbal, de onde saíram José Mourinho e Bruno Lage. Foi lá que se cruzou com Mário Loja, defesa que cumpriu ao lado do treinador a última temporada no V. Setúbal antes de se mudar para o recém-campeão nacional Boavista. Quando Jesus chegou ao clube, Loja estava na equipa principal há cinco temporadas — já depois de ter completado a formação também nos sadinos. Ainda assim, garante ao Observador que as diferenças entre o técnico e os restantes treinadores que passaram naquela altura pelo Bonfim já eram evidentes. “Já se notava que ele estava à frente dos outros. Por ser uma pessoa que está 24 horas sobre 24 horas a pensar no melhor para a sua equipa e para o seu plantel. Trabalha, estuda profundamente todos os aspetos. Ele tem talento e tem capacidade de aprendizagem, gosta de estar sempre a atualizar-se, por isso tem conseguido ir melhorando aquilo que tinha de menos bom”, explica o antigo jogador, que na época passada ainda representou o Comércio e Indústria, aos 41 anos.

As reações mais efusivas de Jorge Jesus junto ao banco de suplentes têm sido alvo de muitos comentários no Brasil

Getty Images

Tal como Rui Neves, Mário Loja também recorda que a intensidade demonstrada por Jorge Jesus junto ao banco de suplentes não é nova e que já no início da carreira o treinador era muito interventivo. Para o antigo defesa, aliás, Jesus “até está melhor”. “Com o passar do tempo, tem melhorado o comportamento. Na altura era mais agressivo, dentro do seu género. Tem essa agressividade mas só quer passar de forma mais clara aquilo que quer. É muito efusivo porque está muito ciente do que acha e acredita e essa é a forma que encontra para o demonstrar. Na parte técnica, dá liberdade até certo ponto; na parte tática, tem de ser tudo como ele quer. É impressionante”, revelou o ex-defesa, que chegou a ter uma aventura no estrangeiro ao serviço dos franceses do Créteil-Lusitanos. Loja indica ainda que essa mesma agressividade muito própria era visível não só durante os jogos mas também nos treinos, onde a personalidade de Jesus acabava por retrair alguns jogadores que “não estavam habituados”.

“Não estavam habituados a ouvir as coisas daquela forma, da forma como ele se exprimia. Parece agressivo porque é a visão de querer ganhar e de continuar aquilo que treina diariamente. Quando as coisas não saem como deviam, ele fica doido porque treina e pensa o dia a dia. Certos jogadores encaixavam e não levavam a peito. Mas grande parte dos jogadores teve um choque muito grande porque a maneira de ele se exprimir, de querer demonstrar que as ideias estavam certas a pessoas que são mais envergonhadas e não estão habituadas, é um choque muito grande”, acrescenta o antigo defesa. Mário Loja, assim como Rui Neves, recorda também que Jorge Jesus nunca teve grandes pudores a esconder aquilo que pensava do próprio trabalho. “Notava-se todos os dias. Em cada treino, notava-se que ele tinha sempre vontade de querer ser melhor e isso ficava demonstrado na relação com os jogadores. A forma de estar a expor as suas ideias, nunca estava satisfeito, queria sempre melhor, queria sempre mais, queria sempre mais. Acreditava muito naquilo que pensava”, concluiu.

"No início era de ficar assustado. Uma pessoa pensava: 'Mas será que ele está a implicar comigo?'. Mas não, é mesmo o estilo dele, é assim com toda a gente. Depois com o decorrer da época começa a tornar-se normal mas no início é mesmo estranho. É só gritaria, braços no ar. E às vezes até trata mal os jogadores, até determinado ponto. Mas é pela exigência que tem".
Areias, que se cruzou com Jorge Jesus no Belenenses

Entrar no Belenenses às oito da manhã, sair às onze da noite e ainda ir para casa ver futebol

Miguel Areias, lateral esquerdo do Belenenses

Mais à frente na carreira, já depois de passar por V. Guimarães, Moreirense e União de Leiria, Jorge Jesus regressou a Lisboa para orientar o Belenenses. O trabalho realizado no Restelo acabou por catapultá-lo para o Sp. Braga, apenas duas temporadas depois, naquele que se revelaria um salto fulcral na carreira do treinador. Nos azuis, encontrou Silas e Zé Pedro, agora na equipa técnica da equipa principal do Sporting e inegavelmente inspirados por Jesus. Mas cruzou-se também com Miguel Areias, mais conhecido apenas pelo apelido, que em 2007/08 estava já numa fase avançada da carreira (só jogou mais dois anos, um no Trofense e outro no Leixões). O antigo lateral esquerdo, agora com 42 anos, recorda o treinador como “uma pessoa muito especial”. “É muito exigente, não deixa passar nada ao acaso, vai até ao mais ínfimo pormenor. Desde bolas paradas a aspetos táticos, estuda a equipa adversária ao pormenor, vê tudo e mais alguma coisa para ter sucesso. É um treinador incrível, em todos os aspetos”, defende Areias, que passou a maior parte do percurso ao serviço do Beira-Mar mas ainda representou os belgas do Standard Liège e os espanhóis do Celta Vigo, ambos a título de empréstimo do FC Porto.

“Não é que os outros treinadores não quisessem ganhar, porque toda a gente que anda no futebol quer ganhar, mas ele quer ganhar e faz tudo para o conseguir. Ele pensa futebol 24 horas por dia. Ele entrava no Belenenses às oito da manhã, saía às onze da noite e ainda ia para casa ver futebol. Era uma coisa incrível. Há coisas que no futebol uma pessoa não consegue prever assim ao pormenor, mas sem dúvida que já dava para adivinhar que ia ter sucesso. Agora, chegar assim a este patamar de poder ganhar uma Libertadores…”, desabafa Areias, que apesar do visível apreço por Jorge Jesus não consegue esconder que o percurso do treinador o surpreendeu.

Foi no Sp. Braga, logo após sair do Belenenses, que Jorge Jesus acabou por saltar para a ribalta do futebol português

LUSA

O antigo lateral também recordou as primeiras impressões que teve do técnico, durante os treinos, e sublinhou que “no início era de ficar assustado”. “Uma pessoa pensava: ‘Mas será que ele está a implicar comigo?’. Mas não, é mesmo o estilo dele, é assim com toda a gente. Depois com o decorrer da época começa a tornar-se normal mas no início é mesmo estranho. É só gritaria, braços no ar. E às vezes até trata mal os jogadores, até determinado ponto. Mas é pela exigência que tem”, explica Areias, que lembrou que era normal ver Jorge Jesus a dirigir-se a um jogador com quem tivesse sido particularmente duro durante o treino para, de alguma forma, se justificar. “Vi-o muitas vezes a tratar mal os jogadores e passados cinco minutos do treino ter acabado ir ter com o mesmo jogador e falar com mais calma. ‘Desculpa, eu queria fazer isto, quero que tu faças isto’, e as coisas ficam logo resolvidas. Mas no início é preciso ter algum arcaboiço para aceitar certas críticas dele”, afirma.

“Ele é uma pessoa que confia muito no seu trabalho e é uma pessoa que tem as suas ideias, ideias muito próprias, muito vincadas. Dificilmente alguém muda as ideias dele. Agora, é uma pessoa que vive futebol durante 24 horas por dia. É incrível, é uma coisa incrível, só trabalhando com ele é que dá para perceber a pessoa que ele é”, acrescenta Areias. O antigo jogador, assim como Rui Neves e também como Mário Loja — que garante que o técnico tem “um fascínio” pelo treino –, defende que Jorge Jesus vai sempre privilegiar um convite de um clube europeu em comparação com um da seleção brasileira. “É mais treinador de clubes. Com aquele trabalho diário, aquela pressão diária. Sinceramente, não o acho com perfil de selecionador mas sim de treinador de clubes, com pressão diária. Ele sente mesmo falta dessa pressão, não sabe viver sem isso. Precisa da adrenalina diária, da gritaria, de ir para aos treinos, aquele estudo do adversário, aquele estudo ao pormenor. Ele sente muito tudo isso”, conclui.

Jorge Jesus pode ter deixado Portugal depois de ter representado 12 clubes diferentes ao longo de quase 30 anos mas continua com a mesma energia junto ao banco de suplentes, com a mesma vontade de ganhar e com os mesmos “gritos e braços no ar” que nunca conseguirá evitar. Pelo meio, pode este fim de semana conquistar a Taça Libertadores que escapa ao Flamengo desde 1981 e ainda tornar-se campeão brasileiro com um número recorde de pontos. Porque continua a ser o mesmo Jorge Jesus que quer “sempre mais, sempre mais”.

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