O Reino Unido (RU) é a segunda maior Economia europeia, tem Londres como maior centro financeiro europeu e segundo a nível mundial, é o país com mais Softpower (capacidade de influência pela cultura, língua e costumes), e mantem uma vasta rede de influência que a Commonwealth das Nações proporcionou.

No entanto, a saída do RU da União Europeia (UE), foi a fractura estruturante que quebrou a paz podre entre Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte pois, sem o estandarte Vitoriano do Império Britânico que dava a Inglaterra o poder absoluto sobre as 3 nações celtas, hoje a união das quatro nações Britânicas que Londres sempre apelidou de voluntário, ameaça ser o último prego para o caixão de Andy Burnham.

O Primeiro-Ministro Britânico tem a noção específica de que o pedido de independência da Escócia e Gales depende exclusivamente da aprovação do parlamento Britânico, mas um chumbo dos pedidos de independência de Escócia e Gales, caso o “sim” ganhe nos dois referendos, é um perigoso precedente para a estabilidade Britânica já afectada pelo baixo crescimento económico da úima década patrocinada pela arrogância do Partido Conservador (Tories), que ainda não admitiram que retirar o RU da UE foi um erro grave que trouxe:

  • Um PIB que cresceu entre 5 a 8% menos se tivesse permanecido na UE
  • Redução de 12 a 18% no investimento privado devido a incerteza regulatória e custos burocráticos
  • Barreiras não tarifárias como burocracia aduaneira que se estima que teve um impacto médio na queda da produtividade em 3 a 4%
  • O Brexit que tinha como premissa principal o controle das fronteiras, originou a redução do saldo migratório com os países da EU e fez aumentar o saldo da imigração extracomunitária para suprimir escassez de mão de obra
  • E talvez um dos pontos mais sensíveis: o fim do acesso simplificado do setor financeiro britânico ao mercado europeu traduziu-se na deslocação de 1 trilião de libras em ativos para Paris, Luxemburgo, Frankfurt e Amsterdão.

Estando hoje em paridade e poder de compra o RU mais pobre que há 10 anos, os britânicos estrangulados com preços mais elevados, um setor financeiro saturado, a indústria em dificuldades por uma fatura energética pesada mais uma fatura imposta pelos políticos britânicos devido ao Brexit, não admira que o centrão político britânico esteja fragilizado e não seja respeitado até pelo infame autocrata americano, o Sr Trump.

De maior Império da história e que conectou mundos, a uma ilha que se quer isolar do continente Europeu e sem a relevância de outrora. Quer Andy Burnham este fim para o Reino Unido? Os britânicos não. Talvez deva ouvir os 55% dos Britânicos favoráveis ao Rejoin UK into the European Partners again para colar os pedaços que ainda sobram da Old Albion.