O ajustamento ainda não está cumprido, avisa a ministra das Finanças, que garantiu hoje aos deputados que o Governo apresentou “um orçamento de responsabilidade e com o mesmo rigor que os que apresentou durante o período em que a troika esteve em Portugal.

No Parlamento, onde apresenta aos deputados a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2015, Maria Luís Albuquerque aproveitou para deixar alguns recados. Um deles é que, apesar de as contas para este ano não cumprirem a meta do défice acordada com Bruxelas de 2,5% do PIB, ficando-se pelos 2,7% do PIB, o rigor dos orçamentos em tempo de troika é para manter.

“[A situação] exige assim que o primeiro orçamento pós-programa tenha o mesmo rigor que os anteriores e sobretudo que continue a promover a sustentabilidade das contas públicas. (…) É uma proposta de responsabilidade, que reflete a responsabilidade assumida durante o programa de ajustamento, não obstante as dificuldades. (…) Os resultados do caminho percorrido são inegáveis e devem servir de estimulo para manter o caminho”, disse a ministra.

A governante fez questão também de referir que as contas públicas estão hoje são sujeitas a maior escrutínio, e que, por isso, “a desorçamentação do passado deixou de ser possível”, chegando mesmo a dizer que esta “é uma verdadeira reforma estrutural”.

A ministra deixa ainda a garantia: “Não mais qualquer Governo que assuma funções encontrará surpresas nas contas públicas”.