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Dia da Mulher

Ainda sobre a mulher, o feminismo e a lei da paridade

Autor
  • Teresa Cunha Pinto
143

O equilíbrio entre o trabalho e a família deverá residir numa escolha pessoal. Arrumar as funções de homem e mulher em caixas fechadas e pré-concebidas é profundamente redutor e castrador de liberdade

Já muita tinta correu sobre o assunto mas parece que só me deparo com comentários polarizados e pouco ponderados. Opiniões como as da autora Joana Bento Rodrigues não me representam. O feminismo como hoje o conhecemos e o vemos nas ruas não me representa. Onde está o equilíbrio?

Não pude deixar de constatar com esta polémica que o pior mal que vivemos hoje em dia é o de uma sociedade extremada e pouco ponderada. Ou se é a favor, ou se é contra, ou se é branco, ou se é preto. Daqui resulta aquilo que rejeito, aquilo com o qual não me identifico.

Funções de Homem e Mulher

Não me identifico com a forma redutora como muita gente tenta caracterizar a mulher atribuindo-lhe e exigindo-lhe que cumpra determinadas funções. Interessante é que o mesmo não se faz com o homem com tanta leviandade. Pouco ou nada vemos ou ouvimos sobre aquilo que um homem deve ou não deve fazer. Mas tanto se opina sobre a mulher! A mulher, tal como o homem, deve querer tudo aquilo que deseja. Entenda-se o querer como o saudável desejo, a saudável ambição. As escolhas, na vida de ambos, determinarão as prioridades e se feitas em conjunto o resultado será a favor da sociedade e do mundo. O equilíbrio entre o trabalho e a família deverá residir numa escolha pessoal. A generalização de que um é dependente do outro só porque não trabalha é errada e tal como o oposto está a interferir na escolha e na liberdade pessoal. Arrumar as funções de homem e mulher em caixas fechadas e pré-concebidas é profundamente redutor e castrador de liberdade.

Família

Não é a primeira vez que ouço dizer que a família, enquanto célula e valor base da sociedade, está a ser destruída por culpa da mulher e pela sua crescente desresponsabilização familiar. Que pensamento assustador e atroz. Até onde é que vai a necessidade de desresponsabilização da sociedade para um problema que é de todos? Talvez aqui resida a cada vez mais urgente necessidade de se redistribuir a missão de uma família. Se os homens assumirem os papéis domésticos de pais e de maridos mais presentemente talvez consigamos atingir o equilíbrio necessário e talvez se eliminem de vez as pretensões de se querer rotular a mulher com determinadas tarefas e funções. Colocar em cima dos seus ombros a culpa de um dos grandes problemas da sociedade actual é pura covardia.

Guerra de Sexos

Não se trata de uma guerra entre sexos, como tantas vezes se faz parecer, em que se luta pelo lugar do mais forte, do invencível, do mais capaz. A vivência da diversidade que caracteriza o homem e a mulher é a chave para o mútuo respeito. Homem e mulher são diferentes e é aí que reside a sua beleza. O errado é quando se utiliza esta diferença para mascarar os laivos de machismo de que a nossa sociedade se vê refém.

Feminismo ou Femismo

O dito feminismo das paradas e da libertinagem não me representa. Não me representa a mim e a tantas mulheres. Descredibiliza, arruina e deita por terra aquilo que forma a sua base e que é a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Lei da Paridade

A lei da paridade é não só uma lei extremamente discriminatória e por isso injusta como tenta favorecer um dos sexos em detrimento do outro quando o que deve estar em cima da mesa é o mérito. O mérito falará pelas mulheres e pelos homens deste mundo.

Sociedade igualitária

Uma sociedade igualitária prende-se com relações que se caracterizam pela entre-ajuda e pela correcta e justa divisão das responsabilidades. Não queiramos atribuir funções a cada um dos sexos quando enquanto sociedade conseguimos ver que a diferença nos une e nos torna, também, iguais.

O Homem é um sem fim de possibilidades.

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