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“A curiosidade deles por nós já tinha sido estimulada quando repararam no nosso hábito de deixar os sapatos à porta. É claro que se tivéssemos sido mais inteligentes teríamos percebido como isso é um hábito peculiar para uma dona de casa portuguesa. Ao ver os nossos sapatos, a velha empregada perguntou a um de nós: ‘Vocês são aquele tipo de pessoas que seguem aqueles gurus orientais?’. Para além disso, eles certamente viram as longas túnicas brancas do Osho penduradas no estendal todos os dias. E, se viram, o que é que pensaram? Não era óbvio que essas roupas fossem do próprio ‘guru oriental’. Mas as túnicas também não eram certamente roupas típicas de turista.”

O episódio aconteceu em julho de 1986, na grande casa empoleirada na montanha, em Sintra, no meio da floresta densa, com vista para o Palácio da Pena. A recordação é de Maneesha James, nascida Juliet Forman, que descreveu o momento no seu livro Osho: One Man Against the Whole, Ugly Past of Humanity (sem edição em português, tradução aproximada: “Osho: Um homem contra todo o feio passado da Humanidade”). “Eu fiz parte da festa”, lembra a própria ao Observador, numa entrevista via Skype, sobre a sua participação na chamada “World Tour” de Osho — ou seja, a viagem do guru por uma série de países de onde foi sendo repetidamente expulso ou onde a entrada lhe foi recusada.

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