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O Presidente da República não escondeu o desagrado com o atraso na colocação de professores. Em declarações aos jornalistas, Cavaco Silva pediu uma “reflexão” sobre o modelo de colocação de professores e deixou escapar o desabafo: “Isto não é positivo para um país que quer apostar na excelência na educação”.

O chefe de Estado não quis no entanto pronunciar-se sobre se Nuno Crato tem condições para continuar como ministro da Educação: “Só existe uma pessoa em Portugal que tem competência para propor a nomeação ou exoneração de ministros e é o primeiro-ministro, mais ninguém”.

Mas questionado sobre o facto de haver quase um mês desde o início das aulas e ainda existirem alunos que não têm professores, Cavaco Silva desabafou que “não correram bem a colocação de professores, mas parece que está em vias de resolução”.

Houve “atraso nas aulas e os alunos foram prejudicados e alguns professores viveram tempos de angústia. Isto não é positivo para um país que quer apostar na excelência na educação”, disse o Presidente da República.

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E como solução, o chefe de Estado propõe que se faça uma “reflexão séria sobre o modelo de colocação de professores” uma vez que estes problemas “são recorrentes”. “Alguma coisa não está bem em Portugal”, disse. Nas respostas aos jornalistas, Cavaco Silva deu ainda como exemplo o caso de Inglaterra onde “estes problemas nunca se colocaram” porque “havia uma descentralização” da colocação de professores”. E mais não disse.

Já sobre a situação na justiça, o Presidente da República apenas disse que “está em vias de resolução” e que, pelas informações que tem, a plataforma informática Citius “comarca a comarca começa a funcionar”.