O navio Madleen, que partiu de Itália com o objetivo de entregar ajuda humanitária à população em Gaza, foi intercetado no Mar Mediterrâneo pelas autoridades israelitas na madrugada do passado dia 9 de junho, já quando se aproximava do seu destino final. Dentro do veleiro seguiam Greta Thunberg e outros 11 ativistas, entre os quais estava o ator Liam Cunningham e a eurodeputada Rima Hassan, que acabaram por ser levados para Israel e extraditados de volta para a Europa.

No caso da ativista sueca, a figura mais conhecida a bordo do navio humanitário, o Ministério dos Negócios Estrangeiros fez questão de publicitar a sua deportação para França nas redes sociais, referindo que Greta Thunberg iria embarcar num voo desde Telavive até Paris antes de regressar à Suécia.

Na chegada a Paris, no principal aeroporto da capital francesa, outros passageiros filmaram o percurso de Greta no terminal do  Charles de Gaulle, acompanhada pela polícia francesa e, aparentemente, algemada.

No entanto, com uma observação mais atenta do vídeo que anda a circular nas redes sociais, é possível verificar que a ativista coloca voluntariamente as suas mãos atrás das costas, sem ser possível ver algemas nos pulsos da jovem sueca neste e em qualquer outro registo captado pelas câmaras no dia em que foi deportada de Israel.

Conclusão

Não é verdade que Greta Thunberg tenha sido vista a circular algemada no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, depois de ter sido deportada de Israel. A ativista sueca encontra-se apenas com as mãos atrás das costas, não constrangidas por algemas, ao contrário do que indicam os vídeos que andam a circular pelas redes sociais.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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