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  • Bom dia. Este liveblog vai ser arquivado, mas já abrimos um novo para acompanhar as notícias relativas à pandemia da Covid-19 ao longo desta quinta-feira. Obrigado.

    Covid-19. Argentina vai produzir e México distribuir vacina de Oxford na América Latina, à exceção do Brasil

  • Com mais dois milhões de casos, EUA vão "ajudar a Europa", garante Trump

    Embora os EUA tenham mais cerca de dois milhões de casos positivos, desde o início da pandemia, do que a Europa, Donald Trump diz que vai ajudar os países europeus “em dificuldade”.

    Numa conferência de imprensa, esta quarta-feira, Trump frisou também que a economia norte-americana está com um “desempenho significativamente melhor do que a Europa”. “Ao mesmo tempo, a Europa está com um excesso de mortalidade 40% maior do que os Estados Unidos ”, um número “significativo”, disse o presidente norte-americano. O país, adiantou, está a “trabalhar com a Europa”.

    “Vamos ajudá-los até ao fim, estamos a sair-nos muito bem, como sabem, nas vacinas e terapêuticas”, concluiu. Alguns países europeus têm taxas de mortalidade mais elevadas do que os EUA, mas, em termos do número total de casos, o país liderado por Trump supera os países europeus em conjunto.

    Trump anunciou ainda que o governo vai entregar 125 milhões de máscaras às escolas dos EUA. O magnata tem insistido que todas as escolas devem reabrir no próximo ano letivo para permitir o regresso dos pais ao trabalho.

  • Mais 1.175 mortos e 55.155 infetados no Brasil em 24 horas

    O Brasil registou 1.175 mortos e 55.155 infetados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, estando ainda sob investigação a eventual relação de 3.454 óbitos com a covid-19, informou esta quarta-feira o executivo.

    No total, o país sul-americano contabiliza 104.201 óbitos e 3.164.785 casos confirmados desde o início da pandemia.

    De acordo com o Ministério da Saúde, 555 das 1.175 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas foram incluídas nos dados de hoje, quando a taxa de letalidade da doença no país está fixada em 3,3%.

    Em relação ao número de recuperados, 2.309.477 pacientes conseguiram superar a doença causada pelo novo coronavírus, sendo que 751.107 infetados continuam sob acompanhamento.

    O Brasil, segundo país mais afetado pela pandemia no mundo e com uma população estimada de 210 milhões de pessoas, tem agora uma incidência de 49,6 óbitos e 1.506,0 casos da doença por cada 100 mil habitantes.

    Onze das 27 unidades federativas do país já registaram mais de 100 mil casos confirmados de covid-19 nos seus territórios e 21 já ultrapassaram a barreira das mil vítimas mortais.

    O estado de São Paulo (sudeste) é o foco da pandemia no Brasil, totalizando 655.181 infetados e 25.869 óbitos.

    Seguem-se os estados da Bahia (nordeste), com 203.020 pessoas diagnosticadas com covid-19 e 4.135 mortos, o Ceará (nordeste), que concentra oficialmente 192.422 casos confirmados e 8.052 óbitos, e o Rio de Janeiro (sudeste), que tem hoje 185.610 casos de infeção e 14.295 vítimas mortais.

    Juntou-se esta quarta-feira aos números das vítimas mortais da pandemia a avó de Michelle Bolsonaro, mulher do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que morreu num hospital público onde estava internada desde o início de julho.

    Também o governador do estado brasileiro de São Paulo, João Doria, integrou as estatísticas, após ter anunciado hoje que está infetado pelo novo coronavírus.

    A pandemia de covid-19 já provocou mais de 743 mil mortos e infetou mais de 20,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

    A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

    Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

  • Estado brasileiro do Paraná assina memorando com Rússia para vacina

    O Governo do estado brasileiro do Paraná assinou esta quarta-feira um memorando de entendimento com a Rússia para ampliar a cooperação técnica, transferências de tecnologia e estudos sobre a vacina russa Sputnik V contra a covid-19.

    Segundo o executivo paranaense, o memorando assinado “deixa aberta a possibilidade de realização de testes, produção e distribuição do imunizante” em território brasileiro.

    “A ideia do memorando de entendimento é ampliar a cooperação e estabelecer uma parceria. Estamos a avançar nos acordos para transferência de tecnologia”, afirmou em comunicado o governador do Paraná, Carlos Ratinho Júnior.

    O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será responsável por coordenar os estudos da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo instituto russo Gamaleia.

    É um memorando de entendimento bastante objetivo que visa a troca de tecnologia. Ele não gera obrigações, mas uma nova construção, um entendimento de que podemos trabalhar juntos. Vamos criar um grupo de trabalho para a formação de um protocolo que vai ser submetido às autoridades brasileiras”, afirmou o presidente do Tecpar, Jorge Callado.

    “Neste momento a prioridade é a validação da vacina no país. Dependemos dessa aprovação para os outros encaminhamentos”, acrescentou Callado, frisando que está dado o primeiro passo para a entrada da Sputnik V no Brasil.

    Questionado sobre a colocação de esforços numa vacina em relação à qual a Organização Mundial de Saúde (OMS) se mostra ainda reticente, Jorge Callado afirmou que aguarda a apresentação de comprovações por parte da Rússia, mas que o importante é o Brasil “estar inserido” nas negociações.

    “Quantas mais alternativas, melhor para o país e para o mundo”, indicou o presidente do Tecpar em conferência de imprensa, no final da firmação do memorando, sublinhando que não serão “avançadas etapas” que comprometam a segurança dos cidadãos face à vacina.

    O embaixador russo no Brasil, Sergey Akopov, e o presidente do Fundo de Investimento Direto da Rússia, Kirill Dmitriév, participaram no encontro virtual e referendaram o memorando.

    Assinada a parceria, o próximo passo é a formação de um grupo de trabalho com integrantes do Governo do Paraná e do executivo russo para acompanhar a validação da vacina em território brasileiro.

    Não existe, por enquanto, expectativa ou prazos estabelecidos para o eventual início dos testes. Todo o processo será acompanhado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Brasil e pelo Comité de Ética em Pesquisas, vinculados ao Ministério da Saúde do país sul-americano.

    A vacina contra o SARS CoV-2 desenvolvida pelos cientistas russos chama-se Sputnik V (o V significa “vacina”) em referência ao satélite soviético, o primeiro aparelho espacial a ser lançado para a órbita do planeta Terra, disse na terça-feira o Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

    O chefe de Estado anunciou na terça-feira que a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a registar uma vacina contra o novo coronavírus.

    De acordo com Putin, a vacina russa é “eficaz” e superou todas as provas necessárias assim como permite uma “imunidade estável” face à covid-19.

    O Brasil totaliza 103.026 óbitos e 3.109.630 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia, sendo o segundo país mais atingido pela doença no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

  • Mais 27 casos em Angola e Huíla junta-se às províncias afetadas

    Angola registou 27 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, dos quais um na Huíla, que se tornou assim na 14.ª província angolana afetada pela doença, anunciou o secretário de Estado para a Saúde Pública.

    Segundo Franco Mufinda, que hoje apresentou os dados no balanço epidemiológico diário, além da Huíla, foi diagnosticado mais um caso no Cuanza Norte (município do Cazengo, que se encontra sob cerca sanitária), sendo os restantes 25 de Luanda.

    Os infetados têm entre 1 e 74 anos, sendo 14 de sexo masculino e 13 do sexo feminino.

    Foram também dadas como recuperadas duas pessoas.

    Franco Mufinda apresentou igualmente a distribuição territorial da covid-19 em Angola: Luanda com 1.700 casos está em fase de transmissão comunitária, Cuanza Norte com 18 casos de transmissão local, Zaire com 14 casos, Cabinda com nove, Bengo e Cuanza Sul com cinco casos, Cunene com três casos importados, Benguela com dois importados, e Uíje, Lunda Norte, Malanje, Bié, Moxico e Huíla todos com um caso importado.

    Só quatro províncias não foram ainda afetadas: Namibe, Cuando Cubango, Lunda Sul e Huambo.

    No total, Angola diagnosticou 1.762 infeções, das quais 80 resultaram em óbitos, 577 doentes recuperaram e 1.105 estão em fase ativa da doença, dos quais cinco em estado crítico e 21 em estado grave.

    O secretário de Estado informou ainda que foi realizado um estudo epidemiológico relativo aos cem casos reportados no domingo, 09 de agosto, que conclui que 30 são trabalhadores do ramo petrolífero em regime de rotação das plataformas do Bloco 3.

    Segundo o mesmo responsável foram tomadas medidas de saúde pública com rastreios e testagem, e os infetados já se encontram em Luanda a receber cuidados médicos, estando a ser feito o devido acompanhamento aos contactos destas pessoas.

    Nas próximas 48 horas deverá terminar a retirada dos trabalhadores das plataformas.

    “Estamos a tomar medidas de desinfeção por áreas e substituição da equipa afetada”, acrescentou Franco Mufinda.

  • Padre infetado em Viana do Castelo pede a fiéis para estarem atentos a sintomas

    O pároco da Meadela, em Viana do Castelo, confirmou hoje à Lusa ter testado positivo para o novo coronavírus e pediu aos fiéis que com ele contactaram nos últimos dias para estarem atentos a eventuais sintomas da covid-19.

    “Pedi ao sacerdote que me veio substituir na paróquia e que tem celebrado as missas desde a última sexta-feira para informar as pessoas do que se está a passar comigo, para estarem atentas a eventuais sintomas”, afirmou monsenhor Vasco Vilar.

    O sacerdote de 76 anos que, na terça-feira, viu confirmada a infeção pelo novo coronavírus adiantou que a saúde pública de Viana do Castelo contactou as três pessoas da paróquia por ele indicadas por manterem relações de maior proximidade e que estão, como ele, em confinamento.

    “As pessoas mais próximas de mim foram informadas pelas entidades de saúde pública. Estão todas bem. Eu também estou bem. Até estou intrigado por não ter nenhum sintoma”, declarou.

    Desde 2013 integrada na União de Freguesias de Santa Maria Maior, Monserrate e Miadela.

    Meadela tinha, de acordo com os Censos 2011, 9.782 habitantes.

    “Acredito que tudo vai correr bem, mas é preciso que as pessoas estejam atentas”, alertou, referindo-se à necessidade do rastreio para evitar um surto da doença.

    Vasco Vilar adiantou ter sido contactado, na sexta-feira passada, pelo delegado de saúde de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, após ter sido confirmada a infeção pelo novo coronavírus ao pároco de Ribeirão.

    “Estive com o meu colega em finais de julho e na última sexta-feira fui contactado pelo delegado de saúde pública de Vila Nova de Famalicão e logo que me comunicaram meti-me em casa e pedi a outro padre para assegurar o serviço religioso da paróquia”, explicou o monsenhor.

    Vasco Vilar afirmou que, desde o princípio da pandemia, se preocupou “em cumprir” as normas impostas pelas entidades de saúde e que, após estar curado, vai ser “mais exigente”.

    “A igreja é desinfetada sempre, as pessoas usam máscara, temos gel desinfetante à entrada do templo, e para a comunhão mandei fazer uns acrílicos para não haver contacto com os féis”. especificou.

    Contactada hoje pela Lusa, fonte do Secretariado Diocesano de Viana do Castelo disse tratar-se do primeiro caso de infeção entre sacerdotes, garantindo que os serviços religiosos no distrito de Viana do Castelo “cumprem as normas impostas pelas autoridades de saúde”.

    “A Diocese de Viana do Castelo sempre colaborou com as autoridades de saúde no cumprimento das medidas de prevenção da covid-19 e assim continuará a ser”, salientou a mesma fonte.

    A Diocese de Viana do Castelo, fundada através de uma bula do beato Paulo VI, publicada em 03 de novembro de 1977, abrange os 10 concelhos do Alto Minho.

    A diocese mais jovem do país integra 291 paróquias espalhadas pelos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo e tem cerca de 120 sacerdotes.

  • França com número mais alto de casos desde abril

    A França registou 2.524 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. É o número mais alto de infeções desde 28 de abril, altura em que o país ainda estava em confinamento.

    De acordo com os números oficias do governo francês, o país regista ainda mais 17 mortes por Covid-19.

    Mais de 11.600 casos foram detetados na última semana. O governo francês fala numa “clara deterioração nos últimos dias”.

    Desde o início da pandemia, o país soma 206,696 casos positivos e mais de 30 mil mortes.

  • Espanha regista 1.690 novos casos em 24 horas sem os dados de Madrid

    O Ministério da Saúde espanhol contabilizou hoje mais 3.172 infetados por covid-19 e reportou, nas últimas 24 horas, 1.690 novos casos, sem registar os dados de Madrid, elevando o total de infeções para 329.784 desde o início da pandemia.

    A comunidade de Aragão continua a liderar a lista de mais casos diagnosticados nas últimas 24 horas, com 306 infeções, seguido do País Basco com 268, comunidade que corrigiu os seus dados e eliminou casos duplicados.

    Segue-se a Andaluzia em terceiro lugar, com 202, e a Catalunha (200), de acordo com o último balanço divulgado pela autoridade de Saúde daquele país, segundo noticia a agência EFE.

    A contagem global de hoje regista menos duas mortes face ao dia anterior, agora com um total de 28.579, com 65 destas a terem acontecido na última semana, não se registando as ocorridas em Madrid.

    Das 65 mortes, 23 ocorreram em Aragão, 06 na Andaluzia, 06 na Comunidade Valenciana e Castela e Leão, e 03 na Galiza e Castela-La Mancha.

    Apesar de não ter conseguido lançar toda a informação “devido a problemas técnicos”, a comunidade de Madrid comunicou nas últimas 24 horas 654 novos casos confirmados através de testes PCR, praticamente o dobro dos 324 notificados na terça-feira, e ainda quatro mortes, tal como no dia anterior.

    Com estes dados, o número de infeções detetadas nas últimas 24 horas pelas autoridades de Saúde subiu para 1.690, quase 200 mais que no dia anterior.

    As infeções por covid-19 detetadas por teste PCR nos últimos sete dias aumentaram para 24.524, com a Catalunha a ser a região mais afetada com 4.834, seguida de Aragão (3.356), País Basco (2.235) e Andaluzia (1.862).

    Em sentido contrário estão as comunidades de La Rioja, com 120, Astúrias (160) e Extremadura (191).

    A taxa de incidência (os casos diagnosticados por 100 mil habitantes) é de 52,15 em Espanha, mas continua a ser muito desigual entre as regiões autónomas, variando de 254,38 em Aragão a 1099,14 em Navarra ou 101,23 no País Basco a 15,64 nas Astúrias ou 17,89 na Extremadura.

    Nas duas últimas semanas, os casos subiram para 45.532, o que aumentou a taxa de incidência para 96,82.

    Há ainda 3.908 casos de infetados com sintomas registados na última semana, a maioria deles na Catalunha (995), à frente da Andaluzia (406), Ilhas Baleares (262), Comunidade Valenciana (246) e Aragão (240).

    O número de doentes que foram internados na última semana é agora de 864, face aos 805 registados no balanço de terça-feira, sendo o total desde o início da pandemia de 128.662.

    Aragão surge em primeiro lugar com 225 internamentos nos últimos sete dias, seguido pela Comunidade Valenciana, com 98, e Andaluzia (78).

    Destes, 49 foram internados nos cuidados intensivos na última semana, a maioria na Andaluzia (7), além da Comunidade Valenciana (6) e Navarra e Aragón, ambas com 5, sendo o total 11.912.

    A pandemia de covid-19 já provocou mais de 743 mil mortos e infetou mais de 20,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

  • Madeira com mais um caso de infeção

    A Madeira contabiliza mais uma pessoa infetada com covid-19, elevando para 127 os casos notificados no arquipélago, dos quais 100 estão recuperados, revelou hoje o Instituto de Administração da Saúde (IASAÚDE).

    “Nas últimas 24 horas, há um novo caso positivo a reportar, pelo que a região apresenta agora um total cumulativo de 127 casos confirmados da covid-19”, refere o boletim sobre a situação epidemiológica da covid-19 na Região Autónoma da Madeira.

    O IASAÚDE acrescenta, contudo, haver ainda a reportar “a identificação de mais quatro situações que se encontram em estudo pelas autoridades de saúde”.

    “Tratam-se de quatro viajantes identificados na operação de rastreio em curso no aeroporto da Madeira, que foram submetidos a análises laboratoriais no local”, cujas investigações epidemiológicas estão em curso, acrescenta

    Contabilizando até à data 100 casos recuperados na região, são 27 os casos de infeção ativos, consistindo em 24 casos importados identificados no contexto das atividades de vigilância implementadas no Aeroporto da Madeira e três casos de transmissão local.

    Relativamente ao isolamento dos casos positivos, 23 pessoas cumprem isolamento numa unidade hoteleira dedicada, uma no domicílio respetivo, duas encontram-se hospitalizadas em Unidade de Internamento Polivalente dedicada à covid-19 e uma permanece em Unidade de Cuidados Intensivos dedicada.

    Até hoje, foram contabilizadas na Região Autónoma da Madeira 1.586 notificações de casos suspeitos da covid-19, dos quais 1.459 não se confirmaram.

    À data, 19.478 pessoas estão a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde dos vários concelhos da região, com recurso à aplicação ‘MadeiraSafeToDiscover’, das quais 8.294 estão em vigilância ativa.

    Até ao fim de terça-feira, no laboratório de Patologia Clínica do Serviço Regional de Saúde foram processadas 56.822 amostras para teste de PCR.

    No contexto da operação de rastreio de viajantes nos portos e aeroportos da Madeira e do Porto Santo, há a reportar um total cumulativo de 27.081 colheitas para teste à covid-19 realizadas (até às 17:00 de hoje).

    A pandemia de covid-19 já provocou mais de 743 mil mortos e infetou mais de 20,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

    Em Portugal, morreram 1.764 pessoas das 53.223 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

  • Polónia retira Portugal da "lista negra" de países com restrições de voos

    A Polónia retirou Portugal da “lista negra” de países relativamente aos quais mantém restrições de voos diretos, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, em comunicado.

    O país junta-se à Grécia, à República Checa, à Hungria, a Malta, à Roménia, à Bélgica, aos Países Baixos, à Dinamarca e ao Chipre no levantamento de restrições totais ou parciais à mobilidade de passageiros vindos de Portugal.

    “Estes factos corroboram o reconhecimento da transparência da informação fornecida pelo nosso país relativamente à evolução da situação epidemiológica, bem como da evidência da capacidade de resposta do nosso Serviço Nacional de Saúde, que em nenhum momento deixou de garantir acompanhamento às pessoas infetadas com Covid-19”, frisa o Ministério. A decisão da Polónia é ainda, refere o comunicado, o reconhecimento da “evolução positiva da situação epidemiológica em Portugal, nomeadamente a capacidade para testar em larga escala, detetar os casos positivos, controlar a sua transmissão e tratálos da forma mais adequada”.

  • Moçambique regista mais dois óbitos e sobe total de infeções para 2.559

    Moçambique registou, nas últimas 24 horas, mais dois óbitos pelo novo coronavírus, elevando o total de vítimas mortais para 19, num dia em que o número de casos subiu para 2.559, anunciou o Ministério da Saúde.

    A primeira vítima, de 34 anos, de nacionalidade moçambicana, deu entrada no Hospital Provincial de Chimoio, em Manica, centro do país, no dia 05, “com um quadro de doença crónica grave e perdeu a vida em menos de 24 horas de internamento”, referiu um comunicado do ministério.

    “A amostra para a realização do teste para o novo coronavírus foi colhida no dia da admissão e o resultado positivo foi confirmado no dia 10”, acrescentou a nota.

    A segunda vítima, também de nacionalidade moçambicana, de 75 anos, deu entrada num hospital privado da cidade de Maputo em 28 de julho, “com um quadro de doença crónica e doença respiratória grave”, tendo sido feito o teste para a covid-19 no mesmo dia e o resultado foi conhecido em 07 de agosto.

    “No dia 09 foi transferido para o Hospital da Polana Caniço em Maputo, mas o seu quadro de doença manteve-se grave e foi declarado óbito na manhã de hoje”, detalhou o comunicado do Ministério da Saúde.

    As duas mortes são anunciadas num dia em que foram registados mais 78 casos positivos de covid-19, elevando o total para 2.559, dos quais 2.371 são de transmissão local e 188 são importados.

    “Dos 78 novos casos, 77 são de indivíduos de nacionalidade moçambicana e um é de nacionalidade portuguesa”, indicou o Ministério da Saúde.

    Os casos hoje reportados, entre os quais dois menores de 5 anos, encontram-se em isolamento domiciliar e, neste momento, decorre o processo de identificação dos seus contactos, acrescentou o comunicado.

    As autoridades de saúde indicam ainda que há 14 pessoas internadas e 951 dadas como recuperadas da covid-19.

    Dos casos ativos em Moçambique, a cidade de Maputo, capital do país, regista o maior número, com 571 infeções, seguida da província de Maputo, com 348 casos, ambas do sul do país.

    Desde o anúncio do primeiro caso de covid-19 em Moçambique, em 22 de março, o país realizou 72.461 testes de casos suspeitos, tendo rastreado mais de 1,7 milhões de pessoas.

    Foram colocadas em quarentena domiciliária 27.125 pessoas suspeitas de covid-19 e 3.807 continuam a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde.

  • Mora prolonga fecho de serviços até segunda-feira devido a surto na vila

    A Câmara de Mora, no distrito de Évora, decidiu prolongar o encerramento dos serviços municipais, pelo menos, até segunda-feira, por precaução, devido ao surto de covid-19 detetado na vila, anunciou hoje a autarquia.

    Num despacho divulgado na página de Internet do município, o presidente da autarquia, Luís Simão, determinou o encerramento ao público, até segunda-feira, do edifício dos Paços do Concelho, Oficina da Criança, Casa da Cultura e dos equipamentos desportivos.

    Contactado pela agência Lusa, o autarca de Mora explicou que o prolongamento do fecho dos serviços municipais, que estão de portas fechadas desde segunda-feira, visa “evitar os ajuntamentos e reduzir ao máximo os contactos” entre a população.

    Segundo o presidente do município, a medida vai vigorar, pelo menos, até segunda-feira, dia que será feita uma reavaliação da situação epidemiológica do concelho e tomada uma decisão sobre a reabertura dos serviços.

    Questionado pela Lusa sobre os dados mais recentes do surto, Luís Simão indicou que o município ainda não obteve hoje informação sobre os resultados dos testes realizados na terça-feira, dia em que estavam confirmados 11 casos positivos.

    “Ainda não tive qualquer informação oficial, mas estou à esperar de a receber a qualquer momento”, realçou, adiantando que foram feitos hoje cerca de 60 testes na comunidade e que para quinta-feira estão previstos mais, sem precisar o número.

    O autarca notou que o Plano Municipal de Emergência já foi ativado, na sequência de uma reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, realizada na terça-feira, para lidar com o surto de covid-19 na vila.

    “Significa que a câmara, como entidade máxima na área da Proteção Civil no concelho, fica com mais poderes para poder intervir na comunidade, por exemplo, para reduzir o horário de funcionamento de estabelecimentos ou, em caso de necessidade, ordenar o seu encerramento”, acrescentou.

    O Centro de Atividades de Tempos Livres de Mora e, pelo menos, um restaurante da vila também encerraram temporariamente, por precaução.

  • Galiza. Proibido fumar na rua e nas esplanadas sem distanciamento

    O governo regional da Galiza anunciou esta quarta-feira que vai passar a ser proibido fumar nas ruas ou nas esplanadas desta região espanhola se não estiver assegurado o devido distanciamento social.

    A medida foi recomendada pelo comité médico de especialistas de prevenção da Covid-19 e entra em vigor já amanhã. A entidade alerta que o fumo do tabaco representa um alto risco para a disseminação da doença.

    “Vários membros do comité clínico concordaram que fumar sem qualquer limitação, seja numa esplanada, com pessoas próximas, ou em áreas com grande afluência de cidadãos, sem qualquer distância de segurança, representa um alto risco de contaminação”, explica o presidente do governo regional da Galiza, Alberto Nuñez Feijóo.

    Esta é a primeira vez que uma comunidade autónoma adopta uma medida com estas características.

  • Brasil receberá 15 milhões de doses da vacina Coronavac até ao fim do ano

    O estado brasileiro de São Paulo vai receber 15 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus que está a ser desenvolvida pelo laboratório chinês Sinotec, chamada Coronavac, revelou esta quarta-feira o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

    Tenho enfatizado que a vacina estará disponível aqui no Butantan já em outubro. Em outubro receberemos cinco milhões de doses, em novembro mais cinco milhões de doses, e em dezembro mais cinco milhões de doses”, disse Dimas Covas, ao canal brasileiro de televisão GloboNews.

    “Essas doses já estão sendo produzidas lá na China e, portanto, no final deste ano teremos 15 milhões de doses disponíveis”, acrescentou.

    O Instituto Butantan, organização científica vinculada ao Governo regional de São Paulo que produz milhares de vacinas aplicadas em toda a população do país, firmou uma parceria com a Sinovac para testar a Coronavac num acordo que inclui também a transferência de tecnologia e produção do medicamento caso a sua eficácia seja comprovada.

    A disponibilização desta vacina à população depende ainda da divulgação dos resultados dos testes clínicos, que já estão no terceiro e último estágio, e da sua aprovação junto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão de controlo do Governo brasileiro.

    Segundo Dimas Covas, as vacinas que o país receberá serão entregues ao Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde.

    “Eu sou otimista, mas otimista com base nos dados, nos factos (…) É uma perspetiva que tem uma enorme chance de acontecer e a partir de janeiro nós termos essa vacina disponível”, afirmou Dimas Covas.

    O Brasil também participa do programa de testes de um imunizante contra a covid-19 desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca. Também estão em testes no país duas opções de vacina desenvolvidas pelas empresas BioNTech e Pfizer.

    Na terça-feira, o Governo russo informou o registo de uma vacina contra a covid-19 chamada Sputnik V, desenvolvida no país europeu.

    No mesmo dia, o Governo regional do estado brasileiro do Paraná, localizado na região sul, anunciou que está a negociar uma parceria para testar e fabricar a vacina russa caso a mesma comprove a sua eficácia e seja autorizada pelos órgãos reguladores e de controlo sanitário do país.

    O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados e de mortos (mais de 3,1 milhões de casos e 103.026 óbitos), depois dos Estados Unidos da América.

  • Circos afirmam-se "marginalizados" dos apoios à Cultura

    A Associação Portuguesa dos Empresários e Artistas de Circo (APEAC) afirma-se “marginalizada” dos apoios à cultura e contesta o decreto-lei que regula os apoios às artes visuais e performativas, que contempla apenas o circo contemporâneo.

    O circo tradicional é apresentado por cerca de 30 companhias, na sua maioria de estrutura familiar, e “mais de 200 artistas”, segundo a APEAC.

    Em declarações à agência Lusa, Carlos Carvalho, da direção da APEAC, disse que os circos “vivem tempos de grandes dificuldade e aflição” e que apenas cerca de seis companhias circenses terão retomado a atividade, de forma condicionada, devido às regras da Direção-Geral da Saúde para combate à covid-19.

    A APEAC “não tem estado parada e já [se reuniu] com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) e a ministra da Cultura, Graça Fonseca”.

    A reunião com ANMP foi no sentido de “sensibilizar” os municípios para facilitarem o licenciamento dos circos e permitir a sua atividade. Segundo a associação, o licenciamento dos circo é normalmente no departamento de obras, uma situação que gostavam de ver alterada, preferindo que fosse através do de cultura.

    O responsável associativo lamentou ainda que “haja municípios que, contrariando a Constituição, não autorizam circos no concelho”.

    A APEAC quer ainda legislação sobre as taxas a pagar pelo licenciamento, de modo a este não ser arbitrário.

    Na reunião, em maio último, com Graça Fonseca, a APEAC voltou a apelar à alteração da nomenclatura, na lei dos apoios financeiros, de “circo contemporâneo” para “circo”, apenas, o que permitiria ao circo tradicional candidatar-se aos apoios da Direção-Geral das Artes.

    Outra reivindicação da associação é que não quer ficar de fora do debate institucional sobre o “estatuto do artista”.

    Questionado pela Lusa, o Ministério da Cultura esclareceu que “os compromissos assumidos pela ministra, no âmbito do novo ciclo de apoio sustentado às artes, serão mantidos e que, até ao final do ano, serão ouvidas as entidades representativas de todos profissionais abrangidos pelo estatuto do artista, incluindo naturalmente os do circo”.

    Carlos Carvalho referiu que os artistas circenses portugueses já receberam diversos prémios internacionais, realçando-se os nove “Clowns” de ouro, prata e bronze, no Festival Internacional de Circo de Monte Carlos, além dos galardões conquistados em festivais russos, chineses, italianos, ucranianos, espanhóis, húngaros e franceses.

    “Este é um caso declarado de xenofobia cultural”, disse Carlos Carvalho, referindo que “é um pena os artistas portugueses terem de deixar de trabalhar em Portugal e serem obrigados a emigrar para países, onde têm melhores condições financeiras e de trabalho”.

  • Reino Unido regista mais 77 mortos e 1.009 infetados

    O Reino Unido registou mais 77 mortos da doença Covid-19 e mais 1.009 infetados nas últimas 24 horas, anunciaram hoje as autoridades britânicas.

    Os dados dizem respeito a mortes e casos confirmados por teste em hospitais, lares de idosos e na comunidade em geral, incluindo em residências particulares.

    As autoridades invocaram “dificuldades técnicas” para não atualizarem hoje o número oficial de mortes na terça-feira, mas tinha identificado 1.148 novas infeções, o valor mais alto desde finais de junho.

    O balanço oficial acumulado passa assim a ser de 46.706 mortes e 313.798 casos de infeção desde o início da pandemia, mas estatísticas oficiais contabilizaram pelo menos 56.800 mortes no Reino Unido resultantes do coronavírus, incluindo os casos suspeitos nos quais o SARS-CoV-2 foi mencionado na certidão de óbito.

    O Reino Unido é o país com europeu com maior número de mortes e o terceiro no mundo, atrás dos EUA (164.545 mortes e mais de 5,1 milhões casos de infeção e Brasil (103.026 mortos, mais de 3,1 milhões de casos).

  • Brasil. Governador de São Paulo testa positivo

    O governador de São Paulo, João Doria, disse esta quarta-feira, no Twitter, que testou positivo para a Covid-19. Segundo a Globo, é o 11.º governador a ficar infetado.

    João Doria adiantou que está sem sintomas e que vai continuar a trabalhar a partir de casa.

  • Equipas multidisciplinares já contactaram mais de 2.600 pessoas no concelho de Sintra

    Mais de 2.600 pessoas já foram contactadas pelas equipas multidisciplinares de Sintra que apoiam os casos ativos de Covid-19 no concelho e realizaram desde o início de julho quase mil visitas a agregados familiares, anunciou esta quarta-feira o município.

    Covid-19. Equipas multidisciplinares já contactaram mais de 2.600 pessoas no concelho de Sintra

  • Turismo do Algarve reitera segurança da região junto do Reino Unido

    A Associação Turismo do Algarve (ATA) vai reforçar a mensagem de que a região é um destino seguro junto do Reino Unido, através de uma campanha publicitária que será emitida na estação de televisão Channel 5, foi hoje anunciado.

    De 20 de agosto até ao final de outubro, este canal de entretenimento de grande audiência no Reino Unido irá transmitir um vídeo promocional do Algarve, com a duração de 50 segundos, que será exibido cerca de 38 vezes por semana e resultará numa exposição de 175 mil visualizações semanais”, avança a ATA, em comunicado de imprensa.

    O objetivo é que sejam levantadas as restrições impostas aos viajantes que cheguem ao Reino Unido a partir de Portugal, devido à pandemia de Covid-19, sublinha a associação.

    João Fernandes acredita que a campanha “terá um impacto significativo” e que o “Reino Unido irá alterar a sua decisão muito em breve”, permitindo ao Algarve a recuperação do “principal mercado emissor de turistas”.

    Além de promover a notoriedade do Algarve enquanto destino seguro, a exibição deste vídeo terá também associada uma vertente de competição, que irá permitir aos espetadores participarem num sorteio e habilitarem-se a ganhar uma estadia de 7 noites na região para duas pessoas, num hotel de cinco estrelas. Este prémio será válido até ao final do verão de 2021”, lê-se na mesma nota.

  • Avó da primeira-dama do Brasil morre vítima do novo coronavírus

    A avó de Michelle Bolsonaro, mulher do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, morreu hoje num hospital público onde estava internada desde 1.º de julho, vítima da Covid-19.

    Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 81 anos, avó materna da primeira-dama, morreu no Hospital Regional de Ceilândia, cidade vizinha de Brasília e, segundo os médicos que a atenderam, usava aparelhos para auxiliá-la a respirar há cerca de duas semanas e, embora apresentasse algumas melhorias nos últimos dias.

    A própria primeira-dama, Michelle Bolsonaro, de 38 anos, está em isolamento social após testar positivo para Covid-19 a 30 de julho, poucos dias depois que seu marido anunciou estar recuperado da mesma doença.

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