Histórico de atualizações
  • Por hoje é tudo. Obrigado por ter seguido o Observador no acompanhamento em direto das audições de Robert Mueller no Congresso norte-americano. Até à próxima.

  • Acabaram as audições de Mueller no Congresso

    Robert Mueller terminou a sua segunda audição no Congresso norte-americano. Excluindo pequenas pausas e um intervalo maior entre as duas audições (mas não de muitos minutos), falou durante cerca de seis horas e meia.

  • Trump mostrou-se credível? "Não posso responder a essa questão"

    Robert Mueller voltou a ser confrontado com o testemunho de Trump, enviado aos investigadores por escrito. Questionado se algumas das suas respostas “incompletas” estavam relacionadas com um projeto de construção em Moscovo, afirmou: “Sim”. Face às insuficiências das respostas, foram enviadas novas perguntas. O Presidente respondeu? “Não”. As suas respostas estavam em contradição com outras provas reunidas durante a investigação, correto? “Sim”.

    Instado a responder se o presidente norte-americano mostrou-se credível no testemunho, o antigo procurador especial de justiça afirmou: “Não posso responder a essa questão”. Mas as respostas mostram que nem sempre disse a verdade? “Diria… geralmente sim”. Então, porque é que não forçou uma audição presidencial de Donald Trump? Mueller explicou: o tempo de litigância jurídica não permitia essa opção e, no balanço entre as provas já reunidas, o valor da entrevista e o tempo que demoraria a obter o depoimento, entendeu-se que seria melhor não prolongar em demasia a investigação.

  • Russos querem interferir na "próxima campanha" eleitoral, as presidenciais de 2020

    Questionado se achava que a interferência russa nas presidenciais de 2016 tinha sido uma “tentativa única” de envolvimento em eleições norte-americanas ou se poderia ser repetida, Robert Mueller afirmou: “Oh, não foi uma tentativa única. Estão a fazê-lo enquanto estamos aqui sentados e esperam fazê-lo durante a próxima campanha”.

  • Declaração oficial de Jay Sekulow, conselheiro legal de Trump

  • Donald Trump terá passado de um estado de irritação para um estado de grande satisfação com aquilo que ouviu na primeira audição de Robert Mueller no Congresso, afirmam fontes próximas do Presidente citadas pela CNN.

    Trump acreditará que as declarações proferidas esta quarta-feira pelo antigo procurador especial de Justiça lhe são favoráveis, na medida em que não terão fornecido maior força ao Partido Democrata para avançar com um processo de impeachment (destituição por falha grave e incumprimento da lei no exercício de funções).

  • Questionado sobre se o apreço de Trump pela WikiLeaks, traduzido em frases como “caramba, adoro ler aquelas coisas da Wikileaks”, era “problemático”, Mueller afirmou: “Problemático é um euferismo, dado aquilo que representa em termos de dar esperança ou força ao que é e deveria ser atividade ilegal”.

  • Círculo de Trump denunciou oferta russa ao FBI? "Creio que não"

    A democrata Terri Sewell recordou o momento em que Donald Trump Jr., filho do então candidato presidencial, recebeu a notícia de que elementos russos teriam informação comprometedora sobre Hillary Clinton e estariam na disposição de “ajudar”. A resposta foi “adoro” — e elementos próximos de Trump ainda marcaram uma reunião com as tais fontes russas, mas acabou por ser “uma perda de tempo”.

    Sewell perguntou a Mueller: “Alguém na campanha de Trump alguma vez falou ao FBI dessa oferta, daquilo que sabe?”. A resposta do antigo procurador-especial de justiça: “Creio que não”. Apercebendo-se que Sewell prosseguiria, acrescentou: “Vou… vou… [o que disse] é tudo o que vou dizer sobre este aspeto”.

  • Mueller: "Investigação não foi caça às bruxas"

    Mueller insiste na defesa da sua investigação, garantindo que não se tratou de uma “caça às bruxas”. Questionado sobre quem a campanha russa de desinformação nas redes sociais pretendia beneficiar nas presidenciais norte-americanas, se Donald Trump ou Hillary Clinton, respondeu contundente: “Donald Trump”. Logo a seguir, acrescentou: “Embora tenha havido momentos nos quais Hillary Clinton foi sujeita ao mesmo comportamento”.

  • Depois de terminada a primeira audição — no Comité Judicial —, já começou a segunda audição de Robert Mueller no Congresso, no Comité de Serviços Secretos da Câmara.

    Ao todo, Mueller já se esquivou a perguntas por mais de 100 vezes, segundo a CNN — dividindo-se, maioritariamente, entre preferir não responder, dizer que precisaria de verificar informação para estar em condições de responder e remeter respostas para o relatório produzido pela sua equipa de investigação.

  • Recomendaria o impeachment? "Não vou falar desse assunto"

    Sobre impeachment, isto é, destituição devido a ação governativo especialmente perniciosa e indiciadora de crimes, Mueller pouco diz. Instado a confirmar se o relatório não recomenda o “impeachment”, algo que críticos de Trump leram na mensagem de que o presidente norte-americano poderia ser acusado caso deixasse as funções, o antigo procurador-especial de Justiça respondeu: “Não vou falar de recomendações”. Mas houve insistência: “O relatório não conclui que o impeachment seria apropriado neste caso, certo?” Mueller respondeu: “Não vou falar desse assunto”.

  • Mueller: "Nunca me aconteceu perguntar a alguém afiliação política"

    Insistentemente acusado por congressistas do Partido Republicano de ter contratado investigadores imparciais relativamente a Donald Trump — isto é, opositores do presidente norte-americano —, Robert Mueller afirmou: “Ando neste ramo há quase 25 anos. Nesses 25 anos, nunca me aconteceu perguntar a alguém a sua afiliação política. Não é algo que seja feito. Aquilo que me importa é a capacidade da pessoa fazer o trabalho, fazer o trabalho rapidamente, com seriedade e com integridade”.

  • O Partido Republicano acusa agora Mueller de ter sido parcial na seleção de informação enviesada em que suportou o relatório. Terá citado o The New York Times e o Washington Post muito mais vezes do que aquelas que citou a Fox News. “Tenho de dizer, parece que o II volume consiste mais em histórias vomitadas da imprensa”. Mueller reage com alguma incredulidade.

  • Trump não foi acusado de obstrução à justiça por não se poder acusar presidente em funções

    “Porque é que não acusou Donald Trump de obstrução à Justiça”, insiste Ted Lieu, do Partido Democrata. “É por causa da opinião da OLC [divisão do Departamento de Justiça dos EUA] que não pode acusar um presidente em funções, correto?” A resposta? “Correto”. Logo a seguir, atenuou a resposta: disse que não subscreve necessariamente que as acusações que o relatório faz a Trump sejam suficientes para o acusar de um crime. Mas também não refuta a teoria.

  • Mais fotografias da audição a Mueller

  • Donald Trump cita análises de comentadores da Fox News a audição

    O presidente norte-americano continua em “liveblog”, agora citando os comentadores da Fox News que seguem a audição de Mueller em direto:

  • O momento em que Robert Mueller foi atacado por ter tido na sua equipa de investigação elementos parciais em relação a Donald Trump (isto é, críticos opositores do presidente norte-americano):

  • Mueller e a obstrução à Justiça: mais uma vez, "nim"

    Hakeem Jeffries, do partido Democrata, tenta colar os três elementos que consubstanciam crime de obstrução à Justiça à ação de Donald Trump descrita no relatório da equipa de investigação de Mueller. O antigo procurador-especial mantém-se cauteloso, hesitante e evasivo: vai remetendo as suas posições para o relatório e não acrescenta muito mais. Eis a sua declaração neste caso:

    “Não subscrevo necessariamente a maneira como analisa essa questão. Não estou a dizer que é totalmente out of the ballpark [expressão idiomática que significa algo como estaparfúrdio], mas não apoio essa acusação analítica”.

  • Até agora, Robert Mueller já remeteu respostas para o relatório elaborado pela equipa de investigação por si coordenada 28 vezes, refere a CNN.

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