Sardas, sinais ou até pequenas marcas de nascença, as manchas fazem parte da história da nossa pele. Mas, enquanto algumas são vistas como traços únicos e não causam qualquer incómodo, outras, pelo seu destaque ou localização, podem provocar desconforto e afetar a auto-estima de quem as tem. A boa notícia é que há formas de as tratar, suavizar e até prevenir.
No fundo, as manchas não são mais do que uma alteração na coloração da epiderme, que se caracteriza pelo aparecimento de áreas mais escuras do que o tom natural da pele. São bastante comuns, podendo aparecer em qualquer idade e tipo de pele, e, na maioria das vezes, são inofensivas.
Ainda que tenham diferentes causas associadas, o sol é, sem dúvida, um dos fatores que mais intensifica e contribui para o aparecimento de manchas. Por isso, apesar de os cuidados de pele serem importantes durante todo o ano, é no verão – altura em que estamos mais expostos à luz solar – que devemos dar especial atenção à nossa pele. Não só para evitar as manchas, mas também para prevenir o aparecimento de problemas de saúde mais sérios.
Nem todas as manchas são iguais
“Podem surgir na nossa pele manchas de diversas cores, e por variados motivos. Falando particularmente sobre hiperpigmentação e aparecimento de manchas escuras ou acastanhadas, é importante compreender que estas alterações da cor da pele resultam do aumento da produção ou da deposição de melanina na epiderme”, explica a Drª. Margarida Moura Valejo Coelho, Médica Dermatologista.
A síntese de melanina pode ser estimulada por vários fatores, entre os quais predisposição genética, alterações hormonais, inflamação cutânea e fotossensibilização causada por medicamentos ou substâncias. Mas é a radiação solar um dos grandes motivos para o aumento da produção deste pigmento na pele. Como refere o Dr. Paulo Morais, Médico Dermatologista, “a radiação ultravioleta do sol, bem como a luz visível de alta energia (luz azul), estimulam os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina (pigmento que dá cor à pele), através de uma série de mecanismos intracelulares. Quando a pele é exposta à radiação solar, os melanócitos produzem mais melanina como forma de defesa. A melanina pode acumular-se nos melanócitos, mas também nos queratinócitos envolventes, que são as células mais abundantes da pele, criando ou intensificando manchas escuras”. É por esse motivo que pode notar uma intensificação das manchas durante os meses de verão: nesta altura do ano os índices de radiação são mais elevados e passamos mais tempo ao ar livre.
Quanto ao tipo de descoloração que pode surgir, refere a Drª. Margarida Moura Valejo Coelho, as manchas hiperpigmentadas mais comuns são as manchas senis ou lêntigos solares, as efélides (mais conhecidas como sardas), a hiperpigmentação pós-inflamatória e o melasma, sendo muito importante saber distingui-las. “A avaliação especializada por um médico dermatologista é fundamental para se estabelecer o diagnóstico correto e definir uma abordagem terapêutica personalizada para cada tipo de mancha e para cada paciente”.
As manchas solares têm tendência a aumentar com o avançar da idade, mas nem todos os tipos de pele são afetados da mesma forma pelo seu aparecimento. Segundo a Médica Dermatologista, “há, de facto, características individuais que podem condicionar diferenças na suscetibilidade para o desenvolvimento de manchas. As pessoas de fototipos altos, ou seja, com pele de cor mais escura, são mais propensas ao aparecimento de manchas acastanhadas, como o melasma e a hiperpigmentação pós-inflamatória. Por outro lado, pequenas manchas como os lêntigos e as efélides tendem a surgir em pessoas de fototipos mais baixos, ou seja, com pele mais clara e com menos melanina protetora contra a radiação solar”.
Como prevenir e tratar as manchas solares
80% do envelhecimento da nossa pele deve-se à exposição à luz do sol, por isso, “a prevenção passa sobretudo por proteger a pele da exposição solar excessiva, evitando as horas de maior intensidade (entre as 11h e as 16h), aplicando protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados (FPS 30 ou superior, com proteção UVA e UVB), e usando boné ou chapéu de abas largas e óculos de sol com proteção UV. Adicionalmente, devem ser evitados produtos fotossensibilizantes (alguns perfumes, medicamentos ou cremes com ácidos) antes da exposição solar, bem como a utilização de camas de bronzeamento artificial (solários)”, explica o Dr. Paulo Morais.
No que diz respeito aos tratamentos, deve-se ter sempre em conta o tipo e origem da mancha, a profundidade da pigmentação, o fototipo cutâneo, o estado geral da pele e ainda eventuais contraindicações, refere o Médico Dermatologista. “Recomendam-se produtos tópicos (aplicação na pele) contendo ingredientes, geralmente em associação, com ação despigmentante, antioxidante, anti-inflamatória e renovadora celular, nomeadamente: hidroquinona, vitamina C, ácido kójico, ácido azelaico, ácido tranexâmico, niacinamida, retinóides, hidroxiácidos, cisteamina, thiamidol, ⍺-arbutina e extrato de licorice”.
Assim, é importante adotar uma rotina de skincare adequada, com produtos indicados para tratar a descoloração, como é o caso do sérum antimanchas da ISDIN. O Melaclear é um gel sérum corretor que ajuda a reduzir as manchas escuras acentuadas em 71%, além de prevenir o aparecimento de novas manchas, para uma pele uniforme e radiante.
Como é composto o sérum Melaclear da ISDIN?
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O sérum da ISDIN é formulado com uma combinação única de ingredientes despigmentantes, ou seja, substâncias que ajudam a reduzir a produção de melanina na pele, e inclui:
- Ácido tranexâmico: atua como um agente despigmentante e previne a formação de novas manchas;
- Niacinamida: forma de vitamina B3 que ajuda a reduzir a pigmentação da pele, melhora a hidratação e ajuda a aliviar o desconforto;
- SpotCorrector Complex – composto por butylresorcinol, que diminui a produção de melanina e a hiperpigmentação, e por um complexo de ácido salicílico, mandélico e fítico e gluconolactona, que promove a renovação celular, provocando esfoliação para ajudar a melhorar o tom da pele.
O Melaclear é indicado para tratar todos os tipos de manchas solares e é adequado para todas as peles, mesmo as mais sensíveis. Deve ser aplicado de manhã e à noite e, caso a pele necessite, pode ser seguido de um hidratante. Na aplicação matinal é importante não esquecer o protetor solar.
De eficácia clínica comprovada, este sérum apresenta resultados visíveis em apenas 14 dias e melhoria significativa com uso continuado aos 3 meses. Após 56 dias de aplicação, 93% das utilizadoras notaram uma redução no número de manchas e a pele mais homogénea e em 97% das mulheres não houve aparecimento de novas manchas.
Além dos tratamentos tópicos, o Dr. Paulo Morais refere, ainda, que é possível “recorrer a procedimentos dermatológicos efetuados em consultório, como peelings químicos, laser, luz intensa pulsada, microagulhamento com substâncias despigmentantes ou crioteparia”. Contudo, é importante ter em atenção que todos estes procedimentos devem ser indicados por um dermatologista, especialmente no caso de peles sensíveis ou com tendência a hiperpigmentação pós-inflamatória.
Pele bronzeada e protegida: mitos e verdades
Ter uma pele morena é o objetivo de muitas pessoas para os meses de verão. No entanto, é preciso ter bastantes cuidados na hora de apanhar sol. Não só para evitar o fotoenvelhecimento, mas também para prevenir o aparecimento de doenças graves, como o cancro de pele. Por isso, reunimos cinco mitos e verdades sobre o bronzeado e a proteção solar:
1. Deve-se evitar a exposição solar entre as 11h e as 16h: verdade. Estas são as horas mais perigosas para se estar ao sol, uma vez que a radiação ultravioleta é mais forte.
2. Não é necessário utilizar protetor solar no inverno ou em dias nublados: mito. Mesmo nos dias de chuva ou em que não se vê o sol, a radiação ultravioleta existe. Por isso é fundamental usar sempre protetor.
3. Mesmo estando à sombra na praia é preciso colocar protetor solar: verdade. Como existe irradiação pela areia, não se deve esquecer do protetor, ainda que esteja debaixo do guarda-sol.
4. Se o protetor tiver FPS 50 não é preciso reaplicar: mito. O protetor deve ser reaplicado a cada duas horas e especialmente depois de transpirar, ir à água ou limpar-se com a toalha.
5. Quanto mais alto é o fator de proteção solar, menos bronzeado se fica: mito. Um fator de proteção alto não significa que se irá bronzear menos, mas sim que a pele precisa de mais tempo para se bronzear de forma natural. Além disso, uma pele mais protegida proporciona um bronzeado mais prolongado.
Ainda que as manchas solares sejam, no geral, benignas, é importante que consulte regularmente um médico dermatologista, para que este possa avaliar a saúde da sua pele. Até porque, como refere o Dr. Paulo Morais, “algumas manchas podem indicar condições médicas subjacentes, incluindo doenças endócrinas, metabólicas e autoimunes (como doença de Addison, obesidade, insulinorresistência, diabetes mellitus ou lúpus), défices vitamínicos e doenças genéticas (como neurofibromatose, hemocromatose e síndrome de Peutz-Jeghers). Podem também ser resultantes da toma de alguns medicamentos, como amiodarona e minociclina, ou, no pior dos cenários (mas mais habitual do que parece) ser a tradução de um cancro da pele grave chamado melanoma maligno”.
Assim, um diagnóstico correto é fundamental para que os médicos possam prescrever os tratamentos adequados a cada caso. Também é importante visitar o dermatologista sempre que haja alguma alteração significativa nas manchas, como mudanças de cor, forma ou tamanho.