Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    Israel diz ter atingido mais de 450 alvos em Gaza nas últimas 24 horas

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Vídeos nas redes sociais mostram dezenas de homens despidos controlados por soldados israelitas em Gaza

    EMANUEL FABIAN/X/TWITTER

    Fotografias e vídeos que mostram dezenas de homens despidos controlados por soldados israelitas em Gaza estão a ser amplamente divulgados nas redes sociais e em meios de comunicação israelitas, não sendo possível identificar a data, local ou se as pessoas nas fotografias são civis ou do Hamas.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) não comentaram as imagens, sendo que algumas delas aparentam ter sido tiradas a partir de um veículo do exército israelita, nota o The Telegraph.

    Num dos vídeos, um grupo de homens vendados é visto ajoelhado no chão com as mãos atadas atrás das costas enquanto soldados do exército israelita os observam. Noutro vídeo, um grupo é visto a ser transportado na parte de trás de um veículo militar israelita.

    Confrontado com as imagens, o porta-voz das IDF, Daniel Hagari não respondeu diretamente, escreve o New York Times. Outro porta-voz militar, o major Nir Dinar, acrescentou que os militares não tinham divulgado as imagens e que não sabiam quando, ou se, os soldados israelitas as tinham captado, reporta o jornal norte-americano.

    Alguns meios de comunicação social israelitas avançam que os homens subordinados nas imagens são combatentes do Hamas que se renderam. Mas jornalistas do The New Arab dizem reconhecer um jornalista da equipa e respetiva família nas imagens dos detidos, reporta o The Telegraph.

  • Governo israelita afasta abertura de segunda passagem para Gaza pedida pela Organização das Nações Unidas

    Israel descartou hoje a ideia de reabrir totalmente um segundo ponto de passagem para a Faixa de Gaza, após declarações do chefe humanitário da ONU de “sinais promissores” nesse sentido, adiantou fonte do Governo israelita.

    Foi através do posto de controlo Kerem Shalom, entre Israel e a Faixa de Gaza, que 60% das mercadorias que entram neste território palestiniano passaram, antes da guerra entre Israel e o Hamas.

    A abertura desta passagem, que se juntaria à de Rafah, na fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza, “mudaria a própria natureza do acesso à ajuda humanitária” de que este enclave necessita desesperadamente, sublinhou hoje o chefe das operações humanitárias da ONU, Martin Griffiths, durante uma conferência de imprensa.

  • Cameron e Blinken reafirmam apoio a Israel mas deixam aviso: deve-se fazer "tudo o que se puder" para proteger os civis

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, David Cameron, e o secretário de Estados dos EUA, Antony Blinken, realizaram há instantes uma conferência de imprensa em Washington DC, em que reiteraram o apoio a Israel, sublinhando que o país deveria fazer “tudo o que puder” para proteger os civis.

    Cameron apelou ainda à libertação dos reféns em Gaza, justificando que “não há justificação” para que estes se mantenham detidos. Quanto ao futuro do conflito, o diplomata britânico diz ser altura de se falar sobre a introdução de ajuda em Gaza.

  • EUA sancionam pessoas acusadas de financiar rebeldes Huthis

    Os Estados Unidos sancionaram hoje 13 indivíduos e entidades acusados de transferir divisas provenientes da venda de produtos iranianos para os rebeldes Huthi do Iémen, responsáveis pelos ataques contra Israel.

    De acordo com o Departamento de Tesouro dos EUA, estes fundos foram gerados “através da venda e envio de produtos iranianos” e transferidos para os Huthis no Iémen “com o apoio do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica” e “através de uma rede complexa de casas de câmbio e de empresas em múltiplas jurisdições”.

    Os Huthis — que controlam a capital do Iémen, Sana – fazem parte do que descrevem como o “eixo da resistência”, com grupos apoiados pelo Irão, como o movimento islamita palestiniano Hamas ou o Hezbollah libanês.

  • Moçambique estará do “lado mais correto” do “cessar-fogo e da paz” em Israel

    A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicana, Verónica Macamo, assegurou hoje que Moçambique “estará do lado mais correto” da guerra em Gaza, posicionando-se em defesa de um “cessar-fogo” e da “paz”, além da solução de dois Estados.

    Questionada pela Lusa sobre se Moçambique apoiará o apelo a um cessar-fogo lançado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, numa carta endereçada ao Conselho de Segurança, Verónica Macamo argumentou que o seu país tem plena consciência da importância da paz e, por isso, apoiará o “lado que efetivamente permita um cessar-fogo naquele local”.

    “Estamos neste momento ainda a ver a carta [enviado por Guterres ao Conselho de Segurança], ainda não me posso pronunciar sobre ela, mas seguramente Moçambique estará do lado mais correto, que é o lado que efetivamente permita que haja um cessar-fogo naquele local e que haja paz”, disse.

  • EUA não deram “um prazo concreto” a Israel para terminar grandes operações militares: “Esse não é o nosso papel. É a guerra deles"

    O conselheiro adjunto para a segurança nacional, John Finer, garantiu hoje que os EUA não deram “um prazo concreto” a Israel para que este termine as operações militares em Gaza.

    “Esse não é naturalmente o nosso papel. É a guerra deles”, declarou durante o Fórum de Segurança de Aspen, citado pela Al Jazeera, reagindo assim às notícias que davam conta que a Casa Branca esperava que as grandes operações do exército de Telavive terminassem até janeiro.

    Ainda assim, tal não quer dizer que os EUA não procurem acompanhar e influenciar o decorrer do conflito: “Temos influência, mesmo que não tenhamos o controlo final sobre o que se passa no terreno em Gaza. Estamos a tentar usar a nossa influência para direcionarmos o conflito da forma mais construtiva possível, naquilo que é a nossa visão”.

  • Hamas confirma “ferozes batalhas” em várias zonas da Faixa de Gaza

    O movimento islamita palestiniano Hamas afirmou hoje que os seus combatentes estão envolvidos em “ferozes batalhas” contra as tropas israelitas estacionadas em diversas zonas da Faixa de Gaza, incluindo no sul do enclave.

    “A resistência está envolvida em ferozes batalhas com as forças de ocupação que entraram em Gaza por várias frentes”, declarou Osama Hamdan, um alto responsável do Hamas citado pela cadeia televisiva árabe Al Jazeera, referindo ainda que a milícia palestiniana está a resistir “com todas as suas forças e capacidades”.

    Hamdan assegurou que os números de baixas confirmadas pelas autoridades de Israel “não refletem a realidade”, com a milícia palestiniana a reivindicar um número muito superior de baixas nas fileiras do Exército israelita.

  • TPI adverte que bloqueio da ajuda pode ser crime de guerra

    O Procurador-Geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, advertiu hoje que impedir intencionalmente a chegada de ajuda humanitária a civis pode constituir crime de guerra ao abrigo do Estatuto de Roma, aludindo ao conflito entre Israel e Hamas.

    “Sublinhei o imperativo de permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza imediatamente e em grande escala”, afirmou Khan numa declaração na respetiva conta pessoal na rede social X (ex-Twitter).

    Na declaração, Khan também aludiu à decisão do secretário-geral da ONU, António Guterres, de invocar o artigo 99.º da Carta das Nações Unidas para instar o Conselho de Segurança a “evitar uma catástrofe humanitária”.

  • Biden e Netanyahu falaram ao telefone

    O Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, falaram hoje por telefone, informou a Casa Branca, avançam vários meios internacionais. É esperada uma declaração mais tarde.

    Os EUA têm demonstrado um apoio generalizado a Israel desde os ataques do Hamas a 7 de outubro, mas têm instado Telavive a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para limitar a morte de civis em Gaza.

  • Diretor da OMS diz que cerco ao hospital no norte de Gaza é "extremamente preocupante"

    O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) descreveu como “extremamente preocupantes” as notícias de que o hospital de Al-Awda, no norte de Gaza, está a ser cercado.

    Na quarta-feira, um porta-voz do hospital disse que as instalações estavam “cercadas” pelas forças israelitas, acrescentando que 95 funcionários e 38 pacientes ainda estavam dentro do hospital.

    O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou na rede social X que os doentes e o pessoal de saúde que ainda se encontram no hospital devem ser protegidos.

  • Filho de ministro israelita foi morto em Gaza, anunciam forças israelitas

    Gal Meir Eisenkot, filho do ministro do Governo israelita Gadi Eisenkot, foi morto no norte de Gaza, anunciaram as Forças de Defesa de Israel esta quinta-feira. Cerca de 90 soldados israelitas foram mortos desde o início da ofensiva terrestre de Israel em Gaza.

  • Israel "deve comportar-se de forma diferente" no sul de Gaza, diz David Cameron

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, David Cameron, diz que Israel deve “comportar-se de forma diferente” no sul de Gaza.

    Em entrevista à CNN, Cameron disse que Israel “não pode repetir no sul o que aconteceu no norte em termos de danos causados a civis”.

    “Em última análise, a segurança a longo prazo de Israel depende não só da sua própria força armada e da sua fortaleza, mas também da possibilidade de os palestinianos viverem em paz e em segurança”.

  • Conselho de Segurança da ONU reúne-se sexta-feira após apelo inédito de Guterres

    O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na sexta-feira na sequência do apelo inédito feito pelo secretário-geral da organização, António Guterres, que invocou o artigo 99.º da Carta das Nações Unidas para pedir um cessar-fogo em Gaza.

    A informação foi hoje confirmada pelo Equador, país que preside este mês ao Conselho de Segurança da ONU, indicando que a reunião está agendada para as 10h locais (15h em Lisboa).

    Pela primeira vez desde que assumiu a liderança das Nações Unidas, em 2017, António Guterres invocou na quarta-feira o artigo 99.º da Carta das Nações Unidas, o instrumento diplomático mais poderoso à disposição de um secretário-geral da ONU. Guterres enviou uma carta inédita ao Conselho de Segurança da ONU, apelando ao órgão para que “pressione para evitar uma catástrofe humanitária” em Gaza, reiterando os seus apelos por um cessar-fogo que trave “implicações potencialmente irreversíveis” para os palestinianos.

  • Israel “transformará Beirute e Líbano em Gaza” se Hezbollah entrar numa “guerra total”

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, advertiu hoje que, se o grupo xiita libanês Hezbollah “decidir entrar numa guerra total”, Israel fará com que “Beirute e o sul do Líbano” se pareçam com “Gaza e Khan Younis”.

    Continua o fogo cruzado entre Israel e as milícias em território libanês que provocou hoje à tarde a morte de um civil israelita de 60 anos, vítima de um míssil antitanque.

    Netanyahu acrescentou que a vontade de Israel é “restaurar a segurança” na fronteira norte com o Líbano e pediu aos inimigos de Israel “que tenham cuidado e que prestem atenção”.

    Até agora, e no âmbito das atuais tensões, foram mortas cerca de 123 pessoas: 11 em Israel – sete soldados e quatro civis – e pelo menos 112 no Líbano, incluindo 81 membros do Hezbollah, 12 membros das milícias palestinianas, dois soldados e 17 civis, incluindo três jornalistas e três crianças.

    A vaga de violência forçou a deslocação de cerca de 55.000 pessoas no Líbano.

  • ONU diz que o que se passa no sul de Gaza é "oportunismo humanitário"

    Martin Griffiths, chefe da ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), diz que o que está acontecer na Faixa de Gaza não pode continuar a ser apelidado de operação de ajuda humanitária, mas sim de “oportunismo humanitário”, já que o ritmo do ataque militar israelita junto ao posto fronteiriço de Rafah, com o Egipto, impediu uma resposta global de ajuda.

    “O que temos neste momento em Gaza… é, na melhor das hipóteses, oportunismo humanitário”, disse, citado pela Aljazeera.

  • Irão acusa Ocidente de apoiar "genocídio" de Israel na Faixa de Gaza

    O presidente do Irão acusa o Ocidente de apoiar o “genocídio” de Israel na Faixa de Gaza.

    De acordo com a Reuters Ebrahim Raisi, que está de visita a Moscovo, defendeu um cessar-fogo na Faixa de Gaza e lamentou que as organizações internacionais não tenham sido capazes de parar com a violência na região.

    Atenta a agência noticiosa que no discurso de abertura transmitido pela televisão, nenhum dos dois líderes, Raisi e Vladimir Putin, se referiu à crescente cooperação militar entre os seus países – uma fonte de preocupação para os Estados Unidos, que dizem que o Irão está a fornecer armas à Rússia para serem utilizadas contra a Ucrânia.

  • Israel poderá abrir mais um posto fronteiriço na Faixa de Gaza em breve

    Israel poderá abrir em breve o posto fronteiriço de Kerem Shalom, na Faixa de Gaza, para permitir uma mais rápida inspeção dos camiões que entram com ajuda humanitária no território.

    A informação é avançada pelo The Guardian, que cita como fonte o militar israelita Elad Goren, da estrutura do governo responsável pelas relações com os palestinianos.

    Segundo aquele jornal, Israel tem vindo a ser pressionado pelos países ocidentais no sentido de abrir aquele posto fronteiriço (também situado a sul da Faixa de Gaza, na fronteira com o Egipto).

    Até agora, o posto de Rafah tem sido o único a permitir a entrada de ajuda humanitária e a saída de refugiados.

    Segundo Elad Goren, não há ainda uma data para a possível abertura do posto de Kerem Shalom — e, caso seja mesmo aberto, não será destinado a permitir a entrada de mais ajuda humanitária, mas sim a aumentar a capacidade de inspeção dos camiões.

  • Israel diz que civil morreu em ataque do Hezbollah

    As autoridades israelitas denunciaram que um civil morreu num ataque dos combatentes do Hezbollah a partir do Líbano, noticiou o The Guardian, citando o Channel 13 israelita.

    O serviço de ambulâncias relatou, entretanto, a morte de um homem de 60 anos na localidade israelita de Fassuta, muito próxima da fronteira com o Líbano.

  • Organizações pedem investigação sobre morte de jornalista no sul do Líbano

    As organizações Amnistia Internacional e Human Rights Watch consideram que os bombardeamentos israelitas que mataram um jornalista e feriram outros seis no dia 13 de outubro, no sul do Líbano, devem ser investigados como “crime de guerra”.

    No dia 13 de outubro, Issam Abdallah, um jornalista da agência Reuters, foi morto em ataques no sul do Líbano que também feriram seis repórteres – dois da Reuters, dois do canal do Qatar Al Jazeera e outros dois da agência France Presse, incluindo a fotógrafa Christina Assi que ficou gravemente ferida e que ainda se encontra hospitalizada.

    Entretanto, uma investigação da France Presse publicada hoje sobre os mesmos factos indica que os jornalistas foram atingidos por um projétil disparado por um carro de combate israelita.

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