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Em Portugal, segundo os dados da Autoridade Bancária Europeia, em junho de 2020 mais de 22% dos créditos às famílias e empresas em Portugal estavam a beneficiar de uma moratória, ou seja, quase um quarto do stock de crédito total. Estes números impressionam ainda mais, quando sabemos que Portugal é o terceiro país com a taxa mais elevada de moratórias, apenas ultrapassado por Chipre e pela Hungria. Em termos de volume, as moratórias atingiam cerca de 44 mil milhões de euros de crédito, o quinto maior volume da União Europeia.

Passados seis meses, a dimensão do problema será provavelmente maior, tanto em Portugal como no resto da União Europeia, especialmente no contexto de uma aceleração da crise de saúde, com a segunda vaga da pandemia a obrigar a novos confinamentos um pouco por toda a Europa. Foi por virtude deste contexto que a Autoridade Bancária Europeia prolongou as moratórias até março de 2021.

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