Stephanie Alys criou um wearable — tecnologia que se veste — que pode ser utilizado por “homens e pessoas com pénis”. Já Alexandra Fine vende um concorrente direcionado “a pessoas com vulvas”. As duas empreendedoras estiveram na Web Summit, em Lisboa, da mesma forma que vão a outras feiras tecnológicas: com o objetivo de apresentar os produtos que vendem como qualquer outra startup que apresenta novos gadgets.

Em conversa com o Observador, as duas empreendedoras frisaram que não vendem apenas vibradores, mas sim uma nova forma de olhar para a tecnologia e a sexualidade. Numa comparação direta com plataformas de encontros online, como o Tinder e o eHarmony, asseguram que a indústria de gadgets sexuais está não só a crescer, mas também a ser mais aceite na sociedade. Por vezes, pode ser mais difícil fazer um pitch a investidores, mas têm conseguido cativar, e não é por se falar de sexo, é pela oportunidade de investimento. Como mostrava a Forbes em 2015, este sector tem o potencial de ser um mercado de 15 mil milhões de euros.

Alexandra Fine era analista na RedLight Management e Stephanie Alys trabalhou na Deloite como consultora (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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