Não há dúvidas. A polícia assim o garante: o homem que, na passada quarta-feira, irrompeu com uma arma pelo Parlamento canadiano e matou um soldado, fê-lo por motivos políticos. Michael Zehalf-Bibeau, autor do atentado, terá gravado um vídeo pouco antes dos disparos, no qual as autoridades dizem ter encontrado “evidência persuasiva” de que o ataque teve “motivações ideológicas e políticas”.

O vídeo em questão, pelo menos por enquanto, não será divulgado. A Royal Canadian Mounted Police, entidade policial que está a conduzir a investigação ao atentado, emitiu esta segunda-feira um comunicado, no qual revelou que “ainda está a trabalhar para determinar a origem” da arma utilizada por Zehalf-Bibeau — alegadamente uma espingarda Winchester 30-30, que descreveu como “velha” e “fora do comum”. O homem, aliás, também carregava consigo uma faca.

As autoridades informaram também que Zehalf-Bibeau tinha “acesso a uma considerável quantidade de fundos” e que estava a trabalhar “em campos de petróleo” localizados perto de Alberta, uma cidade canadiana. Algo que explica como o atirador conseguiu alugar o carro que conduziu até ao edifício do Parlamento canadiano, localizado em Otávia, capital do país.

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E mais: o indivíduo também estaria a juntar dinheiro para viajar à Arábia Saudita e estudar o Corão, livro sagrado do Islão. A garantia surgiu numa carta divulgada pela mãe do atirador, Susan Bibeau, durante o fim de semana. A progenitora, escreveu o The Global and Mail, não acredita que o filho integrasse uma organização terrorista ou “uma grande ideologia”, tendo atribuído “a tragédia” a um “problema de saúde mental” o filho.

A polícia canadiana está igualmente a investigar “numerosas interações” que o atirador teve antes do tiroteio. “Estamos confiantes que teremos um relato detalhado e autoritárias do tiroteio nas próximas semanas, incluindo a reconstrução completa dos atos heroicos das pessoas envolvidas”, revelou a RCMP. Para Susan, o filho “estava infeliz” e “de costas voltadas para o mundo”, ao revelar que “a religião e o Islão” eram “a sua maneira de tentar tirar um sentido do mundo”.