A Apollo Global Management está entre os interessados na compra do Novo Banco, adianta o Diário Económico. O fundo norte-americano, que está prestes a concretizar a compra da seguradora Tranquilidade, terá de entregar a manifestação de interesse até 31 de dezembro, como pediu na quinta-feira o Fundo de Resolução no anúncio que publicou na imprensa.

O interesse do fundo de “private equity” norte-americano junta-se aos chineses da Fosun – que, segundo notícia da TVI, está disposto a oferecer até 3.500 milhões pelo Novo Banco – e, também, do BPI e do Santander Totta, bancos que admitem estar a acompanhar de perto este processo.

A Apollo quererá, assim, avaliar a compra de um grande banco português depois da aquisição de uma seguradora, o mesmo percurso da Fosun. Os chineses começaram por comprar uma seguradora, a Fidelidade, e passaram depois – através desta – para a aquisição da Espírito Santo Saúde e de uma participação na REN.

O Diário Económico salienta, contudo, que se a Fosun avançar para uma oferta pelo Novo Banco irá fazê-lo de forma direta, não através da Fidelidade, tendo em conta as instruções europeias para uma maior separação entre bancos e seguradoras. O setor dos seguros está, aqui, no entanto, a mostrar ser uma “porta de entrada” para investidores estrangeiros que acabam por querer juntar às seguradoras outros ativos.

As indicações de interesse preliminar terão de ser entregues ao Fundo de Resolução até às 17 horas de 31 de dezembro. Não serão propostas vinculativas mas que servirão para que o Fundo de Resolução saiba a quem entregar informação confidencial sobre o Novo Banco e a operação, além do balanço inaugural publicado esta semana.

A lista de interessados pré-selecionados serão comunicados a Bruxelas, que segundo o Diário Económico, terá uma palavra decisiva na escolha do comprador. A Comissão Europeia quererá garantir que haja “medidas que limitem distorções de concorrência ou garantam a viabilidade da entidade resultante da alienação”.