Moda e festivais. Onde é que já vimos isto antes? /premium

12 Julho 2018

Do Woodstock ao Coachella, as franjas e o tie-dye têm uma história. A moda e os festivais de verão andam de mãos dadas há quase 50 anos. E você, o que é que vai vestir no próximo concerto?

Franjas ao vento, jogos de transparências, lentes coloridas, lantejoulas, quimonos e calções curtos — estamos em 2018 e ninguém precisa de folhear um catálogo de tendências para saber o que vai vestir no próximo festival. Em Lisboa, no Porto ou do outro lado do mundo, a lição está bem estudada. É um dress code adquirido, perpetuado por fashionistas de todas as tribos urbanas. Extravagância, identidade, coolness e sentido de moda são os ingredientes que todos procuram dentro do guarda-roupa. Enquanto uns vivem com tudo isso no sítio e apenas gerem as doses a seu gosto, outros correm atrás de uma silhueta padrão e, ano após ano, respondem ao repto da música e da moda através da imitação.

Na realidade, imitadores somos todos, até porque esta ideia da moda como corolário de libertação e divertimento não nasceu ontem. Há 49 anos, Woodstock inspirou o mundo, muito mais do que aqueles festivaleiros de túnica e cobertos de padrões florais tinham alguma vez imaginado. O pacote estava completo e, depois de um statement como aquele, ninguém mais ousou confundir a roupa que leva a um festival de música com o que veste para ir jantar fora, para ir sair à noite, para ir ao supermercado. Festivais e moda intercetaram-se e ainda hoje habitamos este território comum. Não é uma questão de opinião, é uma verdade universal.

Primavera-verão 1969, a coleção que nunca morre

Dois mil e quatrocentos metros quadrados de verde, a 170 quilómetros da cidade de Nova Iorque, três dias de chuva intermitente e a temperatura a oscilar entre os 26 e os 16 graus. Foi este o cenário que mais de 400.000 pessoas encontraram em agosto de 1969, quando acorreram à primeira e única edição do Woodstock. A subcultura hippie estava no auge. Em cartaz, nomes como Joan Baez, Janis Joplin e Jimi Hendrix prometiam concertos memoráveis. Centenas de quilómetros foram percorridos, não apenas pelas atrações em palco, mas pela expectativa de uma experiência total.

Excentricidade, por um lado, desapego das convenções sociais, em particular dos códigos de vestuário ocidentais da época, por outro — eis o retrato daquele fim de semana que sabemos de cor e salteado. Verão após verão, é lá que voltamos ou, pelo menos, que gostaríamos de voltar. À experiência completa que é um festival de música, onde até o que vestimos é adequado ao cenário, aos acordes e ao espírito. Afinal, na América de 1969, aquelas roupas também passaram a sua mensagem e, no que toca à moda e ao estilo, as lições de Woodstock duram até hoje.

Woodstock, o festival em que as roupas eram tão descontraídas quanto o espírito © Three Lions/Getty Images

No final dos anos 60, a ganga não era o que é hoje. Continuava associada à classe trabalhadora, era um material inferior, uma matéria rude e pouco sofisticada. Sob a chuva persistente de Woodstock, a multidão pintou-se de azul. As calças Levi’s, ao milhares, eram uma espécie de carta de alforria. Ali, eram todos iguais — ricos e pobres, privilegiados e desfavorecidos, homens e mulheres, todos vestiam a mesma farda. Peças como as calças de ganga, as túnicas, as fitas na cabeça e os ponchos fizeram da década de 60 um ponto de viragem. A subcultura hippie desafiou as fronteiras entre os vestuários feminino e masculino, homogeneizou as silhuetas e decorou todas as cabeças com flores.

A nudez, outro dos símbolos de igualdade e libertação de Woodstock. Os troncos nus eram tão comuns entre os homens como entre as mulheres, não admira, por isso, que as reportagens de street style estejam repletas de peças mais reduzidas que o normal e de materiais transparentes, no fundo, a solução que a moda encontrou para deixar o corpo a descoberto, mesmo através de uma peça de roupa. Mostrar pele num festival de verão é um vício antigo, levar o free the nipple à letra, um luxo que nunca é demais reclamar.

Se o festival de 1969 acontecesse hoje, não faltariam festivaleiros acusados de apropriação cultural. Porquê? Até então, importar elementos étnicos para o guarda-roupa ocidental era só impensável. Mais uma vez, o pós Woodstock trouxe uma nova premissa. Das túnicas com estampados indianos aos ponchos peruanos, dos dashikis, túnicas típicas da África Ocidental, às calças paquistanesas, a moda abriu-se a novas cores, padrões e texturas. Jimi Hendrix encerrou o cartaz do festival e não foi só um herói da guitarra. A camisa com que subiu ao palco colocou as franjas no manual de estilo dos festivais de verão. No dia em que lhe faltar inspiração para usar as suas, olhe para as imagens do mestre. Em matéria de inspiração, Woodstock abriu caminho para marcas e designers incorporarem elementos étnicos nas suas coleções. Menos de dez anos, na década de 70, Yves Saint Laurent começou a fazer desfilar o mundo inteiro numa passerelle, em Paris.

Ao mesmo tempo que evitava alimentar os grandes gigantes do pronto-a-vestir, a subcultura hippie procurava expressar-se através da cor e das formas, sem recorrer a métodos de produção industriais. Foi assim que o crochet, o tricot, o macramé e o próprio tie-dye entraram no Woodstock. Avistavam-se looks compostos por malhas imperfeitas, peças esburacadas e outras tingidas no lavatório da casa de banho. Tudo certo, embora tudo isto esteja hoje à venda e, por estes dias, a preço de saldo. Mas para eles, nota máxima em trabalhos manuais.

De casa, traziam também o que estava à mão. Soutiens viravam tops, as combinações da avó eram vestidos leves e até mantas, quanto mais berrantes melhor, eram usadas orgulhosamente para se protegerem do vento e da chuva. Um guarda-roupa feito de reaproveitamentos e de peças de décadas anteriores. O que hoje conhecemos como vintage nasceu, precisamente, nos anos 60. Pela primeira vez na história da moda, a roupa guardada em baús tornou-se tendência, mas com um detalhe: os anos 40 tinham sido há apenas 20, a década de 20 há 40. Agora, imagine.

Diga-nos o que veste, dizemos-lhe a que festival vai

Festivais há muitos e à semelhança da música que lá se ouve, também as estéticas são próprias. Por vezes, até é o clima a moldar o próprio estilo, de outra forma, porque é que haveria de estar meio mundo a usar botas de borracha naquele que é o maior festival britânico? As galochas estão para o Glastonbury como as franjas estão para o Coachella. Entre lama, pó, chuva e vento, o cenário do festival britânico está longe da idílica colina verdejante virada para o sol. Em função disso, os festivaleiros desenvolveram um estilo próprio. As botas são imprescindíveis, bem como todo o tipo de blusões e casacos leves. Levar um impermeável nunca é uma má ideia. O styling é posto à prova com leggings por baixo de calções e vestidos, camisolas de malha e gorros. Pode parecer um pouco esquizofrénico, mas há 48 anos que os visuais desarrumados fazem parte da paisagem de Pilton, no sul do Reino Unido.

Sem chuva e com temperaturas bem mais altas, o Coachella é uma verdadeira montra de moda com alcance mundial. Mainstream? Completamente, mas de que outra forma o festival californiano poderia ditar tendências para o resto do globo? Afinal, é lá que param as celebridades do momento — manequins de topo (incluindo os anjos brasileiros), músicos, atores, designers de moda, socialites de toda a espécie, Kardashians, Jenners, Hadids — e, sejam quais forem as dinastias vindouras, hão-de passar também por lá, certamente.

A moda como forma de expressão na última edição do Coachella © Rich Fury/Getty Images for Coachella

Agora imagine um grande festival no Japão, onde o minimalismo nipónico e as personagens manga pudessem coexistir num vale rodeado por uma floresta verde e húmida. O cenário já existe, a 180 quilómetros de Tóquio, bem como o festival. Chama-se Fuji Rock, é o maior evento de música ao ar livre do Japão e um verdadeiro oásis de estilo. É um normcore com vestígios de Woodstock e alguns acessórios de campismo à mistura. O quadro perfeito, portanto.

Mais a sul, a paisagem é outra. Todos os anos, o Splendour in the Grass leva milhares de pessoas a Byron Bay, na costa este da Austrália, e o cenário condiz com a conhecida descontração australiana. Elementos desportivos, urbanos e campestres misturam-se num street style cheio de boa onda. Inevitavelmente, uma viagem pelos festivais com mais pinta do mundo teria de acabar no Nevada. Em pleno deserto de Black Rock, o Burning Man é um cenário de filme onde tudo é possível (e onde o imaginário de Mad Max é só o ponto de partida). Guerreiros tribais, exploradoras galáticas, armaduras e navegantes da lua — há espaço para todas as inspirações e a fasquia está bem alta, já que há quem dê tudo para sobressair nas reportagens fotográficas. A isto, há que juntar a amplitude térmica do deserto, perfeita para mostrar todo o tipo de outfit. Basicamente, é topless durante o dia e casaco de peles ao cair da noite.

Divas e festivais

Da mesma forma que os festivais ganharam um dress code próprio, também as últimas cinco décadas trataram de eleger as suas embaixadoras. Na reta final dos anos 60, ninguém olhava para a multidão de Woodstock, nem para as de outros festivais e concertos, à procura de celebridades e dos seus looks arrasadores. Contudo, em 1969, enquanto o street style do mais emblemático festival de todos os tempos era protagonizado por ilustres desconhecidos, do lado de cá do Atlântico, Jane Fonda esbanjava charme com o cabelo curto, óculos de sol redondos e argolas douradas. Jimi Hendrix dava uma lição de estilo, cada vez que subia ao palco.

Para muitos, a chegada das celebridades aos festivais, como ícones de estilo, tem um nome: Kate Moss. É impossível falar do street style de Glastonbury sem falar da manequim, atualmente com 44 anos. Há uma despreocupação glamorosa no que veste — no blusão de cabedal, nas galochas Hunter, no vestido curto e no cinto largo (com ou sem Peter Doherty ao lado). Em suma, uma alma rock no seu nível máximo de sofisticação.

Kate Moss e Peter Doherty no Glastonbury, em junho de 2005 © MJ Kim/Getty Images

E se Kate Moss trouxe os holofotes para os looks das famosas, nos Estados Unidos, já todos parecem ter escolhido a rainha daquele que é o maior evento do calendário dos festivais, o Coachella. Todos os anos, Vanessa Hudgens parece pensar acima de tudo no conforto. Logo a seguir, a atriz de 29 anos, dá tudo nos clichés do guarda-roupa festivaleiro. Na verdade, há muito pouca coisa que Hudgens ainda não tenha vestido: tops de crochet, calções curtos, tie-dye, lantejoulas, flores na cabeça e, claro, franjas.

Mas há outras. Anos após ano, a atriz Kate Bosworth está entre os visuais mais clássicos, ao lado de Solange Knowles, que marca sempre pontos com o seu minimalismo cool. Já a cantora Florence Welch deslumbra com peças fortes, enquanto Sienna Miller é  descontração em pessoa. Uma nota sobre Alexa Chung. A sobriedade das suas escolhas quase nos faz questionar se Alexa sai diretamente do escritório para os concertos. Ainda assim e já que menos é mais (pelos menos, há que goste de acreditar que sim), a modelo e designer entra sempre no rol das mais bem vestidas.

Marcas, famosos e Instagram: Coachella vale milhões

Quanto vale uma fotografia tirada com um blusão de franjas e com o pôr-do-sol da Califórnia como pano de fundo? Para começar, uns bons milhares de “gostos”, novos seguidores, garantidamente, fora o amor condicional e temporário de marcas e designers. Bem-vindos ao Coachella, um festival paradoxal. Ao mesmo tempo que, ano após ano, revisita a herança estética de Woodstock, transformou-se numa feira de vaidades, com mais celebridades em trânsito do que qualquer outro festival do mundo, e numa gigantesca máquina comercial. Quem não esteve lá, não quer saber que concertos viram, apenas o que vestiram. “É muito mais em torno dos looks do que da ideologia. Não vamos esquecer: é a geração do Instagram”, afirmou Anupreet Bhui, editor de street style na agência de tendências WGSN, à CNN, em abril deste ano. Afinal, segundo a revista Forbes, os millennials representam mais de 50% do público que vai ao festival.

Do clã “KarJenner” ao sortido de popstars à paisana, passando pela maior concentração de it girls por metro quadrado, há quem leve o dress code à letra (já falámos de Vanessa Hudgens, não já?). Depois, há quem se vista em linha com a primeira fila de um desfile em Paris ou Milão (falamos de Rihanna, obviamente). São mais de 100.000 pessoas por dia, mais de dois milhões de publicações no Instagram com as hashtags #coachella e #coachellastyle. O festim para centenas marcas de moda, cosmética, tecnologia e serviços, cujas estratégias de marketing se multiplicam quase infinitamente. Além das que se promovem através de ativações dentro do recinto, das que patrocinam os outfits dos famosos, das que seduziram meio mundo e agora estão em todo o lado por conta de monogramas estampados nas peças (neste campeonato, as t-shirts e belt bags da Gucci vão à frente) e das que firmam pequenas parcerias com micro e nano influenciadores, há ainda as que criam produtos e coleções imbuídas no espírito do festival.

A logomania no street style do Coachella © Presley Ann/Getty Images for Coachella

Foi o que fez a H&M durante três anos consecutivos. Entre 2015 e 2017, a coleção H&M Loves Coachella deixou as peças chave do festival mais famoso do mundo ao alcance dos comuns mortais. Foi também a primeira vez que o evento se associou a uma linha de roupa. Este ano, não houve coleção, mas nem por isso a multinacional sueca deixou de estar presente. Entre concertos, numa festa reservada a convidados, a H&M anunciou a marca italiana Moschino, sob a direção criativa de Jeremy Scott, como a próxima colaboração. Parece que o festival é o melhor sítio para contar novidades e revelar segredos. Ao contrário de todos os outros (ou do que um festival de música deveria ser, por natureza), nada do que acontece no Coachella fica no Coachella, espalha-se pelo mundo, num abrir e fechar de olhos.

Em 2013, foi a Topshop, não com uma colaboração direta, mas com o lançamento da coleção desenhada por Kate Bosworth a ser feito ao vivo e a cores no festival. No ano passado, foi a vez da Victoria’s Secret. A marca de roupa interior organizou um evento paralelo em Los Angeles só para imprensa e ainda construiu uma área temática dentro do recinto, o Angel Oasis, mesmo a calhar naquela paisagem desértica. As modelos Romee Strijd, Jasmine Tookes, Sara Sampaio e Alessandra Ambrosio foram as embaixadoras. Só mais um exemplo: em 2014, a Lacoste tomou conta de uma mansão com uma piscina paradisíaca nas imediações do festival. Escusado será dizer que os crocodilos insufláveis foram as estrelas da pool party.

Mas há quem não esteja dependente do calendário. Depois de um concerto memorável na última edição do Coachella, Beyoncé partiu de uma das peças que usou em palco para desenhar uma coleção de luxo em colaboração com a Balmain, autora da camisola original. As vendas revertem a favor da United Negro College Fund, depois da cantora ter já feito um donativo de 100.000 dólares (91.290 euros) à mesma organização.

As críticas ao fenómeno passerelle chegam de todos os lados. “Os festivais devem ser momentos de descontração […] sem nos preocuparmos a cada segundo com a nossa aparência”, escreveu o The Telegraph. Em 2015, o The Guardian descreveu o Coachella como perpetuador do “mito de que os festivais de verão não têm a ver com música, mas com raparigas brancas que se vestem da forma mais sexy possível e usam acessórios de cabelo sem sentido”.

E você, o que é que vai vestir no próximo concerto?

O código de vestuário de um festival é aquilo que um homem ou uma mulher quiserem. Tudo certo, mas ao livre arbítrio e às peças tipicamente festivalescas, convém juntar uma pitada de tendências, se bem quem essas são cada vez mais um jogo em que vale tudo. Alive, Super Bock Super Rock, Sudoeste, Paredes de Coura, entre mais uns quantos — até ao fim do verão, ainda há uns quantos festivais no calendário. É verdade que este verão não está lá muito veranil e isso vai pesar no styling. Deixe pesar. Se Kate Moss sempre arransou em Glastonbury, por cá, não há-de ser diferente.

Este ano, não tenha medo de misturar padrões nem de vestir o mesmo estampado da cabeça aos pés. Os conjuntos continuam em altas, dos tops leves combinados com calções curtos, aos que se parecem com os fatos de treino mais convencionais — a dica vale para elas e para eles. O cropped é o corte da estação, seja em bralettes, tops, blusas, t-shirts ou até em sweatshirts de gola. Por questões óbvias, os homens têm muito facilidade em arriscar numa peça única. A popularidade dos macacões masculinos continuam a ascender. Entre os mais discretos e os que não passam despercebidos no meio da multidão, escolha o seu favorito.

Belt bags? Ainda não nos livrámos delas. É aproveitar enquanto dura porque, apesar do tamanho reduzido, é muito mais prático saltar com uma destas à cintura do que com uma mochila às costas. Ainda no campeonato dos acessórios, depois das tiaras de flores (paz à sua alma) e dos chapéus de aba larga, as boinas mostram que conseguem galgar estações. Os óculos de sol são o mais divertido. Coloridas e transparentes, ajuste o tamanho das lentes ao mood do dia — lembre-se que os dos anos 60 eram grandes e redondos, os dos anos 90, pequenos e estreitos.

Por falar em peças datadas, já deu para ver que os festivaleiros estão a usar e abusar das lantejoulas. Do que não convém abusar é destas tendências. Juntar várias no mesmo dia não é impossível, mas desaconselhamos vivamente a que tente fazê-lo em casa. Além disso, o conforto tem de estar sempre lá. Dançar e saltar ao som dos concertos (ainda) é o que de melhor se faz num festival de verão e isso não passa de moda.

Para orientar a ida às compras, reunimos as nossas 20 peças favoritas da temporada numa fotogaleria. Alinhadas com as tendências, sem perder o espírito de festival e, muitas delas, com o bónus de estarem em saldos.

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