A Alemanha espera que a Grécia apresente um novo programa depois de junho, disse esta quinta-feira Michael Fuchs, vice-presidente da bancada parlamentar da CDU/CSU de Angela Merkel, após uma votação teste entre os parlamentares em antecipação ao voto do Parlamento alemão à extensão do programa grego na sexta-feira. Vinte e dois dos 311 membros do partido votaram contra.

O acordo foi difícil e continua a dar dores de cabeça. Para que a Grécia tenha a extensão pedida e acordada no Eurogrupo, os parlamentos nacionais têm de aprovar o pedido. Nem todos têm de o fazer, como é o caso de Portugal, mas a Alemanha, um dos mais críticos, está entre os países que têm de aprovar.

A CDU/CSU de Angela Merkel decidiu fazer um teste antes da votação de sexta-feira. Cinco deputados abstiveram-se, 22 votaram contra, disse o porta-voz do partido à Bloomberg.

Michael Fuchs, vice-presidente da bancada parlamentar, diz que a Alemanha está à espera de um novo programa da Grécia depois de a extensão acabar, em junho.

Problemas de liquidez

Numa altura em que ainda nem sequer se aprovou a extensão do programa, surgem já novos problemas. O ministro das Finanças da Grécia já alertou esta quarta-feira que a Grécia pode vir a ter problemas de liquidez que podem levar a que a Grécia não tenha capacidade para reembolsar os empréstimos do FMI e a dívida que o BCE tem em carteira em junho.

Berlim recusa dar mais um cêntimo se a Grécia não completar com sucesso a revisão, o que implica tomas as medidas que estão acordadas no programa da troika (ou instituições, na nova terminologia).

Hoje, o ministro de Estado Alekos Flabouràris já admite problemas para pagar os empréstimos de março e abril e diz que, se assim for, a Grécia pode vir a pedir um período de graça a estas duas instituições de dois meses.