Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A Rússia vai abandonar as negociações na Suíça sobre o programa nuclear da Irão, com o ministro dos Negócios Estrangeiros Serguei Lavrov, a dizer que ainda está longe a possibilidade de se alcançar um acordo.

Serguei Lavrov vai sair de Lausana esta tarde e regressar à Rússia, convencido que um acordo entre as seis potências (Estado Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, China e Rússia) e o Irão não chegará tão cedo. A data limite para se conseguir um acordo é terça-feira.

Segundo um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov estará “disponível para regressar assim que for necessário” se um acordo político estiver próximo, inclusivamente regressar já esta terça-feira.

“O que nos deixa mais otimistas é a determinação de todos os ministros para alcançar resultados sem fazer uma pausa”, disse o adjunto de Serguei Lavrov, Sergei Rybakov. As negociações estão numa “fase crítica”, diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

As negociações continuam na Suíça, mas o impasse que já dura há treze anos não está encaminhado ainda da melhor forma para ser concluído com sucesso.

As seis potências ainda não chegaram a acordo com o Irão sobre o ritmo de retirada das sanções económicas ao regime de Teerão, e nos limites que devem ser impostos ao seu programa nuclear.

Ainda este domingo, com o prazo a terminar (já foi estendido duas vezes e o Irão já disse que não quer mais nenhuma extensão), o Irão veio dizer que não aceita que grande parte do seu stock de urânio enriquecido ficasse depositado na Rússia, para retirar capacidade ao Irão de desenvolver um programa de armas nucleares, se entretanto decidir quebrar o acordo com as potências.