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O passaporte é o documento mais importante que pode ter na sua carteira em viagem. E sabia que os produtos vão também passar a ter um? Das baterias ao têxtil, a partir de 2027, vai ser possível conhecer onde foram produzidos, com que materiais e qual é o seu impacto ambiental e até de que forma devem ser utilizados e descartados todos os produtos comercializados na União Europeia. E isto serve exatamente para quê? O que está a mudar na economia europeia? É sobre este passaporte dos produtos que falamos no episódio de hoje do "Aliados do Futuro", "powered by" Aliados Consulting e Observatório Lab. Comigo estão o António Henrique Almeida, o coordenador do Centro de Engenharia de Sistemas e Gestão Industrial do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, o INESC TEC, e também o João Pedro Pinto, partner e co-CEO da Aliados Consulting. Eu sou a Ana Filipa Rosa e vou ser a host destes episódios. Sejam bem-vindos, obrigada pela vossa disponibilidade, João e também António. Vamos aqui tentar decodificar tudo isto, porque o passaporte digital do produto vai melhorar a nossa capacidade de escolher os produtos, portanto, tudo isto vai tornar-se bastante mais claro. Nós, consumidores, estamos aptos para fazer boas escolhas através da informação que este passaporte vai ter, António? A partir de agora, a nossa forma de consumir vai mudar?
Antes de mais, gostaria de agradecer o convite para estar aqui. É um prazer participar neste podcast. Sim, de facto, quando nós falamos no DPP, no Digital Product Passport, estamos a falar de uma ferramenta que vai tornar-nos consumidores mais informados e mais capazes de tomar boas escolhas. E isto é, eu diria, um dos fatores que altera aqui o panorama, porque a questão da sustentabilidade passa também por nós, como consumidores, tomarmos boas decisões no processo de compra. Não é só deixar essa responsabilidade para as empresas. E de facto, hoje, quando compramos um produto, avaliamos sobretudo o preço, a marca, a qualidade percebida e em alguns casos, mediante o produto, também o seu desempenho técnico. Mas há muita informação que nós não vemos, que está oculta, como por exemplo a pegada ambiental do produto, que materiais é que foram utilizados, é reparável ou se não é reparável, se contém componentes reciclados e que tipo de componentes reciclados é que estamos a falar, se foi produzido por uma cadeia de valor responsável. Portanto, esta informação não se encontra visível no produto quando o vamos comprar.
Mas há aqui uma diferença, porque isto não é como ler, por exemplo, um rótulo ou numa camisola ler a etiqueta. Aquilo que vai estar neste passaporte é mais complexo, mas não é bem essa a expressão. É, de facto, é mais informação. Vamos mais a fundo.
O que estamos a falar é da capacidade do comprador conseguir consultar uma página através de um QR code ou de uma solução digital, ter informação a dados, não só estáticos daquilo que foi a produção, mas também informação que pode acompanhar o ciclo de vida do produto, informação dinâmica do próprio produto. Portanto, o utilizador pode, em última instância, perceber qual é o estado de saúde de um determinado produto, por exemplo, de uma bateria. E isso muda aqui o paradigma com que nós podemos, de facto, olhar para o produto e até perceber de que forma é que o meu produto é ou não reparável e que tipo de mecanismos é que eu devo utilizar para reparar o meu produto com o objetivo de estender o seu ciclo de vida.
Que é muitíssimo importante a nível ecológico, a nível ambiental. João, por que a Aliados decidiu apostar numa testbed dedicada ao passaporte digital do produto? É porque isto vai dar muito trabalho às empresas.
Também. Ou seja, nós decidimos apostar nesta testbed dedicada ao tema do passaporte, porque percebemos que este tema vai transformar a forma como as empresas desenham, a forma como as empresas produzem, documentam e comunicam os seus produtos. Ou seja, não é apenas mais uma questão regulatória, é uma mudança significativa naquilo que é a relação entre o produto, os dados, a sustentabilidade, o mercado. E, portanto, nós através da Green Tech Lab, temos vindo ao longo dos últimos dois, três anos, criamos aqui um espaço prático onde as empresas pudessem testar, aprender e, no fundo, preparar-se para esta obrigação, para que quando ela chegue em força, possam estar preparadas. Ou seja, a ideia, no fundo, é pilotar este tema para depois poder à frente vir a escalar a implementação do passaporte digital do produto.
Mas o João disse aí uma coisa importante. Isto não é só uma obrigação regulatória. As empresas já veem isto, da vossa experiência, como uma oportunidade também para inovarem, para se diferenciarem de outras, ou ainda estamos num ponto muito inicial de todo este processo?
Temos as duas coisas. Ou seja, há empresas que o fazem pela questão regulatória e há empresas que estão a olhar como uma possibilidade de se diferenciar no mercado. Aliás, é curioso que há alguns setores que estão excluídos deste tema, ou estarão excluídos deste tema, como por exemplo, a indústria alimentar, a indústria farmacêutica, entre outras, e algumas das empresas nestas indústrias estão neste momento, por exemplo, a testar na nossa testbed os seus produtos, precisamente porque veem não o tema como uma obrigação, porque para eles não será, mas uma oportunidade estratégica para terem uma vantagem competitiva, como por exemplo, poder comunicar com o consumidor final, que muitas vezes têm dificuldade.
E até porque, como o António dizia, isto é informação que vai estar no poder dos consumidores e, portanto, vamos tornar-nos mais informados e, por isso, mais exigentes também. Por isso, faz sentido que algumas empresas de áreas que não estão abrangidas por tudo isto comecem também a entrar em todo este esquema do passaporte. Mas, de facto, isto vai também ajudar, António, as entidades fiscalizadoras? Ou seja, existindo mais informação, isto tudo vai também ajudar a rastrear o produto e a tornar os processos de fiscalização um bocadinho mais transparentes?
Essa é uma boa pergunta, porque de facto, apesar do DPP ser orientado para o cliente final Nós temos que perceber que quando falamos de um produto, por muito simples que ele às vezes pareça, estamos a falar de produtos altamente complexos. Hoje em dia, os produtos são todos altamente complexos, que vêm de cadeias de valor altamente extensas, com fornecedores de todo o mundo. Se olharmos para um carro, vemos uma complexidade brutal, mas se olharmos para uma bicicleta, também vemos essa complexidade. Estamos a falar de cadeias de valor enormes, em que muitas vezes o que acontece é que essas cadeias de valor estão ao longo de todo o mundo, com fornecedores na China, na Índia. E este DPP o que vai mostrar é a necessidade de nós também podermos fazer algum nearshoring ou reshoring. Ou seja, começamos a produzir também dentro da Europa pra termos mais controle sobre as cadeias de valor e termos a capacidade de ter um DPP que mostre nossa cadeia de valor mais responsável. Esta prática é muito útil e as entidades fiscalizadoras vão poder usar o DPP para conseguir rastrear a informação dentro de toda esta complexidade, como se fosse uma rede em que a informação está distribuída pelos vários fornecedores e que acedendo ao DPP, conseguimos propagar essa informação. Qual é que são os desafios que se colocam aqui? Quem é que pode ter acesso a que dados? Como é que eu vou controlar e regular que informação é que fica disponível e para quem? Porque há informação crítica e sigilosa.
Que é confidencial, não é?
Que é confidencial, exatamente. Então como é que eu posso fazer essa gestão? A Comissão Europeia tem tecnologia que está vindo a ser desenvolvida, como os data spaces, os espaços de dados, que permite governar e criar um nível de governança de como é que eu posso moderar e definir regras de acesso a esses dados. Podemos dar acesso mais detalhado a diferentes tipos de entidades que estão a fazer um determinado nível de análise, ou podemos dar outra para outro tipo de utilizadores que não precisa de um detalhe tão grande para fazer as suas análises.
Certo, João, eu estava aqui a ouvir o António e estava a pensar, isto é um tema que se calhar para as pequenas e médias empresas é um pouquinho mais complexo, não é? Que tipo de empresas é que hoje estão mais despertas pra este tema? São as mais pequenas, são as maiores ou é um tema de todas, no fundo?
Sim, na verdade, é um tema de todas. Claro que as empresas de maior dimensão têm mais recursos para implementar algo tão transformador como este tema. Mas claramente as PMEs, ou uma parte das PMEs, sobretudo as exportadoras, que competem em mercados internacionais e por isso muitas vezes mais exigentes, alguns deles pelo menos, veem como uma oportunidade de se diferenciarem por via deste tema. Acaba por ser de todos. E depois também ainda existe o efeito de arrastamento, digamos assim, ou seja, que as grandes empresas têm para a sua cadeia de valor, e onde estão também PMEs, e de uma forma ou de outra, todas elas serão impactadas.
Já vamos falar um pouquinho de prazos, quando é que as empresas devem começar a preparar para tudo isto. Eu diria que é ontem, não é? Mas já vamos falar de prazos. António, este processo torna o greenwashing mais difícil?
De certa forma, sim, porque um dos grandes objetivos do DPP é não apenas apresentar informação, mas mostrar fatos. Demonstrar por evidências que aquilo que eu estou a dizer é verdade. Isso muda a forma como nós analisamos, porque o greenwashing bebe muito destas afirmações muitas vezes soltas, que muitas vezes têm pouca sustentabilidade. O DPP vai obrigar a validar isto.
A provar.
A provar. E eu tenho que ter um conjunto de certificações, tenho que ter um conjunto de bases de cálculos, tenho que ter relatórios que me mostram que aquela informação que eu estou a apresentar ao meu cliente é verdadeira. Porque não nos podemos esquecer que na indústria, e falamos há bocado da fiscalização, mas a confiança ainda é um elemento essencial. As empresas que atuam no mercado têm que ser confiáveis. E a parte engraçada é que uma empresa que se diga que é sustentável nas várias dimensões, não é só a parte ambiental, é a parte social, é a parte também social, econômica e ambiental, mas uma empresa que se diga que é sustentável, tem que de fato comprovar e se se mostrar que não é verdade, isso vai trazer um impacto negativo pra marca. E as empresas não se podem dar ao luxo de ter esse tipo de impacto. Isso está muito interligado, nós não podemos ver o DPP de forma isolada. Quando falamos do ESG, também falamos de uma forma de olhar pras empresas e de termos quase um blueprint de como é que a empresa se comporta, como é que são os mecanismos de governança. O DPP vai ser um reflexo disso. Se não existir uma boa governança, o DPP não vai ser robusto.
Nós temos aqui essa meta de 2027 para o arranque de tudo isto, em alguns setores, principalmente. Como é que estamos neste processo? O que é que lhe parece? Acha que vamos cumprir, António, acha que a adaptação vai ser complicada e vai ser preciso alargar aqui prazos?
Eu diria que vai depender muito de setor para setor. Por exemplo, falou-se aqui no setor das baterias, é claramente o setor que está mais avançado, porque do ponto de vista econômico e do ponto de vista de mercado, é necessário existir esse controle. Outros setores mais tradicionais, por exemplo, o têxtil, o calçado, em que já começa a haver trabalho nesta área, eu imagino que possa haver aqui algum atraso e aponta-se pra 2028, 2029, porque estamos a falar de cadeias de valor muito complexas, e muito tradicionais. Integrar os sistemas de informação para extrair esta informação, desde o fornecedor de matéria-prima até ao produto final, é muito desafiante. Estamos a falar de desafios elevados. E mais, se não for feito corretamente, pode ter o tal impacto negativo que eu identifiquei anteriormente. No caso das baterias, de fato, já há um trabalho que está a ser feito aqui. Há plataformas tecnológicas como a Circularise Ou a Circulor, que já ajudam a fazer esta integração das cadeias de valor e as várias empresas já participam nessas plataformas, o que depois vai dar origem a outros problemas, como é que eu faço a interoperabilidade entre as várias plataformas, que é um problema que a Comissão Europeia terá que resolver. Mas de certa forma, o que nós aqui estamos a falar é que setores como as baterias já estão bem avançados e do ponto de vista de deadline de 2027, têm que começar com pilotos, e já existe pilotos na Volvo e na BMW, já existe muito trabalho feito. Noutros setores, imagino que vai haver aqui um pequeno atraso, portanto 2027, principalmente 28, 29, para começarmos a fazer aqui primeiras provas de conceito, apesar de que já temos trabalho e provas de conceito com algumas empresas nestes setores. Mas uma coisa é as provas de conceito, outra coisa é escalar isto de forma brutal. Eu só gostava de acrescentar aqui um facto, que eu acho que é interessante, que é: as empresas de têxtil e de calçado hoje, quando produzem para as grandes marcas, já são obrigados a recolher dados e enviar esses dados para as marcas para reportar como é que são os seus processos, como é que é o seu consumo energético. Essa informação já acontece hoje, portanto, não vai ser uma alteração completa dos processos. A diferença aqui é que nós vamos escalar este processo, que hoje é feito à base de muitos ficheiros Excel, que têm pouca visibilidade para o cliente. O cliente dificilmente vê a informação que é produzida, mas essa informação já é partilhada entre as empresas industriais portuguesas com as marcas europeias e internacionais.
Portanto, é assim preciso transformar essa informação noutra plataforma, como dizia, para depois se tornar acessível. João, qual é o papel que tem tido a GreenTech Lab na preparação das empresas portuguesas e quando é que deve uma empresa começar a preparar-se para se adaptar a tudo isto?
Certo. Ontem.
Ontem.
Deve começar a preparar-se ontem. E já não vai cedo. Relativamente à GreenTech Lab, nós temos tido um papel de capacitação, de experimentação e de aproximação das empresas a esta nova realidade. Este é um tema que há um ano era muito desconhecido de uma boa parte das empresas, eu diria que a maioria das empresas. Aliás, nós tivemos dificuldade na angariação de pilotos, sobretudo no início do projeto. Isto porque há dois anos era um tema que pouca gente conhecia, portanto, se tinha cruzado com ele nas empresas. E no último ano, claramente, isso mudou bastante. Hoje, praticamente todas as empresas industriais, as empresas onde se aplica o tema, já ouviram falar, já se estão a preparar, e de alguma forma já contactaram com o tema. Portanto, o papel da Testbed tem sido retirar este tema um bocadinho do plano teórico e trazê-lo para casos concretos de produtos, ajudar as empresas muitas vezes a evoluir os dados de novos produtos e depois colocá-lo neste ambiente digital. Para além disso, aquilo que temos feito na estrutura de um piloto tem passado muito por ajudar as empresas a perceber alguns dados relativamente à circularidade, ecodesign, rastreabilidade, e também a forma de comunicar tudo isto para o mercado. Eu diria que a ideia é que as empresas não esperem pela obrigação para reagir, senão provavelmente vão correr atrás do prejuízo, como se costuma dizer. Portanto, quanto mais cedo testarem, eu diria que mais preparadas estão para o mercado e para se diferenciarem também.
Falava há pouco da indústria alimentar que já está por aí nesses testes. Também há algum outro exemplo que se lembre, João, de repente, de um projeto vosso que já esteja em teste e que está a ser bem-sucedido?
Sim, eu diria que nós temos uma ferramenta, um software as a service, que funciona nesse modelo, que já emitiu mais de 50 passaportes digitais de produto. Essa ferramenta foi precisamente desenvolvida também com o apoio do INESC Tech e é daquilo que é o nosso conhecimento ao dia de hoje, é das únicas ou mesmo a única em Portugal multissetorial. Sabemos que existem outras setoriais. Isto para dizer o quê? Temos tido vários setores. Temos tido do têxtil, calçado, resíduos de construção, químicos, alimentar, como já falámos. Temos tido imensos setores de decoração, ou seja, vasos, produtos elétricos. Temos tido muitos setores, tem sido bastante diverso e tem sido também muito interessante perceber as diferentes velocidades a que cada cadeia de valor, cada setor está a avançar neste tema. Claramente, alguns setores estão mais preparados que outros, precisamente, como o António dizia há pouco, porque já são setores que têm muitas certificações, já existe muito esta preocupação na cadeia de valor por outros motivos. O motivo é o mesmo, de termos produtos mais sustentáveis, mais circulares, mas que por outros motivos já tinham alguns dados adicionais e, portanto, o caminho agora tem sido encurtado. Não significa que não existam desafios, mas são menos desafios do que outros setores onde existem menos dados.
Que não tinham respondido a essa exigência prévia.
Exatamente.
António, e só mesmo para terminar, já estamos a ficar sem tempo, mas há pouco falávamos desta questão das empresas compreenderem tudo isto como uma oportunidade para inovar. Falávamos do alargamento de prazos, destas dificuldades que algumas empresas vão ter. Parece-lhe que isto vai colocar o Made in Europe em desvantagem em relação ao resto dos mercados ou acha que eventualmente no início, se calhar, o arranque pode ser mais difícil, mas depois a vantagem será muito grande?
Como é óbvio, numa fase inicial há sempre um custo de adaptação. Eu diria que o DPP vem naquilo que é a necessidade da transição digital. Eu não gosto de usar a palavra transformação, porque é uma coisa muito abrupta. Mas há uma transição digital que as empresas têm sido influenciadas a executar. Como é óbvio, vamos encontrar barreiras, vamos encontrar dificuldades, mas eu acredito, sinceramente, que o DPP pode ser uma arma para aquilo que são os produtos portugueses e para aquilo que podem ser os produtos nacionais. Podemos usar o DPP para valorizar aquilo que é o Made in Europe ou mesmo o Made in Portugal. E podemos usar o DPP para que quando o cliente esteja a comparar um produto produzido em Portugal e um produto produzido num outro país qualquer, fora da Europa, nós tenhamos armas que sejam capazes de demonstrar a qualidade dos nossos produtos, que são definitivamente muito bons. Temos aqui um artefato que vai expor a qualidade dos nossos processos produtivos, a responsabilidade das cadeias de valor, a confiança que as grandes marcas têm nas nossas empresas industriais e, de certa forma, o apoio e o cuidado que se tem na produção, e que vai desde a parte das matérias-primas, mas também à qualidade com que os operadores têm de operar no chão de fábrica. Temos a capacidade de expor isto, eu diria que vai ser uma vantagem competitiva, porque um cliente ou um consumidor que esteja atento e que valorize isto, vai no final do dia não decidir só pelo preço. Eu acho que há uma mudança de paradigma. Vemos esta mudança de paradigma nas gerações. Eu trabalhei na Farfetch e acompanhei esta evolução, a forma como as pessoas consomem os dados que estão nos marketplaces para tomar decisões corretas, o que eles acham que é correto, com base na informação que lhes é passada. Eu acho que isso vai ser essencial e poderá ser uma arma, uma ferramenta para nós colocarmos o Made in Portugal mais visível lá fora.
Muito bem, vamos ter tema de conversa para mais episódios. O António Henrique Almeida é o coordenador do Centro de Engenharia de Sistemas e Gestão Industrial do INESC TEC. O João Pedro Pinto é Partner e Co-CEO da Aliados Consulting. Estiveram conosco neste episódio. Obrigada aos dois. Este episódio do "Aliados do Futuro", powered by Aliados Consulting e Observador Lab, um episódio desenvolvido no âmbito da Testbed Green Tech Lab, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência da União Europeia.