Assistimos ao longo da última semana a uma nova tentativa do presidente dos Estados Unidos da América para terminar com a guerra na Ucrânia.

Muitos jornalistas e comentadores espalharam uma ideia de descrédito sobre esta iniciativa.

Uns porque estão de facto com dúvidas sobre as capacidades que Trump terá para conseguir unir os diferentes interesses e encontrar uma solução, outros porque o detestam tanto que não aceitam de maneira nenhuma que possa alguma vez fazer alguma coisa de positivo para a humanidade, outros ainda porque têm medo que se o conseguir venha a ganhar mais protagonismo e possa vir a ser reconhecido na sua estratégia de comandar o Mundo à sua maneira.

Curiosamente, tanto os dois líderes dos países envolvidos nesta guerra horrível e que parece não ter fim, se mostraram convencidos de que a iniciativa de Trump poderia ter resultados, como os mais importantes líderes europeus confirmaram esta mesma confiança, ao quererem estar presentes na cimeira realizada e mostrar o seu apoio ao desafio americano.

Ninguém sabe como acabará esta iniciativa e todos sabemos que é um dos acordos mais difíceis de conseguir, um acordo de paz, depois de tudo o que se passou entre aqueles dois povos, das maldades cometidas, das injustiças praticadas e das atrocidades inaceitáveis a que todos fomos assistindo ao longo destes anos de guerra.

Também eu não sei se a iniciativa será bem ou mal sucedida contudo, aquilo que eu sei é que, de todos os líderes mundiais que têm acompanhado todo este drama bélico, o único que desde o primeiro dia se tem preocupado em afirmar que é inaceitável continuar a ver gente a morrer todos os dias sem nada se fazer para resolver aquela situação, foi Donald Trump.

E não foi apenas criticar a situação e dizer que algo deveria ser feito para resolver a guerra.

Foi mesmo chamar os dois líderes envolvidos e começar a criar condições para que finalmente, esta semana, conseguissem juntar-se todos aqueles líderes a discutir um plano de acabar verdadeiramente esta tragédia.

Tem-se passado em quase todas as áreas de intervenção deste presidente.

Passou sempre de uma posição de crítica de qualquer dos assuntos em que tocou para uma imediata intervenção na sua prática, exactamente ao contrário daquilo que vinham fazendo os líderes anteriores que evitavam criticar e quando o faziam, apenas criticavam.

Trump faz.

Para uns faz mal feito, para outros faz o que não devia, mas na verdade, faz.

E é isso que o povo vê nele.

Uma capacidade de enfrentar o marasmo a imobilidade e a resignação, que os líderes anteriores se recusaram a fazer, sempre com medo da opinião dos supostos “Opinion Makers”, jornalistas ou comentadores que os mantinham acorrentados ao tão estabelecido politicamente correcto.

Eu, como muitos dos que não são americanos, fui seguindo este percurso de Trump com o receio de que a disrupção pudesse destruir o sistema democrático mas, com o andar dos tempos, e continuando a não concordar com a forma pouco estruturada e mesmo pouco educada com que ele actua e discordando quase sempre quando o presidente americano falta ao respeito, de qualquer pessoa ou tipo de pessoas, tenho que reconhecer que nunca vi ninguém tão verdadeiramente preocupado com a morte de pessoas e tão envolvido em fazer terminar definitivamente aquela guerra.

Muitos dirão que se o faz estará movido por interesses que o levam a ter que seguir esse caminho, mas que é o único que eu vejo tentar acabar com a guerra, É!