A agência de rating Moody’s considera positiva a iniciativa do Governo português de proceder ao reembolso antecipado do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) concedido no âmbito do programa de ajustamento assinado em 2011 com a troika. A decisão de “substituir o empréstimo do FMI, mais caro, por fundos mais baratos captados nos mercados vai proporcionar poupanças nos encargos com juros e melhorar o calendário de reembolso” dos créditos contraídos, afirma a agência, de acordo com uma nota citada pela Bloomberg.

Para a Moody’s, o facto também reflete “o sólido acesso de Portugal aos mercados e uma gestão da dívida pró-ativa”, de acordo com o outlook que tem data de 23 fevereiro. De acordo com as contas efetuadas pela agência de rating, Portugal poupará, em termos acumulados, 500 milhões de euros em juros da dívida pública, equivalentes a 0,3% do produto interno bruto do país até 2020.

Em entrevista à TVI, no sábado, 21 de fevereiro, a ministra das Finanças referiu que estão em causa 14 mil milhões de euros em pagamentos que serão antecipados, operações a serem concretizadas, no máximo, num prazo de trinta meses. O ritmo dos pagamentos não está ainda definido, prevendo-se que seja feito de acordo com as condições de mercado existentes, nomeadamente no que tem a ver com o nível de taxas de juro a que o Estado português consiga fazer, com “sucesso”, as colocações de dívida.

Maria Luís Albuquerque esclareceu, também, que há um acordo de princípio com a União Europeia sobre o assunto, mas não existe, ainda, uma autorização formal. Há procedimentos parlamentares a seguir em alguns países, mas a ministra acrescentou: “esperamos que dentro de duas semanas” a autorização esteja formalizada. Nessa altura, bastará notificar o FMI para que o Governo possa fazer os reembolsos antecipados, cujo prazo poderá vir a ser inferior ao máximo previsto pelo Executivo.