Continuam a pairar dúvidas sobre a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. A vacina foi a terceira a ser aprovada na União Europeia (recebeu a luz verde da Agência Europeia do Medicamento em 29 de janeiro, depois das vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna). Porém, após vários dias de grande confusão sobre os efeitos secundários mais graves, o uso daquela vacina está suspenso em mais de duas dezenas de países, incluindo Portugal, enquanto a Agência Europeia do Medicamento  realiza uma revisão científica adicional do produto, cujas conclusões deverão ser conhecidas nesta quinta-feira.

Portugal é o 19º país a suspender vacina da AstraZeneca. O que se passa e quão preocupado deve estar?

Afinal, há ou não motivo para desconfiar de que a vacina da AstraZeneca esteja associada a episódios de coágulos sanguíneos? A dúvida instalou-se nos mais de 215 mil portugueses que já receberam a primeira dose daquela vacina. A DGS pediu tranquilidade a quem foi vacinado e assinalou que nada indica que haja um risco associado. Ainda assim, a verdade é que a vacina está suspensa. Embora a decisão portuguesa esteja ainda marcada por alguma incerteza, um olhar sobre o modo como outros países optaram por suspender a vacina ajuda a perceber exatamente que detalhes estiveram na origem da decisão. Esta terça-feira, por exemplo, o Instituto Federal para as Vacinas e os Medicamentos da Alemanha publicou um documento de quatro páginas destinado a guiar os cidadãos pelo processo que levou à suspensão da vacina.

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