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O 25 de Abril de 1974 (e o que veio depois) não visava apenas estabelecer a democracia. Tinha também como intenção direccionar Portugal de África para a Europa. O fim da guerra colonial e a independência das colónias foram os primeiros passos nesse sentido, seguidos da integração de Portugal na CEE, em 1986. A visão de políticos como Francisco Sá Carneiro e Mário Soares implicava um Portugal europeu com padrões de vida europeus. O ponto foi tal que, aquando da adesão à CEE, se contava que em 20 anos Portugal atingiria o nível dos mais ricos da Europa. Depois da democratização e da descolonização, o terceiro ‘D’, dizia respeito ao desenvolvimento. O dinheiro que se perspectivava com os fundos europeus seria crucial e não havia motivos (temos esta tendência de ignorar a história) para falhar.

Hoje sabemos que sim: que falhámos.

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