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Já ouviu falar de ciclo de vida dos produtos? Talvez não, mas conhecê-lo pode influenciar a forma como toma decisões de compra e de consumo. Da ideia à conceção, da produção à colocação no mercado, todas as etapas incluem processos altamente estudados e planeados. E importa também pensar no que acontece quando os descarta, quando deixam de servir o seu propósito. Neste episódio do "Aliados do Futuro", "powered by" Aliados Consulting e Observatório Lab, falamos deste ciclo de vida dos produtos com Cristina Sousa Rocha, é responsável pela área de Economia Circular e Gestão do Ciclo de Vida para a Sustentabilidade do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, e também João Pedro Pinto, partner e co-CEO da Aliados Consulting. Eu sou a Ana Filipa Rosa, serei a host deste episódio. Cristina, João, muito obrigada por se juntarem a nós. Vamos então falar do ciclo de vida do produto. Cristina, ajude-nos a traduzir isto para coisas mais concretas, porque se calhar quem nos está a ouvir não faz ideia do que estamos a falar. Portanto, o ciclo de vida dos produtos é um gênero de historial de vida, de algo que compramos. É isso?

Exatamente. Para já, muito boa tarde e muito obrigada pelo convite. Sim, o ciclo de vida dos produtos, o ciclo de vida ambiental dos produtos, se quiserem, é precisamente as fases pelas quais um produto passa, desde a extração das matérias-primas que vão ser utilizadas na fabricação dos seus componentes e do próprio produto, até à fase de fabricação, utilização e pós-utilização, com o transporte em cada uma destas fases.

E, portanto, é importante conhecer todos estes processos para percebermos também o que estamos exatamente a comprar, qual é o impacto ambiental de um produto que estamos a comprar.

Sim, é importante perceber que em cada uma destas fases, há consumo de materiais, de energia, de água, há geração de poluição, emissões e resíduos e este conhecimento vai ajudar-nos a fazermos escolhas quando compramos produtos novos, vai ajudar-nos a questionar a necessidade de adquirirmos novos produtos e é importante pensarmos precisamente que há impactos, que podem não ser muito visíveis, mas acontecem em todo o ciclo de vida, não apenas na fabricação e enquanto consumidores, devemos questionar a necessidade dos produtos, a função que eles vão cumprir e que formas alternativas é que podemos encontrar para cumprir essa função.

É curioso que nos diga que a fase inicial, se calhar a fase da produção, é aquela que pensamos que tem o impacto ambiental mais pesado. Mas o descarte, por exemplo, também é uma fase complexa. Qual é a que tem mais impacto ambiental?

Isso depende muito do tipo de produto. Não há uma resposta universal para isso. Por exemplo, um produto que consuma energia na fase de utilização, para muitos produtos verifica-se que é na fase de utilização que os impactos ambientais são mais graves e não na fase de fabricação ou extração de matérias-primas. Depois há outros produtos que é realmente na fase de fim de vida, porque têm grandes impactos precisamente nessa fase, que vão ser mais problemáticos. Outros, por exemplo, utilizam matérias-primas provenientes eventualmente de zonas com ecossistemas sensíveis ou matérias-primas raras ou escassas, e aí a fase de pré-produção, a fase de extração de matérias-primas, é mais importante. Portanto, os estudos que permitem determinar com rigor científico qual é a fase do ciclo de vida que é mais importante, se é a fabricação, se é a utilização, se é a pós-utilização, etc, são avaliações de ciclo de vida.

Já vamos perceber também que um produto para ter um rótulo sustentável, que critérios específicos precisa de cumprir. Mas, João, estamos aqui a falar do ponto de vista do consumidor, mas do ponto de vista das empresas, por que conhecer o ciclo de vida de um produto deixou de ser apenas uma preocupação ambiental e passou a ser uma questão de gestão e de competitividade também para as empresas?

Basicamente, porque hoje conhecer o ciclo de vida de um produto é também conhecer melhor o seu próprio negócio. Ou seja, permite perceber onde estão os maiores impactos, mas também permite perceber onde estão maioritariamente os riscos, os custos e as oportunidades de melhoria. Portanto, uma empresa que sabe donde vem tipicamente as matérias-primas, como produz, quanto consome, como transporta, como o produto é usado e o que acontece no fim de vida, está muito mais preparada para responder a clientes, à legislação, investidores e a mercado internacional, sobretudo, que tipicamente alguns desses mercados são mais exigentes. Portanto, deixou de ser apenas um tema ambiental, passou também a ser uma ferramenta de gestão, de eficiência e de diferenciação competitiva.

E, na vossa experiência, as empresas têm essa informação, informação suficiente sobre o ciclo de vida dos seus produtos, ou é uma coisa que passa um bocadinho ao lado?

Na maioria dos casos, ainda não. Claro que depende da dimensão e dos recursos das empresas, mas eu diria que maioritariamente não. As empresas tipicamente conhecem bem o seu processo produtivo direto. Mas têm mais dificuldade em mapear tudo aquilo que acontece antes na cadeia de valor e depois também. Ou seja, sabem tipicamente quanto produzem, que matérias-primas compram, que energia consomem, mas nem sempre têm, por exemplo, informação estruturada sobre a origem dos materiais, composição detalhada, fornecedores indiretos, transporte, utilização pelo cliente e fim de vida. Ou seja, muitas vezes o problema nem sequer é falta de vontade, é mesmo falta de dados organizados Quer na empresa, quer eventualmente até na cadeia de valor. Isto depois acaba por ser um pouco uma bola de neve. Faltam alguns sistemas e falta melhorar também processos internos para recolha desse tipo de informação e de dados de forma mais consistente.

Já vamos falar um pouquinho da forma como também a Liatos tem ajudado as empresas a recolher essa informação toda. Mas Cristina, voltando um pouquinho àquilo que estávamos a falar há pouco. Um produto, para ter esse rótulo sustentável, tem de cumprir critérios específicos em todas as fases, desde a produção, à colocação no mercado, depois ao descarte, tem de cumprir todos?

Para já, o produto não tem um rótulo sustentável. A União Europeia tem regras segundo as quais alegações vagas como sustentável ou amigo do ambiente não são permitidas, a menos que a marca consiga comprovar cientificamente um bom desempenho.

Senão é greenwashing.

Senão é greenwashing, precisamente. Aliás, de acordo com um estudo efetuado na União Europeia, isto não estou em erro, em 2022, 53% das alegações verdes fornecem informações vagas, enganosas ou infundadas. 40% não têm evidências que as suportem, porque é possível uma marca fazer uma alegação voluntária, mas tem de seguir regras e tem de ter evidências que as suportem. Depois, por outro lado, existem, de acordo com esse estudo, 230 rótulos de sustentabilidade e 100 rótulos energéticos com níveis de transparência muito diferentes. De maneira que isto gera uma confusão grande junto do consumidor. E existe atualmente uma proposta de diretiva, precisamente sobre a comunicação de alegações ambientais, que de facto prevê que as empresas façam avaliações como base de qualquer alegação que façam, alegações essas apoiadas por provas científicas e disponibilizando-as para que os consumidores consigam ter uma visão completa do equilíbrio ambiental global do produto que está a ser alvo dessa alegação.

É aí que entram exigências depois, como o passaporte digital do produto, a importância desse tipo de informação para evitar também estes casos de greenwashing, esses casos que agora aqui nos dizia. A nível legislativo, tem de existir esse enquadramento para que as empresas consigam provar.

E já existe. Nós já temos, por exemplo, o rótulo ecológico da União Europeia e depois uma série de outros rótulos ecológicos nacionais, como por exemplo, o Green Swan, nos países nórdicos e outros, que são rótulos que são precisamente definidos segundo critérios que se baseiam em avaliações de ciclo de vida, são tipicamente multicritérios, que permitem, de facto, a diferenciação de um produto relativamente a outro, mas com base em critérios pré-definidos que as empresas têm de cumprir.

E nós há pouco falávamos desse ciclo de vida do produto, falávamos de potencial de reparação, por exemplo, de economia circular. Que hábito é que nós fomos perdendo ao longo do tempo também, no que diz respeito a este ciclo e que são urgentes recuperar, na sua opinião, Cristina Sousa Rocha?

Realmente, os hábitos de consumo têm sofrido uma evolução grande e os padrões de consumo que temos atualmente, este binômio, padrões de produção e consumo, são, digamos assim, o pai e a mãe, juntamente com o aumento populacional, da insustentabilidade a que assistimos atualmente. Se, por um lado, nas últimas décadas, se conseguiu uma maior equidade na capacidade de acesso por parte das populações aos bens e serviços, o que é positivo do ponto de vista da equidade, temos, por outro lado, fenômenos como a globalização, o marketing digital, as plataformas online, social media e uma série de outros fenômenos sociais que realmente têm induzido padrões de consumo que se revelam insustentáveis e que temos efetivamente de os repensar. Se calhar antigamente, hábitos como manter os produtos durante muito tempo, apostar em manter a durabilidade dos produtos ou ter hábitos como reparação de produtos, que é uma coisa que se vai perdendo, até por razões comerciais e da própria oferta de serviços de reparação no mercado. O consumo de produtos de época, e estou agora a pensar em legumes e frutas, etc., que era uma coisa que se fazia antigamente. Nós hoje em dia vamos ao supermercado e temos tudo isso disponível em qualquer altura do ano, porque viajou milhares de quilómetros de avião e, portanto, tudo isto são, se calhar, questões que nós temos que, aos poucos, ir recuperando, porque falou em economia circular e um dos aspetos importantes da economia circular é ser efetivamente uma economia de proximidade também, desejavelmente.

Estava a ouvi-la falar e estava a me lembrar, a roupa passava para primos. Nós dávamos a roupa aos primos ou transformávamos uns pedaços de tecido em tapetes. As nossas avós, pelo menos, faziam muito isso.

Exatamente.

Dizia-se que os eletrodomésticos duravam muito mais antigamente do que duram agora. É tudo isto que estamos a falar agora.

Mas pronto, lá está. Isto é importante quando estamos a falar em economia circular e o exemplo que deu é excelente. O eletrodoméstico que dura anos e anos, se calhar às tantas não compensa. Porque, entretanto, os produtos evoluíram tecnologicamente, têm consumos de energia muito mais baixos e acaba por ser, do ponto de vista ambiental, preferível substituir por um novo do que manter o velho frigorífico, se calhar que está há 30 anos e ainda funciona, mas é muito pouco eficiente do ponto de vista energético. Portanto, lá está, as avaliações de ciclo de vida, de que falámos no princípio do programa, são realmente os estudos que nos permitem dar resposta a este tipo de dilemas com alguma base científica.

E qual vai ser o empurrão para tudo isto começar a acontecer? Por exemplo, sistemas como o Volta, o sistema de depósito e reembolso, isto resulta? Colocar o dinheiro na equação parece-lhe que é a forma correta de ajudar a mudar os hábitos?

Sim, no caso da reciclagem de embalagens está mais do que provado que sim. São efetivamente os mecanismos mais eficazes porque aliam o incentivo económico, que sendo pequeno tem aqui um efeito psicológico. E nós vimos isto com os sacos de plástico. Quando os sacos de plástico começaram a ser cobrados, o seu consumo baixou imenso, embora se víssemos o peso do saco de plástico, se calhar na conta do supermercado era pequeno, mas havia ali esse incentivo. Depois, com os sistemas de depósito e reembolso, temos também a redução da contaminação das embalagens, porque elas têm que ser devolvidas vazias e inteiras nas máquinas automáticas e, portanto, a recolha do material tem uma maior qualidade e isto combate também o littering, o abandono na natureza de latas, garrafas, etc. E, portanto, é um sistema que está provado que tem bastante sucesso. Em Portugal é muito recente, como sabemos.

Vamos ter de esperar para ver como é que vai funcionar.

Sim, mas como sistema, eu penso que é realmente o melhor que temos para as embalagens.

Portanto, já percebemos que conhecer este ciclo de vida dos produtos a nível de consumo é bastante importante a nível de consumidor. E João, trazendo aqui as empresas para a equação novamente, conhecer este ciclo de vida pode ajudar, de facto, uma empresa a reduzir custos, a comunicar melhor os produtos também ao mercado?

Sim, claramente. Quando uma empresa analisa o ciclo de vida do produto, começa a perceber onde é que pode ganhar alguma eficiência. Correndo o risco de ser repetitivo, costumo dizer que quem não mede, não gere e, portanto, nesta lógica de começar a medir, conseguimos também gerir melhor e ser mais eficientes e competitivos. Por isso, este tipo de práticas pode reduzir o desperdício, pode ajudar também as empresas a escolher materiais mais adequados, otimizar embalagens, diminuir consumos energéticos ou até repensar a própria logística de uma determinada cadeia de valor. Portanto, ao mesmo tempo, essa análise pode originar também inovação. Lá está, como se falava há pouco, produtos mais duráveis, mais fáceis de reparar, desmontar, reutilizar, reciclar. E depois há ainda uma dimensão muito importante de comunicação, ou seja, a empresa deixa de comunicar sustentabilidade de forma genérica, como se falava há pouco, e passa a comunicar com base em dados concretos, o que no fundo é muito mais credível para todos, seja para clientes, seja para consumidores também.

Certo, exatamente, porque às vezes a sustentabilidade parece um conceito meio vago e torná-lo concreto com estes dados dá essa ajuda. Como é que vocês estão a fazê-lo na Aliados? Como é que estão a ajudar as empresas, de facto, a tornar essa visão mais concreta?

Certo. De várias formas, mas desde logo mencionar a GreenTech Lab, que é no fundo a test bed que nós lideramos e através da qual temos ajudado cerca de 50 PMEs a prepararem-se para o tema do passaporte digital do produto. E no fundo, isto de uma forma muito resumida, e passe a redundância, resume-se a duas fases. Uma primeira fase, a fazer precisamente esta análise de ciclo de vida, a medir índices de circularidade, pegada de carbono do produto, entre outros dados ambientais que se esperam que sejam relevantes para o tema do passaporte digital do produto. E depois a segunda fase é precisamente com a disponibilização de uma ferramenta que nós temos para que as empresas possam emitir os seus passaportes digitais do produto, mas nesse processo possam também testar, quer na fase um, quer na fase dois, ao alterarmos determinadas componentes, matérias-primas de um produto, qual o impacto que tem final, precisamente no passaporte digital do produto. Portanto, entre outras coisas, temos ajudado as empresas com ferramentas e soluções práticas, muito através dos dados, para que as empresas tenham esses dados para tomar melhores decisões.

Há pouco a Cristina falava das normas europeias que estão a ser transpostas. Gostava de olhar um bocadinho aqui para o futuro, Cristina, a nível legislativo, em que ponto é que estamos exatamente? O que é que é urgente garantir? O que é que nos espera nos próximos tempos?

Olha, se me permite, eu gostava só de fazer um pequeno comentário àquilo que o João acabou de dizer.

Claro que sim.

Se calhar, complementando aqui com uma outra dimensão. O João falou em características dos produtos, como a capacidade de serem reparados, remanufaturados, reciclados, etc. Falou no aspecto da comunicação, também muito importante, mas há aqui uma outra dimensão muito importante, que são os novos modelos de negócio mais circulares e mais sustentáveis, que as empresas têm vindo a adotar, que têm múltiplas variantes, mas há um aspecto que eu acho que é bastante importante nós percebermos, que é a possibilidade de se vender serviço em vez de se vender produto. E esta noção eu acho que é extremamente importante porque o incentivo do lucro muda. Ou seja, enquanto uma empresa que coloca produtos no mercado tem tanto mais receitas quanto mais produtos produzir e, portanto, torna-se difícil aqui inverter a lógica do extrai, produz, usa, deita fora, porque, na verdade, há um ímpeto até económico para que assim aconteça. Se uma empresa passar a vender um serviço, seja uma partilha, um aluguer, a venda de desempenho, e eu posso dar exemplos disso se quiserem, a propriedade do produto permanece na empresa e o cliente utiliza a funcionalidade que esse produto oferece De maneira que passa a ser do interesse do próprio fornecedor do serviço que o produto seja realmente reparável, muito durável, refabricável, etc. Portanto, eu penso que esta mudança de paradigma nos modelos de negócio, que nós já vamos vendo acontecer em diversos setores da economia, é uma das grandes apostas, penso eu, a nível das empresas, a nível também da legislação, que já contempla essa possibilidade também. Agora, em termos de legislação, temos muita legislação. Com o Pacto Ecológico Europeu foi dado aqui um grande pontapé para, entre outros aspectos, para além do grande objetivo de combate às alterações climáticas, também aumentar a circularidade junto da indústria. Isso deu origem, por exemplo, ao Regulamento Europeu de Conceção Ecológica de Produtos, que gradualmente vai exigir que praticamente todos os produtos que são colocados no mercado da União Europeia cumpram um conjunto de requisitos de conceção ecológica, que incluem precisamente a durabilidade, a possibilidade de reutilização, reparabilidade, possibilidade de remanufatura, etc. Portanto, estas estratégias todas de circularidade acabam por estar vertidas neste regulamento. Isto vai ser implementado aos poucos, através de atos delegados. Depois a questão da comunicação de que o João falou e os passaportes digitais de produto também. Portanto, eu acho que isto vai ser um empurrão grande. Depois temos os planos de ação de economia circular, que têm consequência a nível da União Europeia e a nível de cada país. Nós em Portugal vimos recentemente publicado o novo plano de ação de economia circular e finalmente está em preparação o Circular Economy Act na União Europeia, que é uma iniciativa importante, com o objetivo de duplicar a taxa de circularidade da União para 24%, e reparem que estamos ainda a falar apenas de 24%, até 2030. Portugal tem uma taxa de circularidade da ordem dos 2,5%. Portanto, para Portugal se alinhar com a meta europeia, há aqui um desafio muito grande a cumprir. Mas há diversa legislação a apontar nesse sentido, com aspetos como a criação de um mercado único para matérias-primas secundárias, que é um aspeto que é extremamente importante. Fala-se tanto na utilização de materiais secundários, mas depois as próprias empresas também enfrentam regras de resíduos fragmentadas, nem sempre coincidentes. Há questões transfronteiriças que temos também que ultrapassar e há um conjunto muito grande de legislação que está efetivamente a apontar para o aumento da circularidade da nossa economia, mas é um esforço que não se faz apenas no papel, através de legislação, é um esforço que oferece também oportunidades de competitividade e diferenciação às empresas, como o João disse. Por vezes, nem é uma opção, é obrigatório. Veja-se, por exemplo, no setor da construção, como as empresas têm sido pressionadas para apresentarem, por exemplo, declarações ambientais de produto. Portanto, é um movimento que vai envolver a legislação, os governos, a administração pública, mas também as empresas e a sociedade civil.

Cristina, fica já agendada uma conversa para 2030, para percebermos se essas metas estão a ser cumpridas ou não. Obrigada, Cristina, mais uma vez, e também ao João Pedro Pinto. A Cristina Sousa Rocha, que é responsável pela área da economia circular e gestão do ciclo de vida para a sustentabilidade do Laboratório Nacional de Energia e Geologia. O João Pedro Pinto é partner e co-CEO da Aliados Consulting. Neste nosso episódio falámos do ciclo de vida dos produtos. Neste episódio de "Aliados do Futuro", "powered by" Aliados Consulting e Observador Lab, é desenvolvido no âmbito da Testbed Green Tech Lab, financiada pelo plano Recuperação e Resiliência da União Europeia.