“Esta entra e nem lava as mãos” ouvi eu ao entrar numa loja num centro comercial quando ultrapassei 2 homens …e sim, fui eu que entrei e não desinfectei as mãos! O escândalo, o horror, a morte! A falta de respeito! A consequência da liberdade, essa moda que minou a Europa Ocidental e que agora se vira contra nós!  Deve ser este o raciocínio por detrás desta permanente perseguição que, por esta altura, uns fazem a outros, cidadãos comuns.

É esta agora a (nova) realidade. E que infeliz realidade. Claro que quem se referiu a mim como “esta” não se refere por certo á mãe ou à filha da mesma forma. Mas a mim, que não me conhece, pode faltar ao respeito á vontade. Claro que o tal homem também não sabe donde venho ou que hábitos de higiene tenho, se acabei de desinfectar as mãos ao sair de outra loja ou se tenho o meu próprio desinfectante, já que alguns têm uma textura que me deixa com a sensação de ter as mãos, ao invés de limpas, sujas.

Na realidade o dito homem não sabe nada. Mas acha-se no direito de agredir, acusar … e como sempre, de forma cobarde. Ele não se dirigiu a mim frontalmente, não falou comigo, não me interpelou. Também não me quis proteger, não me alertou, não me avisou. Limitou-se a falar por trás de mim, assegurando-se que o ouviria.

É esta a sociedade “nojenta” em que estamos a cair. Estes, como os que agridem nas redes sociais, são uns cobardes, cegos e pobres.

Quando digo pobres não me refiro, naturalmente, a dinheiro. Refiro-me a humanismo. É gente que não constrói. Ao contrário, alimenta-se da destruição. Atacam e agridem sem se apresentarem. Não discutem ideias. Não trocam argumentos. São preconceituosos. Acham-se superiores aos outros. Não tentam perceber o outro. Não tentam evoluir com a discussão. Não percebem sequer que todos temos espaço de evolução. Sentem-se no topo do mundo. Pior … não percebem que estão a ser manipulados por um Governo de esquerda, alinhado a nível internacional, para a clara e evidente redução de liberdades e garantias individuais.

A má informação pública, ancorada na propagação do medo, está sem dúvida a resultar. Está a ser destruída uma economia assente em milhares de pequenas empresas que dão emprego a milhares de portugueses. Os mesmos portugueses que pagam os impostos que alimentam a máquina do Estado. Estado que depois de destruir a economia quer aparecer como o salvador da pátria.  Os privilegiados de sempre e os que recentemente se lhes juntaram (estou a pensar na TAP) não conseguem perceber que os ordenados que têm garantidos no final do mês terão eles próprios um limite – sem receita fiscal não há dinheiro para os pagar. E o problema é que desta vez a bancarrota não será só portuguesa. Este modelo de gestão do Covid é transversal aos países europeus. A não ser que o BCE desate a imprimir dinheiro como se não houvesse amanhã, o que só agravaria a situação económica dos diferentes países no médio prazo, não vai haver dinheiro para nada. Para ordenados, apoios sociais, medicamentos … nada!

A semana passada ouvi mais duas coisas que me deixaram estarrecida:

A primeira: Quando comentei com alguém que esta gestão do covid estava a deixar milhares de pessoas com fome responderam-me “e essas pessoas que têm fome, estão a fazer o seu papel?”  – a sério? Qual papel? Essas pessoas que têm casas mínimas para viver, se é que têm casas e não quartos? Sem varandas e jardins? Que não têm trabalhos que lhes permita resguardarem-se? Que têm de andar em transportes públicos para trabalhar? Que têm de pedir refeições para sobreviver?

A segunda: Quando comentei com alguém que trabalha na TAP que (a TAP) foi um erro colossal, um buraco maior que o Novo Banco, responderam-me que “mas a TAP é a maior empregadora nacional e por isso a que mais contribui para a segurança social” – a sério? Mas está tudo parvo? Este egoísmo e falta de percepção da realidade que os rodeia é assustadora e, mais grave, custa muito dinheiro aos contribuintes.

Já aqui falei nas iniciativas legislativas que estão a condicionar os portugueses (como as expropriações). Já falei também na tomada de controlo das instituições que deveriam validar as acções governativas. Já falei do não controlo da corrupção. Da não verificação do destino dos fundos europeus.  Do não investimento no SNS. Da prepotência do Estado na sua relação com os cidadãos nomeadamente através da Autoridade Tributária e da diferença brutal entre a sua forma de estar para com os cidadãos e a que lhes é exigida.

O Covid existe. Mas chamar negacionistas a quem simplesmente não confunde uma doença com a tentativa de instrumentalização de uma população, é só um disparate ou fait-divers. Este tipo de designação só pretende evitar a discussão saudável e o confronto de ideias.

Eu sei muito pouco mas tento observar o que me rodeia e se olharmos para o que tem sido o percurso da China nos últimos anos – podemos começar só em 2001 com a adesão à Organização Mundial de Comércio – a nova rota da Seda e a forte entrada no capital de empresas na europa ocidental, parece-me evidente a (tentativa de?) tomada de poder por uma oligarquia politica (e económica) cujo objectivo é o condicionamento imediato e destruição futura da liberdade económica e social do Ocidente como hoje (ontem?) a conhecemos. A começar na liberdade de expressão, cujo controlo é imposto por alguns que decidem o que é verdade ou mentira, o que pode ser lido ou deve ser censurado e a terminar no fim da democracia, de forma subtil, fazendo as pessoas crerem que o seu controlo e servidão ao Estado é para seu próprio bem.