O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, denunciou hoje “uma contínua vaga de terrorismo” centrada em Jerusalém, reiterando que Israel vai responder com firmeza contra os responsáveis pelo ataque perpetrado numa sinagoga daquela cidade. “Estamos no auge de um contínuo ataque de terrorismo focado em Jerusalém”, afirmou Netanyahu, numa conferência de imprensa transmitida pela televisão.

No ataque cometido hoje de manhã contra uma sinagoga do bairro ultraortodoxo de Har Nof, em Jerusalém, dois palestinianos, armados de facas e pistolas, mataram quatro pessoas e feriram outras nove. As quatro vítimas mortais do ataque tinham dupla nacionalidade, três israelo-norte-americana e outra israelo-britânica, confirmou entretanto a polícia israelita. Os dois atacantes foram mortos pela polícia.

Na mesma conferência de imprensa, Netanyahu reafirmou ter ordenado às forças de segurança para “destruírem as casas dos terroristas” e para reforçar as medidas punitivas contra aqueles que “incitarem ao ódio”. O chefe do Governo israelita também pediu o reforço da segurança em Jerusalém, considerada cidade santa pelos judeus, muçulmanos e cristãos.

Pouco tempo depois do ataque, Benjamin Netanyahu acusou as duas principais fações palestinianas, a Fatah, de Mahmmud Abbas (presidente da Autoridade Palestiniana), e o movimento radical Hamas de “incitamento à violência”, afirmando que tal posição tem como “resultado direto” este tipo de ataques. Na mesma ocasião, o primeiro-ministro israelita prometeu punir este ato com “punho de ferro”.

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Também Mahmud Abbas condenou hoje “o assassínio de fiéis que oravam numa sinagoga” e “o assassínio de civis independentemente de quem sejam”. Mas, Benjamin Netanyahu considerou que estas palavras de Abbas foram insuficientes. “É uma coisa boa ter condenado este massacre mas isso não é suficiente”, afirmou o governante israelita na conferência de imprensa.

“O Hamas, o Movimento islâmico [israelita] e a Autoridade Palestiniana continuam a espalhar calúnias sem fim contra Israel”, acrescentou. Netanyahu pediu igualmente à comunidade internacional para exigir à Autoridade Palestiniana “o fim das incitações ao ódio contra o Estado de Israel”.