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Valery Zaluzhny (à esquerda), Volodymyr Zelensky (em frente), Petro Poroshenko (à direita)
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▲Valery Zaluzhny (à esquerda), Volodymyr Zelensky (em frente), Petro Poroshenko (à direita)

▲Valery Zaluzhny (à esquerda), Volodymyr Zelensky (em frente), Petro Poroshenko (à direita)

O ex-comandante embaixador, o chefe das secretas e até um antigo Presidente. Quais podem ser os rivais de Zelensky nas eleições?

Pressionada por Trump, a Ucrânia pode ir a eleições entre "60 e 90 dias". Zelensky nunca afastou recandidatura e poderá enfrentar o ex-comandante Valery Zaluzhny e até o antigo rival Petro Poroshenko.

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É uma hipótese cada vez mais provável. A Ucrânia poderá organizar eleições presidenciais em breve, seis anos depois das últimas, em que Volodymyr Zelensky venceu confortavelmente com 73% dos votos. Se não houvesse guerra, o país deveria ter ido a votos em maio do ano passado. No entanto, a implementação da lei marcial proíbe a organização de atos eleitorais e o atual Presidente tem-se mantido no cargo por causa disso. A Rússia sempre contestou a legitimidade do chefe de Estado e Vladimir Putin recusou por várias vezes assinar um acordo com um líder com o mandato expirado. Mas agora os Estados Unidos da América (EUA) estão também a pressionar Volodymyr Zelenky a avançar com eleições — e o Presidente não se tem oposto, mas impôs uma condição.

“A Ucrânia não tem medo da democracia”, afirmou Volodymyr Zelensky, numa reunião da Coligação das Vontades esta quinta-feira. O Presidente da Ucrânia referiu, contudo, que será necessária uma trégua para que se realizem eleições para o normal funcionamento do processo eleitoral. “Isto é algo que deve ser discutido. Acreditamos que o lado norte-americano deve falar com o lado russo”, destacou o chefe de Estado. Por sua vez, a Rússia rejeitou, esta sexta-feira, a possibilidade de um cessar-fogo temporário. “Não vai funcionar. Queremos trabalhar para a paz, não para uma trégua”, enfatizou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

A pressão norte-americana pode, ainda assim, obrigar a liderança da Ucrânia a convocar eleições, mesmo que isso seja contra a sua vontade. Numa entrevista ao Politico, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o governo ucraniano de “usar a guerra para não realizar eleições”: “Eu penso que o povo ucraniano deve fazer uma escolha. E talvez Zelensky ganhe. Eu não sei quem vai ganhar. Mas eles não têm uma eleição há muito tempo. Eles falam sobre democracia, mas chega a um ponto em que já não é mais uma democracia”.

"Eu penso que o povo ucraniano deve fazer uma escolha. E talvez Zelensky ganhe. Eu não sei quem vai ganhar. Mas eles não têm uma eleição há muito tempo. Eles falam sobre democracia, mas chega ao ponto em que já não é mais uma democracia."
Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump

Se se realizarem mesmo eleições presidenciais, quem vai concorrer? Há dois nomes praticamente confirmados: o do antigo Presidente Petro Poroshenko (que perdeu em 2019 para Volodymyr Zelensky, mas que governou o país após os protestos do Euromaidan) e o ex-conselheiro da presidência, Oleksii Arestovych. De resto, existem muitas incógnitas: o atual chefe de Estado ainda não confirmou se se recandidatará e outros nomes populares entre os ucranianos nunca admitiram publicamente que querem concorrer.

O risco é elevado: a participação numas eleições em tempo de guerra pode ser encarada como uma traição à pátria, num momento em que a Ucrânia atravessa um dos momentos mais conturbados desde o início do conflito com a Rússia. Quem vai avançar nesta corrida? A incógnita mantém-se, mas há várias suposições num ato eleitoral que pode ocorrer já nos “próximos 60 a 90 dias”, como admitiu Volodymyr Zelensky.

Pronto para eleições, quem serão os adversários de Zelensky?

Volodymyr Zelensky. O Presidente que admitiu sair do cargo quando a guerra acabasse

É o nome mais óbvio, mas ainda não confirmado. O atual Presidente ucraniano pode recandidatar-se a umas novas presidenciais; a Constituição ucraniana estipula o limite de dois mandatos consecutivos, sendo que Volodymyr Zelensky apenas cumpriu o primeiro, quando foi eleito em 2019. Mas quererá o chefe de Estado manter-se no poder?

▲ Vitória de Volodymyr Zelensky nas eleições presidenciais de 2019

GENYA SAVILOV/AFP/Getty Images

Num entrevista em setembro de 2025 ao jornal Axios, Volodymyr Zelensky disse que não se recandidataria se a Ucrânia terminasse a guerra contra a Rússia. “Eu estou pronto para não ir [a eleições], porque não é o meu objetivo. Eu queria muito, num tempo muito difícil, estar e ajudar o meu país. O meu objetivo é acabar com a guerra”, assinalou.

Caso se convoquem eleições entre 60 a 90 dias na Ucrânia, não é claro que a guerra tenha mesmo terminado nesse prazo. Assim sendo, Volodymyr Zelensky pode tentar permanecer no cargo para concretizar o objetivo a que se propôs, concorrendo a umas novas presidenciais. O Presidente ucranaino já pediu aos seus aliados e ao Parlamento para organizar os preparativos para um novo ato eleitoral.

Segundo as sondagens mais recentes da primeira volta das presidenciais, Volodymyr Zelensky continua a ser o preferido dos ucranianos para vencer as eleições — mas o favoritismo caiu a pique nos últimos tempos. O escândalo de corrupção que afetou o núcleo duro da presidência, principalmente o envolvimento do seu braço direito Andriy Yermak, foi um duro golpe para a reputação do chefe de Estado. Adicionalmente, as exigências norte-americanas podem fazer o Presidente ultrapassar certas linhas vermelhas e os ucranianos poderão não o apoiar por causa disso. 

"Eu estou pronto para não ir [a eleições], porque não é o meu objetivo. Eu queria muito, num tempo muito difícil, estar e ajudar o meu país. O meu objetivo é acabar com a guerra."
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

Por agora, 20,3% dos ucranianos votariam em Volodymyr Zelensky, de acordo com uma sondagem da empresa Info Sapiens publicada a 9 de dezembro, após a divulgação do escândalo de corrupção. É o candidato favorito, mas vê um possível adversário a morder-lhe os calcanhares: o ex-líder das Forças Armadas ucranianas e atual embaixador ucraniano no Reino Unido, Valery Zaluzhny.

Valery Zaluzhny. O popular ex-comandante que foi enviado para o Reino Unido

Foi o rosto da fase da guerra em que a Ucrânia acumulou vitórias. Depois do início da invasão e após a Rússia ter rapidamente conquistado vários territórios, os ucranianos conseguiram suster a ofensiva no final de março de 2022. E foram mais além disso: as tropas de Kiev reconquistaram várias regiões perdidas, como a província de Kharkiv e até metade de Kherson. O sucesso das contraofensivas ficou ligado ao comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia.

Valery Zaluzhny tornou-se um ídolo militar na Ucrânia. Apesar de ser discreto e de não gostar de aparecer em público, os ucranianos sentiram uma espécie dívida de gratidão face ao antigo comandante — conhecido pelas táticas militares inovadoras e disruptivas —, que saiu do cargo em fevereiro de 2024, após desentendimentos com Volodymyr Zelensky. Os dois líderes entraram em desacordo com a gestão do conflito e o Presidente decidiu substitui-lo.

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▲ Antigo comandante das Forças Armadas ucranianas e atual embaixador ucraniano no Reino Unido, Valery Zaluzhny

Getty Images

O chefe de Estado deu depois a Valery Zaluzhny o cargo de embaixador ucraniano do Reino Unido. Mas o antigo comandante-chefe continuou a ser popular na Ucrânia, escrevendo para vários órgãos de comunicação social e continuando a dar as suas opiniões sobre o conflito. Muitos críticos da presidência apontam que Volodymyr Zelensky quis que o potencial rival perdesse capital político — e, por isso, enviou-o para a capital britânica. Mesmo assim, apesar de lhe ter sido retirada a chefia militar, Valery Zaluzhny nunca criticou diretamente o chefe de Estado, mantendo-se leal.

Valerii Zaluzhnyi. O general “modesto” e “popular” por trás dos êxitos militares ucranianos e da contraofensiva

A postura de humildade e a lealdade com o regime mesmo tendo sido afastado mantiveram a popularidade de Valery Zaluzhny em alta. Na sondagem mais recente para a primeira volta das presidenciais, o embaixador ucraniano no Reino Unido aparece com 19,1% das intenções de voto — uma subida face aos últimos estudos de opinião. A ser eleito, espera-se que seja um nome consensual e que mantenha muitas das linhas-mestras de Volodymyr Zelensky, ainda que o antigo comandante nunca tenha verdadeiramente revelado as suas ideias políticas.

Quando questionado em fevereiro de 2025 sobre se pondera candidatar-se às eleições presidenciais, Valery Zaluzhny manteve-se ambíguo: “De forma a responder à questão, é primeiro [preciso] criar as condições para isso. Eu acredito que quando essas condições se reúnam, eu, como uma pessoa no serviço público que trabalha diretamente para o Estado, estarei pronto para responder a essa questão. Por agora, temos uma tarefa: sobreviver e preservar o nosso Estado e depois vamos pensar sobre o resto”.

epa11137427 A handout photo made available by the Ukrainian Presidential Press Service on 08 February 2024 shows Ukraine's President Volodymyr Zelensky (L) shaking hands with Commander-in-Chief of the Armed Forces of Ukraine Valerii Zaluzhnyi during a meeting in Kyiv, Ukraine. On 08 February 2024, Ukraine's President Zelensky removed Commander-in-Chief of the Armed Forces of Ukraine Valerii Zaluzhnyi from his post. 'Today, I made the decision to renew the leadership of the Armed Forces of Ukraine', Zelensky said, adding 'I am grateful to General Zaluzhnyi for two years of defense'. Oleksandr Syrskyi, commander of the Ukrainian Ground Forces, has been appointed as new Commander-in-Chief of the country's Armed Forces.  EPA/UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT -- MANDATORY CREDIT: UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE --  HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

▲ Volodymyr Zelensky e Valery Zaluzhny

UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT/EPA

Assim, não é claro que, mesmo sendo popular, avance com uma candidatura. Valery Zaluzhny não tem experiência política, mas seria um rosto novo no panorama ucraniano. Aliás, foi essa fama de outsider que levou Volodymyr Zelensky à presidência. E o antigo comandante das Forças Armadas já terá sido mesmo sondado para substituir o atual chefe de Estado pelos Estados Unidos.

Depois da discussão na Sala Oval entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump, o vice-presidente, JD Vance, terá tentado contactar Valery Zaluzhny para entender se estaria disposto a assumir a presidência e substituir o Presidente, de quem o número dois da administração Trump nunca gostou. O embaixador no Reino Unido recusou sempre qualquer chamada com JD Vance, justificando que pretendia manter a união dentro da Ucrânia em redor da presidência.

Muitos acreditam que, se Volodymyr Zelensky avançar, Valery Zaluzhny nunca se candidatará. Apenas se o atual Presidente não quiser concorrer é que o antigo comandante entraria na corrida. Uma fonte próxima do embaixador explicou a sua postura ao The Guardian: “Não acredito que haja uma batalha entre os dois Z. Seria um desastre para o país e não penso que ele esteja pronto para isso. Eu penso que ele se candidatará se Zelensky for persuadido a não avançar”.

"Não acredito que haja uma batalha entre os dois Z. Seria um desastre para o país e não penso que ele esteja pronto para isso. Eu penso que ele se candidato se Zelensky for persuadido a não avançar."
Fonte próxima de Valery Zaluzhny

Petro Poroshenko. O ex-Presidente que quer fazer um comeback

Em maio de 2014, quando a Ucrânia ainda se estava a recompor depois dos massivos protestos Euromaidan que depuseram o Presidente pró-russo Viktor Yanukovych, Petro Poroshenko foi eleito Presidente da Ucrânia. Depois de o antigo chefe de Estado ter tentado afastar Kiev das aspirações europeias, o sucessor fez o oposto, apontando num caminho de convergência com Bruxelas. No entanto, teve um mandato complicado marcado pelos efeitos da anexação da Crimeia e da guerra civil no leste da Ucrânia.

Depois da invasão ter começado, apesar da rivalidade que manteve com Volodymyr Zelensky nas presidenciais de 2019, Petro Poroshenko tornou-se menos vocal nas críticas ao regime no início da guerra. Depois do sentimento de união nacional que defendeu nos primeiros tempos do conflito, o antigo Presidente voltou a criticar o sucessor — e até pondera verdadeiramente substitui-lo no cargo.

“Se me perguntam se eu planeio participar nas próximas eleições, sim”, revelou Petro Poroshenko, em entrevista à Al Jazeera em abril de 2024. Ainda assim, estipulou uma condição para ir a votos: “Para esta eleição, precisamos de ter uma vitória”. Ou seja, o antigo chefe de Estado só avança se a Ucrânia ganhar a guerra, não sendo claro, se, nas atuais condições, avança ou não.

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▲ Petro Poroshenko, o antigo Presidente da Ucrânia que pretende regressar à política

Getty Images

Porém, o nome de Petro Poroshenko nem sequer aparece nas sondagens mais recentes; num estudo de opinião em junho de 2025, obteria apenas 4,5% das intenções de voto. Após a estrondosa derrota em 2019 (apenas obteve 24% dos votos contra Volodymyr Zelensky), o ex-Presidente não parece ser uma figura consensual na Ucrânia: noutra sondagem, de março, 45,6% dos inquiridos assinalou que “não confia totalmente” no antigo chefe de Estado.

Kyrylo Budanov. O adorado chefe das secretas militares

Contrariamente a vários espiões, Kyrylo Budanov não receia a exposição mediática: recebe jornalistas no seu gabinete e dá várias entrevistas onde faz vários comentários mordazes sobre a Rússia. Por causa deste estilo, o atual líder dos serviços de informações do Ministério da Defesa ucraniano converteu-se numa das figuras mais populares da Ucrânia em tempo de guerra. 

Em concreto, não são conhecidas quaisquer ambições presidenciais de Kyrylo Budanov; o chefe das secretas nem é questionado sobre isso. De qualquer modo, o seu nome aparece em várias sondagens como um dos favoritos a substituir Volodymyr Zelensky. Na mais recente da Info Sapiens, surge em terceiro lugar, com 5,1% das intenções de voto. É o terceiro nome mais popular — apenas atrás do Presidente e de Valery Zaluzhny.

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▲ Kyrylo Budanov, o chefe dos serviços de informações do Ministério da Defesa da Ucrânia

AFP via Getty Images

Ao longo dos quase quatro anos de guerra, Kyrylo Budanov manteve-se sempre leal à presidência: nunca teceu críticas e preferiu manter a retórica contra a Rússia, em vez de dividir internamente. Numa análise feita pelo think Carnegie Endowment for International Peace, lê-se que o chefe das secretas tem boas ligações com o núcleo duro da presidência — e dificilmente enfrentará Volodymyr Zelensky.

Oleksii Arestovych. O ex-conselheiro de Zelensky caído em desgraça

Na descrição da conta do X, Oleksii Arestovych não esconde ao que vem: “Candidato a Presidente da Ucrânia”. O ex-conselheiro da presidência ucraniana, que se zangou com Volodymyr Zelensky e que abandonou o cargo, não esconde que deseja ser o próximo chefe de Estado — e até já tem um manifesto eleitoral que foi apresentado nas redes sociais.

No início da invasão, Oleksii Arestovych era uma das figuras mais populares na Ucrânia. Antes de chegar a conselheiro da presidência, teve várias profissões: foi ator, psicólogo, deu palestras motivacionais, estudou teologia, astrologia e biologia. Em 2020, foi contratado para conselheiro de comunicação estratégica no campo da segurança nacional e defesa pela presidência, sendo um dos responsáveis pela forma como a equipa de Volodymyr Zelensky comunica.

▲ Oleksiy Arestovych, antigo conselheiro de comunicação na presidência da Ucrânia

Em fevereiro 2022, Oleksii Arestovych ganhou ainda mais relevo no núcleo duro da presidência — e transformou-se numa estrela nas redes sociais. Era ele que fazia vários briefings e diretos nas redes sociais à população no início da invasão. Converteu-se, assim, num dos rostos mais conhecidos dos ucranianos num dos períodos mais vulneráveis da História do país. Nem um ano depois, entrou em rota de colisão com Volodymyr Zelensky depois de ter gravado um vídeo no YouTube em que atribuía a responsabilidade à destruição de um edifício residencial em Dnipro à defesa aérea ucraniana e não à Rússia.

Após ter sido dispensado das funções, Oleksii Arestovych passou a criticar o executivo de Volodymyr Zelensky. Acusou o Presidente da Ucrânia de ter “delírios de grandeza” e de “acreditar que manda no mundo”. O antigo conselheiro, que agora se ocupa principalmente a palestras motivacionais e que se mantém como influencer, adotou posições políticas muito diferentes do executivo — e até foi acusado de difundir propaganda russa, segundo o Kyiv Independent. Por exemplo, garantiu que ia julgar o líder ucraniano como “criminoso de guerra” e  prometeu afastar Kiev da União Europeia e da NATO.

Influencer, formador e com ambições presidenciais. Quem é Aleksey Arestovich, o ex-conselheiro de Zelensky que “odeia a esquerda”

Que o antigo conselheiro se deve candidatar à presidência existem poucas dúvidas. Em simultâneo, existem poucas possibilidades de obter qualquer tipo de vitória política: o seu nome praticamente não aparece nas sondagens recentes. Além disso, uma sondagem de maio mostrou que 77% dos inquiridos não confia em Oleksii Arestovych, que deixou de ser uma figura popular na Ucrânia.

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