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▲Giorgia Meloni está a desempenhar a função de "ponte" entre Washington e Bruxelas. Próxima ideologicamente do trumpismo, a primeira-ministra é talvez a líder europeia que mais agrada ao Presidente norte-americano

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▲Giorgia Meloni está a desempenhar a função de "ponte" entre Washington e Bruxelas. Próxima ideologicamente do trumpismo, a primeira-ministra é talvez a líder europeia que mais agrada ao Presidente norte-americano

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Para tornar o "Ocidente grande outra vez", pode Meloni ser a "nova mediadora" entre a UE e Trump?

Ideologicamente próxima de Trump, Meloni tenta aproximar Trump da UE. Von der Leyen vê com bons olhos esforços da primeira-ministra. Mas a sua posição é "frágil" — e incomoda alguns Estados-membros.

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Uma reunião “sem rede de segurança”, tensa e que podia correr mal. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, tinha muito a perder na Sala Oval, na sua visita na passada quinta-feira. Nos dias anteriores, como escreve o jornal Corriere della Sera, ciente dos riscos, a líder italiana “estudou dossiers como uma nerd” e preparou-se para todos os cenários. Antes do encontro, ligou à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para acertarem pontos de vista e a alemã até lhe deu dicas para lidar com o Presidente Donald Trump. Afinal, na Casa Branca, Giorgia Meloni não representava apenas Itália; ia como representante dos interesses da União Europeia (UE). 

Foram 30 minutos tensos perante as câmaras, mas marcados por um clima bastante amigável. Giorgia Meloni sorriu para Donald Trump e apostou nos temas que os unem: a luta contra “a ideologia woke” e contra as “políticas de diversidade”, assim como medidas na imigração mais duras. Também prometeu aumentar os gastos de Defesa de Itália no quadro na NATO e na Ucrânia, onde têm posições assumidamente diferentes. Mas a primeira-ministra tentou não falar sobre isso e focar-se nos esforços de paz da administração norte-americana. Era o primeiro encontro de um dirigente europeu após a aplicação das tarifas de 20% aos produtos europeus — e tudo tinha de correr bem. 

Esta ofensiva de charme europeu resultou — o estudo de Giorgia Meloni compensou, apesar dos resultados modestos. Conseguiu que Donald Trump aceitasse o convite para ir a Roma num futuro próximo e lançou as bases para um dos objetivos diplomáticos do governo italiano: a organização de uma cimeira ao mais alto nível entre os Estados Unidos e a União Europeia. A primeira-ministra também tentou afastar totalmente a possibilidade de a UE procurar outros parceiros comerciais e de negociar com a China — algo que defende o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez —, conseguindo que o Presidente norte-americano se comprometesse a negociar com Bruxelas na questão das tarifas, mas “sem pressas”. 

No seio das instituições europeias, o esforço de Giorgia Meloni, que continua a não ser uma figura consensual devido à coligação de direita radical que encabeça, foi avaliado positivamente, apurou a agência de notícias ANSA junto a fontes na Comissão Europeia. Foi uma oportunidade “útil para criar pontes” entre a União Europeia e Donald Trump, que chegou a dizer recentemente que a UE foi criada para “lixar os EUA”. Ao mesmo tempo, a primeira-ministra de Itália tentou não colocar-se em bicos de pés, esclarecendo a Donald Trump que não podia tomar decisões em nome do bloco comunitário — o que deixou os dirigentes europeus ainda mais satisfeitos.

As ambições da primeira-ministra italiana em desempenhar um papel cada vez mais central na União Europeia não são novas. Nas eleições europeias de 2024, Giorgia Meloni tentou aliar-se ao centro-direita, à família política do Partido Popular Europeu (PPE), cultivando uma excelente relação com Ursula von der Leyen, que também faz parte do PPE. Não concretizou o objetivo de uma maioria de direita e não evitou a aliança entre os populares, os socialistas e os liberais no Parlamento Europeu, mas agora a sua proximidade ao Presidente norte-americano e também ao magnata Elon Musk — de quem é amiga pessoal — concede-lhe uma posição cada vez mais privilegiada em Bruxelas.  

Giorgia Meloni está, assim, a desempenhar a função de “ponte” entre Washington e Bruxelas. Associando-se ideologicamente ao trumpismo, a primeira-ministra é talvez a líder europeia que mais agrada ao Presidente norte-americano (foi a única, aliás, que esteve na tomada de posse a 20 de janeiro), ao mesmo tempo que está próxima de Ursula von der Leyen. A “confidente de Trump” na Europa espera agora explorar as vantagens que esta posição de mediação lhe confere, apesar de não ser consensual e gerar alguns anticorpos.

epa11806741 A handout picture made available by the Chigi Palace (Palazzo Chigi) Press Office shows Italian Prime Minister Giorgia Meloni (R) meeting with US President-elect Donald Trump at his residence in Mar-a-Lago resort, Palm Beach, Florida, USA, 04 January 2025 (issued 05 January 2025).  EPA/FILIPPO ATTILI/CHIGI PALACE PRESS OFFICE HANDOUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

▲ Donald Trump e Giorgia Meloni

FILIPPO ATTILI/CHIGI PALACE PRESS OFFICE HANDOUT/EPA

“Tornar o Ocidente grande outra vez.” Como Meloni cativa Trump e a UE para ser a “ponte”

Ouvidos pelo Observador, três especialistas concordam que Giorgia Meloni pode desempenhar efetivamente o papel de mediadora entre os dois lados do Atlântico. “Acredito que sim”, começa por dizer Sonia Lucarelli, cientista política e professora na Universidade de Bolonha, apontando que o facto de ser uma das líderes mais à direita no panorama político europeu a ajudará neste processo.

Ao contrário de vários líderes europeus, que não têm pruridos em deixar várias críticas à administração Trump, a primeira-ministra italiana tem optado por manter uma postura bastante mais cautelosa. Mesmo na questão da guerra da Ucrânia, em que é uma aliada de Volodymyr Zelensky e crítica da Rússia, Giorgia Meloni tenta sempre encontrar pontos de convergência com a presidência norte-americana, tentando contrariar, ainda que de forma subtil, a estratégia isolacionista de America First da atual liderança dos EUA.

A primeira-ministra de Itália tenta vender a tese de um “Ocidente coletivo” — de que fazem parte não só os EUA, como também a Europa. “Quando falo do Ocidente, eu não me refiro a um espaço geográfico. Eu refiro-me à civilização ocidental e quero tornar essa civilização mais forte”, declarou Giorgia Meloni na Sala Oval, ao lado de Donald Trump. Daí que a chefe do executivo tenha convertido o slogan Make America Great Again [Tornar a América Grande Outra Vez] em Make West Great Again [Tornar o Ocidente Grande Outra Vez]. “Podemos fazer isso juntos”, apelou a italiana ao líder norte-americano.

epa12037064 US President Donald Trump (L) greets Italian Prime Minister Giorgia Meloni (R) at the White House, Washington, DC, USA, 17 April 2025.  EPA/WILL OLIVER

▲ Meloni foi recebida por Trump na Sala Oval na passada quinta-feira

WILL OLIVER/EPA

Donald Trump não parece tão entusiasmado com essa ideia, mas admitiu que poderá haver um acordo sobre as tarifas com a União Europeia num futuro próximo. E também destacou que Giorgia Meloni “tomou de assalto” a Europa e está “ter um grande sucesso” nas suas políticas, sendo uma “grande líder”. “Vamos tornar a Europa grande outra vez”, pareceu concordar o Presidente norte-americano.

Para a professora assistente de Política na Universidade para Estrangeiros de Perugia Cecilia Emma Sottilotta, a primeira-ministra italiana “já se posicionou como a principal interlocutora italiana com a administração Trump”. Não só pelas boas relações que mantém com o Presidente, como também pela sua “aliança” com Elon Musk. Mantendo um contacto regular, o magnata e Giorgia Meloni nunca esconderam que são próximos.

Essa proximidade de Elon Musk a Giorgia Meloni é também um bónus — e contribuiu para que seja uma mediadora perfeita, tendo em consideração a aliança entre o magnata e Donald Trump. “Com os mais recentes desenvolvimentos na aplicação da lei da concorrência da União Europeia — com multas impostas à Apple e à Meta — é difícil não ver como as redes sociais estão crescentemente vulneráveis no contexto da guerra comercial transatlântica”, diz a especialista ao Observador, aludindo à multa aplicada esta quarta-feira de 700 milhões às duas gigantes tecnológicas por violação da Lei dos Mercados Digitais.

Ao Observador, Lorenzo Castellani, investigador do think tank Ricercatore Tenure, também concorda que Giorgia Meloni já desempenha o papel de mediadora entre Bruxelas e Washington. “Ela é tida como uma aliada política para a administração Trump. Fazem parte da mesma onda nacional-populista, enquanto outros líderes europeus são reminiscências do passado”, assinala.

Não é só o lado norte-americano que conta, realça Lorenzo Castellani. Nesse prisma, na Europa, havia outros aliados que podiam ser escolhidos por Donald Trump, como o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que também integra a “onda nacional-populista”. O que verdadeiramente distingue a primeira-ministra de Itália é que também “colabora bem” com a Comissão Europeia, em particular com Ursula von der Leyen: “Não é vista como uma eurocética” entre os dirigentes comunitários.

Apesar de conectar os dois lados, Giorgia Meloni “logicamente não pode negociar em nome da União Europeia”, sublinha Cecilia Emma Sottilotta — algo que a primeira-ministra deixou bem claro no encontro na Sala Oval. “Mas vai certamente tenta capitalizar este novo papel no contexto europeu”, ressalva a especialista, que deixa no ar, contudo, se a líder do executivo italiano “será capaz de obter resultados”. 

"Ela é tida como uma aliada política para a administração Trump. Fazem parte da mesma onda nacional-populista, enquanto outros líderes europeus são reminiscências do passado."
Lorenzo Castellani, investigador do think tank Ricercatore Tenure

A “frágil” posição de Meloni junto a Trump — mas que a primeira-ministra quer apresentar como um “sucesso” na plano interno

Existe efetivamente um ponto de interrogação sobre se Giorgia Meloni vai conseguir ter resultados. Até agora, em concreto avançou apenas na questão da cimeira dos Estados Unidos entre a União Europeia. De acordo com o que apurou o Financial Times, a primeira-ministra de Itália está em contacto com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que também vê com “bons olhos” um encontro ao mais alto nível entre as delegações de Washington e Bruxelas.

Um futuro acordo sobre tarifas com os Estados Unidos, que as suspenderam até 8 de julho, ainda está longe, se bem que Donald Trump tenha garantido que vá haver um acordo com “100% de certeza”. Um diplomata europeu confidenciou ao jornal Euractiv que há algum otimismo cauteloso em Bruxelas após o encontro na Sala Oval entre Donald Trump e Giorgia Meloni. “Se ela usou a sua química pessoal para benefício da UE, melhor ainda. Acho que para a União Europeia é essencial perceber se ela manterá a mesma estratégia. No melhor dos cenários, ela pode conseguir tirar proveito da sua posição privilegiada com Trump para um desfecho para todos os Estados-membros.”

Apesar da posição privilegiada da primeira-ministra italiana, Cecilia Emma Sottilotta nota que a mesma é “frágil”: “Depende largamente da personalização da política, típica do trumpismo”. Por agora, Giorgia Meloni caiu nas boas graças de Donald Trump. Mas uma palavra errada ou uma declaração mal interpretada pode mudar drasticamente a situação. “Já vimos o quão errático pode ser o Presidente dos EUA no que concerne a mudar de opiniões”, avisa a especialista.

▲ Na União Europeia, esforços de Giorgia Meloni são bem-vistos

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Essa “posição frágil” ficará no plano externo. Na política interna, a primeira-ministra italiana tentará apresentar estas tentativas de mediação como um sucesso retumbante. “Ela vai apresentar qualquer pequeno objetivo atingido como um grande sucesso”, prevê Sonia Lucarelli, que indica que Giorgia Meloni vai tentar mostrar que é uma política capaz de chegar a entendimentos e que é a única voz na Europa capaz de dialogar com Donald Trump.

A oposição, no entanto, denuncia que a primeira-ministra não obteve frutos da sua reunião na Sala Oval. O antigo primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, escreveu no X que Giorgia Meloni se “transformou numa influencer” e que converteu um “simples encontro na Casa Branca à viagem mais importante de um italiano à América desde os tempos de Cristóvão Colombo”. “A realidade é muito diferente disso. Ficou um empate zero a zero”, acrescentou o também senador centrista.

Mas além disso, como escreve o New York Times, os sorrisos e os elogios que Donald Trump concedeu a Giorgia Meloni fez com que ganhasse pontos na coligação que montou juntamente com a Liga de Matteo Salvini e a Forza Italia de Antonio Tajani. O líder da Liga, de extrema-direita, também tenta cair nas boas graças do Presidente norte-americano; no entanto, neste encontro, ficou claro que o interlocutor do trumpismo em Itália é a primeira-ministra. 

Para evitar mal-entendidos na coligação que lidera, Giorgia Meloni terá mesmo pedido a Matteo Salvini, como apurou o Corriere della Sera, para moderar as críticas que faz a certos líderes europeus, de modo a continuar a ser uma mediadora credível. A primeira-ministra terá instruído o seu aliado para que, quando criticasse a Europa, apenas atacasse a ideia que esta representa e não atacasse nem “Ursula von der Leyen”, “nem mesmo Emmanuel Macron”. “Deixe-os em paz”, terá dito.

Macron e Sánchez olham com desconfiança para ofensiva de charme de Meloni

“A mulher mais poderosa da Europa”, escreveu a revista Spectator. A “relatora especial” da União Europeia na Casa Branca, adjetivou, por sua vez, o New York Times. “A confidente de Trump”, assinala a revista Time. A proximidade de Giorgia Meloni a Donald Trump não passou despercebida — e isso não deixou de incomodar vários líderes europeus.

epa11814510 Italian Prime Minister Giorgia Meloni speaks during the end-of-year press conference, in Rome, Italy, 09 January 2025.  EPA/ALESSANDRO DI MEO

▲ Esforços de mediação de Giorgia Meloni irritaram alguns Estados-membros

ALESSANDRO DI MEO/EPA

Para Lorenzo Castellani, existe um líder que certamente ficou desagradado com esta operação de charme: o Presidente francês. “Emmanuel Macron está a competir com ela”, frisa o especialista, lembrando que o líder de França também quer ser o principal interlocutor de Washington em Bruxelas. O chefe de Estado francês sempre quis ser, como descreve a revista Spectator, o líder de facto na Europa. “Mas agora não é mais”, devido em parte à boa relação que a primeira-ministra italiana mantém com o líder dos Estados Unidos.

Neste momento, Emmanuel Macron está “numa posição política frágil” internamente, sinaliza Lorenzo Castellani. Com uma Assembleia Nacional fragmentada e sem um sucessor definido para as presidenciais de 2027, o Presidente francês não tem a estabilidade interna necessária para cair nas boas graças de Donald Trump. Como nota a Spectator, o líder de França tem igualmente de fazer um esforço adicional para que tal aconteça, uma vez que é visto em Washington como um “progressista” — e não como um aliado ideológico natural de Trump, como Giorgia Meloni.

“É verdade que o atual protagonismo [de Giorgia Meloni] é mais fácil por causa da fraqueza relativa de Macron”, corrobora Cecilia Emma Sottilotta. E há também outra condicionante que ajuda a que a primeira-ministra italiana tenha mais destaque entre os dirigentes europeus: o facto de o chanceler eleito alemão, Friedrich Merz, ainda não ter tomado posse. 

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▲ Macron não terá ficado satisfeito com esta aproximação de Meloni a Trump

AFP via Getty Images

A forma como Giorgia Meloni se vai relacionar com Friedrich Merz será “crucial” para perceber se a estratégia de mediação da primeira-ministra italiana tem pernas para andar, indica Lorenzo Castellani. O chanceler alemão já assegurou que quer reduzir a dependência da Europa face aos Estados Unidos — e já deixou várias críticas à atuação da presidência norte-americana —, mas nunca deixou bem claro qual será a sua orientação a relacionar-se com a administração Trump. “Se Merz apoiar o seu esforço de mediação, então penso que será mais fácil para Giorgia Meloni agir como mediadora com Trump”, sentencia o investigador do think tank Ricercatore Tenure.

Tal como França, existe outro líder que não terá ficado propriamente satisfeito com as ações de Giorgia Meloni: Pedro Sánchez. No atual clima de guerra comercial, o chefe do governo espanhol deseja uma estratégia de aproximação da União Europeia à China, algo que irritou Washington. As palavras amigáveis da primeira-ministra italiana contrariam totalmente a abordagem de Madrid, que continua a não ter grandes aliados na aproximação de Bruxelas a Pequim.

Apesar de França e Espanha não estarem satisfeitas, no entender de Lorenzo Castellani, vários países da UE (e a Comissão Europeia) viram com bons olhos o encontro na Sala Oval e a forma como Giorgia Meloni tem cortejado Donald Trump. “A União Europeia tem muitos governos de direita atualmente”, analisa o especialista. Já Cecilia Emma Sottilotta, tem mais dúvidas e salienta que é “demasiado difícil” entender se a operação de charme da primeira-ministra agradou a várias capitais europeias.

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▲ Ursula von der Leyen coordenou a operação de charme com Giorgia Meloni

AFP via Getty Images

A especialista ressalva, contudo, que “qualquer oportunidade para evitar uma escalada adicional na guerra comercial iniciada por Trump certamente seria bem-recebida em Bruxelas”. Não sendo totalmente “eurocética”, como alguns membros da direita radical na Europa, e partilhando várias bandeiras eleitorais com Donald Trump, Giorgia Meloni está na posição ideal para ser uma mediadora — e colher dividendos na UE e plano interno. No entanto, em relação ao Presidente norte-americano, a primeira-ministra italiana estará sempre sujeita a uma estratégia de “personalização” — e às mudanças repentinas de opinião do chefe de Estado.

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