Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O Ministério Público quis, sexta-feira, aplicar uma caução de 25 mil euros, como medida de coação, à mulher detida por rapto parental. Mas o juiz de instrução criminal não concordou e obrigou a mãe de David a apresentar-se às autoridades três vezes por semana.

O crime em que Cláudia incorre, por ter levado e escondido o filho do ex-marido, também não é unânime: para o MP está em causa um crime de sequestro agravado, com uma moldura penal de dois a dez anos de cadeia. Para o juiz e instrução criminal está em causa um crime de subtração de menor, com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias. .

Cláudia foi detida quinta-feira pela Polícia Judiciária no Algarve, dois anos e dez meses depois de ter retirado o filho ao pai, com a ajuda de dois homens, da casa dele na Polónia. O Tribunal de Família e Menores de Varsóvia tinha dado o poder paternal ao pai.

David viveu com a mãe na clandestinidade em casas arrendadas ou pensões e sem ir à escola. Mas, segundo a PJ, não apresentava qualquer sinal de maus tratos. A criança já foi entregue ao pai. Cláudia deverá apresentar-se na GNR de Coruche, onde vive com os pais.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR