O primeiro-ministro confirma que teve “várias conversas informais” com José Maria Ricciardi, em que o presidente do BESI (Banco Espírito Santo de Investimento) “exprimiu a sua incomodidade quanto aos desenvolvimentos sobre a situação do BES (Banco Espírito Santo) e do GES (Grupo Espírito Santo)”.

Nas respostas à comissão parlamentar de inquérito aos atos de gestão do BES e do GES, Pedro Passos Coelho não detalha as datas destes encontros com Ricciardi, acrescenta apenas que acontecerem quando esses desenvolvimentos sobre o BES/GES já eram do conhecimento público. O primeiro-ministro conclui: “Apenas fiquei ciente do incómodo que os factos, de resto públicos, que marcaram os desenvolvimentos do BES e do GES, deixaram junto do Dr. José Maria Ricciardi”. O presidente do BESI já revelou publicamente a sua amizade com Pedro Passos Coelho,

Estas conversas não tiveram uma “abordagem especifica” no sentido de suscitar alguma ação ou opinião do governo, assegura o primeiro-ministro, numa alusão a notícias que davam conta de um eventual envolvimento do governo na luta pela sucessão no BES.

Em novembro de 2013, veio a público uma tentativa de José Maria Ricciardi de afastar Ricardo Salgado da liderança do grupo numa célebre reunião do conselho superior do GES que acabou por manter a confiança no então presidente do BES.