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Quando há uma crise económica forte, as empresas pedem a proteção ao Estado. O que demonstrará a superioridade do Estado em relação ao mercado. Este é, em traços gerais, o argumento das nossas esquerdas para justificar o crescente peso do Estado da economia. É um argumento extraordinário.

Vejamos o exemplo do papel do Estado numa guerra (e muitos recorrem à linguagem da guerra para descrever o combate ao Covid). Numa guerra, compete ao Estado usar meios extraordinários para proteger a população. Mas não é por isso que os Estados não abdicam dos poderes extraordinários quando a paz regressa. O Estado tem poderes especiais, por isso é soberano, e deve usá-los em situações extraordinárias como uma guerra ou uma crise económica. Mas, resolvido o problema, o Estado deve voltar a usar o seu poder de um modo limitado.

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