A administração do Novo Banco está a cerca de duas semanas de terminar a elaboração do primeiro balanço da instituição, um passo crucial para que avance o processo de venda. Em novembro será também conhecida a auditoria forense da PwC, que está a ser feita em simultâneo. E o Novo Banco será também sujeito aos testes de stress do BCE ainda este ano.

O balanço inicial do Novo Banco estará, finalmente, prestes a ser concluído, sabe o Observador. Dentro de cerca de duas semanas, a administração deverá concluir a elaboração de um documento à espera do qual o mercado está à espera há várias semanas. Já em meados de setembro, Vítor Bento escreveu na última carta dirigida aos trabalhadores após o abandono do Novo Banco que esse processo “estava quase concluído”.

A conclusão do documento tem tardado, mas deverá ser entregue ao Banco de Portugal em meados do mês de novembro. O processo tem sido atrasado por fatores como a questão relacionada com a conversão dos impostos diferidos em créditos fiscais, explicou a fonte.

“Poucas semanas depois [da conclusão do balanço inicial], a expectativa é que seja também concluída a auditoria forense que o Banco de Portugal encomendou à consultora PwC”, disse fonte próxima do processo. E, ainda este ano, o Novo Banco será também sujeito aos mesmos testes de stress que analisaram a resistência do BCP, BPI e Caixa Geral de Depósitos. Resultados que foram conhecidos este domingo.

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A mesma fonte indicou que “está a ser definido um calendário com o BCE” para a realização dos testes de stress que, no caso do Novo Banco foi adiada. O BCE indicou que não seria possível fazer o exercício a tempo da divulgação a 26 de outubro, depois da medida de resolução aplicada ao BES no início de agosto.

O balanço inicial, a auditoria da PwC e o resultado do teste de stress serão três dados importantes com que os potenciais interessados no Novo Banco, fazendo com que o processo de venda da instituição possa avançar.