O navio Madleen, que partiu de Itália com o objetivo de entregar ajuda humanitária à população em Gaza, foi intercetado no Mar Mediterrâneo pelas autoridades israelitas na madrugada do passado dia 9 de junho, já quando se aproximava do seu destino final. Dentro do veleiro seguiam Greta Thunberg e outros 11 ativistas, entre os quais estava o ator Liam Cunningham e a eurodeputada Rima Hassan, que acabaram por ser levados para Israel e extraditados de volta para a Europa.
No caso da ativista sueca, a figura mais conhecida a bordo do navio humanitário, o Ministério dos Negócios Estrangeiros fez questão de publicitar a sua deportação para França nas redes sociais, referindo que Greta Thunberg iria embarcar num voo desde Telavive até Paris antes de regressar à Suécia.
Greta Thunberg just departed Israel on a flight to Sweden (via France). pic.twitter.com/kWrI9KVoqX
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) June 10, 2025
Na chegada a Paris, no principal aeroporto da capital francesa, outros passageiros filmaram o percurso de Greta no terminal do Charles de Gaulle, acompanhada pela polícia francesa e, aparentemente, algemada.
No entanto, com uma observação mais atenta do vídeo que anda a circular nas redes sociais, é possível verificar que a ativista coloca voluntariamente as suas mãos atrás das costas, sem ser possível ver algemas nos pulsos da jovem sueca neste e em qualquer outro registo captado pelas câmaras no dia em que foi deportada de Israel.
Israeli media have drawn attention to the curious behavior of Greta Thunberg, who, after landing in France, clasps her hands behind her back when reporters appear, so that it seems that she is in handcuffs pic.twitter.com/8Nztx1dGgb
— Sprinter Observer (@SprinterObserve) June 11, 2025
Conclusão
Não é verdade que Greta Thunberg tenha sido vista a circular algemada no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, depois de ter sido deportada de Israel. A ativista sueca encontra-se apenas com as mãos atrás das costas, não constrangidas por algemas, ao contrário do que indicam os vídeos que andam a circular pelas redes sociais.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.