A população homossexual chinesa rondará os 40 milhões, segundo estimativas citadas esta segunda-feira por um jornal oficial a propósito do sucesso da “Blued”, a primeira aplicação (‘app’) da China para promover a cultura ‘gay’, lançada há dois anos.

Aquele número equivale a apenas 3% da população chinesa, mas representa um acentuado aumento em relação ao que era habitualmente estimado.

A atitude de Tim Cook, CEO da Apple, que há cerca de um mês se assumiu publicamente como homossexual, “foi um grande encorajamento”, disse ao China Daily o fundador daquela ‘app’, um antigo polícia chamado Geng Le.

Com 15 milhões de utilizadores registados e visitada diariamente por três milhões de pessoas, a “Blued” é considerada a mais popular aplicação para homossexuais do mundo inteiro.

A “Blued” já conseguiu um investimento de 30 milhões de dólares para melhorar os seus serviços, nomeadamente a criação de uma rede para lésbicas, e está a planear mesmo uma OPV (oferta pública de venda), disse o China Daily.

A OPV “celebrará cultura ‘gay’ e negócios e, mais importante do que isso, demonstrará a crescente tolerância social no país”, afirmou Geng Le.

Até 2001, a homossexualidade fazia parte da lista de perturbações mentais identificadas pela Sociedade Chinesa de Psiquiatria.

Num estudo divulgado em 2010, um investigador da Universidade de Qingdao, Zhang Beichuan, estimava que haveria na China cerca de 30 milhões de homossexuais, entre os quais 10 milhões de lésbicas.