“O Japão proíbe oficialmente a entrada de todos os turistas israelitas no país devido ao genocídio cometido por Israel no Líbano”, alega-se numa publicação de 22 de junho no Facebook, ilustrada por uma bandeira do Japão e uma fotografia do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Não é apresentada qualquer informação adicional, nem sequer são citadas as fontes que deram origem à partilha da mesma.

Não há confirmação oficial do governo japonês ou das principais agências de notícias mundiais de que os israelitas estão proibidos de fazer turismo no Japão. Pelo que se entende que a informação partilhada nas redes sociais é falsa.

No dia 3 de junho de 2026, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão emitiu um comunicado em que diz estar a “acompanhar de perto os movimentos em direção a um diálogo mais aprofundado entre Israel e o Líbano, incluindo o Hezbollah”.

“Também expressamos profunda preocupação com o facto de que, apesar dos apelos da comunidade internacional por moderação, as operações terrestres de Israel no sul do Líbano continuam, e reiteramos o nosso forte apelo para que a soberania e a integridade territorial do Líbano sejam respeitadas”, refere-se no mesmo comunicado, com o Japão a posicionar-se em defesa da soberania libanesa.

Apesar deste posicionamento político, não há notícias que deem conta de sanções do Japão a Israel. Ao que tudo indica, o país asiático mantém as políticas anteriores para vistos atribuídos a cidadãos israelitas e não apertou critérios para as visitas em lazer.

Conclusão

É falso, ao contrário do que se diz nas redes sociais, que o Japão está a proibir israelitas de fazer turismo no país. Não há nenhuma fonte fidedigna que confirme esta informação.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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