Os liberais-conservadores estão a tentar ganhar espaço dentro da Iniciativa Liberal, numa altura em que o partido enfrenta um aumento da contestação interna e da divisão entre quem exige novas respostas e quem prefere dar espaço à atual liderança. Entre os liberais mais progressistas há quem normalize a situação, mas há também quem não esteja confortável — é o caso de um ex-dirigente que anunciou que ia deixar o partido por não se rever na falta de atitude da direção.

Nuno Simões de Melo, um dos rostos que surge como oposição à equipa liderada por João Cotrim Figueiredo e que vai apresentar uma lista ao Conselho Nacional, admite que gostaria de ver “o conservadorismo liberal como a tendência dominante na IL” e que esta “corrente fosse considerada” dentro do partido.

“Acreditamos que o conservadorismo é a validação histórica das coisas que correm bem e, como tal, podem considerar-nos a ala da direita liberal dentro da IL.” O ex-militar que chegou ao partido liberal no ano passado e é deputado municipal em Mafra não tem dúvidas de que a possibilidade de haver uma corrente mais conservadora “não fragiliza a IL” e “cria riqueza”.

Da separação de poderes, à descentralização no partido e no país, Simões de Melo alerta que as maiores críticas vão para a identificação da IL com diversas causas, nomeadamente com “questões identitárias”. Aos olhos do liberal, “a IL deve-se focar nos problemas das pessoas e não na espuma dos dias”.

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