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A exposição da Caixa Geral de Depósitos aos créditos ruinosos que concedeu era, no final de 2015, de 4.926 milhões de euros. Ou seja, mais mil milhões de euros do que o valor total da recapitalização feita no banco público, que contou com 3.944 milhões de euros dos contribuintes. Só os 25 maiores devedores da CGD causaram perdas acumuladas de 1.310 milhões de euros.

São os números finais da auditoria da EY (antiga Ernst&Young) às operações de crédito da Caixa Geral de Depósitos entre 2000 e 2015. O relatório final foi entregue na sexta-feira aos deputados — supostamente uma versão truncada para proteger o sigilo bancário, ou seja o nome e o valor das dividas dos grandes devedores — mas os números sempre estiveram lá, no documento PDF que o parlamento disponibilizou (e depois apagou e substituiu) no seu site.

O Observador pegou no documento disponibilizado pelos serviços da Assembleia, eliminou as “caixas brancas” que foram usadas para ocultar números e nomes — em alguns casos toda a informação de quadros fundamentais para perceber o cenário de concessão de créditos — e coloca agora online uma versão “limpa”, sem cortes ou rasuras. Pode consultá-la aqui.

Se preferir, pode também ler na fotogaleria abaixo as 263 páginas do relatório final da Ernst&Young usando as setas.

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